segunda-feira, 4 de novembro de 2019

"UM DIA DE CHUVA EM NOVA YORK"


Em novo filme, Woody Allen reúne de novo a chuva e outros protagonistas que talvez você nunca tenha percebido
*Por Elie Cheniaux, professor associado da UERJ e da pós-graduação em psiquiatria e saúde mental da UFRJ, autor de “Woody Allen, seus filmes são mesmo autobiográficos”?
Escrito e dirigido por Woody Allen, “Um Dia de Chuva em Nova York” teve sua estreia antecipada no Brasil. O filme, que seria lançado aqui no dia 9 de janeiro de 2020, chega em 21 de Novembro. Na trama, Gatsby (Timothée Chalamet) e Ashleigh (Elle Fanning) são um jovem casal de namorados que decidem passar um final de semana em Manhattan. Mas o romance acaba tomando um rumo inesperado, quando um diretor de cinema e a irmã de uma ex-namorada cruzam seu caminho. O elenco ainda conta com Selena Gomez, Jude Law, Rebecca Hall e Liev Schreiber.
 
A película fazia parte de um acordo entre a Amazon e Woody Allen. De acordo com o contrato, o cineasta teria que produzir mais três filmes. No entanto, a parceria foi rompida. Em 1992, Woody Allen fora acusado de abusar sexualmente de sua filha adotiva, Dylan Farrow, e desde a ascensão dos movimentos #MeToo e Time’s Up, as acusações voltaram à tona, fazendo com que a Amazon deixasse o filme de lado. Uma disputa judicial entre a companhia e o cineasta vem impedindo o lançamento nos Estados Unidos, o que não ocorreu na Europa e no Brasil.
 
Polêmicas à parte, “Um Dia de Chuva em Nova York” traz novamente o que nunca pode faltar em um filme de Woody Allen. Se você é tão apaixonado como eu, é possível que já tenha percebido “pontos protagonistas” de seus filmes. Aqui, vamos nos atentar a três deles: Nova York, romantismo e, claro, chuva, presente até no título:
 
Nova York
Já virou lugar-comum afirmar que, na maioria dos filmes de Woody
Allen, a cidade de Nova York é praticamente uma personagem. Como refere o seu biógrafo Natalio Grueso, o cineasta se tornou o “melhor embaixador internacional de Nova York”. Allen criou uma cidade idealizada, que encanta os americanos e os estrangeiros. Uma cidade glamorosa, que nunca é mostrada suja ou decadente nos seus filmes e que, como diz o jornalista Nelson Motta, jamais será alcançada pela Nova York real.
 
Segundo o professor de literatura, Ubiratan de Oliveira, os quatro minutos iniciais do filme “Manhattan” talvez representem a maior homenagem prestada a uma cidade. É mostrada uma sequência de belas imagens em preto e branco de Nova York: seus parques, ruas, pontes, edifícios, o tráfego de pedestres e de veículos, em diversas horas do dia e em todas as estações do ano. Tudo isso ao som de Rhapsody in Blue, de autoria do compositor nova iorquino, George Gershwin, e executada pela Orquestra Filarmônica de Nova York.
 
Nascido no Bronx e criado no Brooklyn, Woody Allen foi pela primeira vez a Manhattan aos cinco ou seis anos de idade, levado por seu pai. Ele conta que se apaixonou pela ilha no exato momento em que saiu do metrô e colocou os pés em Times Square. Ficou impressionado com a quantidade e o luxo dos cinemas. Outras atrações para ele em Manhattan, na sua infância, incluíam shows de marionetes na rua, barracas de tiro-ao-alvo, a Broadway e o restaurante Lindy’s, na rua 52. “Quando atravessava para Manhattan, era uma explosão de tudo o que só se via nos filmes de Hollywood”, disse ele ao seu biógrafo, Eric Lax.
 
Perguntado pelo jornalista Stig Björkman se, como alguns de seus personagens, não conseguia funcionar fora de Nova York, Allen reconheceu que isso era “parcialmente verdadeiro”. Disse que em uma cidade grande e cosmopolita, poderia residir durante algum tempo, mas preferia Nova York. No documentário “Um Retrato de Woody Allen”, o cineasta refere que, quando está fora de casa, Paris é a única cidade em que consegue sobreviver.
 
Romantismo
Um aspecto marcante da filmografia de Woody é, sem dúvida, o romantismo. Uma imagem que sintetiza o romantismo na sua obra é a do cartaz de “Manhattan”, em que vemos, em preto e branco, as silhuetas de Isaac (Woody) e Mary (Diane Keaton), com o cachorrinho dela, sentados em um banco junto à ponte do Queensboro, em Nova York. No mesmo filme, há diversas cenas românticas, como a do passeio de carruagem de Isaac e Tracy (Mariel Hemingway) pelo Central Park, que Allen iria repetir, anos depois, em Café Society, agora com Bobby (Jesse Eisenberg) e Vonnie (Kristen Stewart).
 
No filme “Paris-Manhattan”, em que Woody Allen faz uma ponta como ele mesmo, o romantismo é o aspecto que recebe o maior destaque. Em Paris, o francês Victor (Patrick Bruel) dá de cara com o famoso cineasta Woody Allen em um hotel e conta para ele sobre a sua paixão por Alice (Alice Taglioni), grande fã do nova-iorquino. Allen o incentiva a tentar conquistá-la e faz uma veemente defesa do romantismo. Em seguida, o rapaz consegue convencer Woody a conversar com Alice, e ela, diante dos elogios feitos sobre Victor pelo seu maior ídolo, rende-se ao rapaz. Sem dúvida, o roteiro de “Paris-Manhattan” parte da premissa de que Woody Allen, como pessoa, é tão romântico quanto seus filmes.
 
Chuva
Nas cenas românticas do cineasta, frequentemente está chovendo. Em “Magia ao Luar”, Stanley (Colin Firth) e Sophie (Emma Stone) estão voltando de uma visita à tia de Stanley (Eileen Atkins). O carro sofre uma pane e começa a chover e relampejar. Eles correm para um planetário. Lá dentro, ela pede para ele abraçá-la, pois está molhada e com frio. Quando acaba a chuva, eles abrem o teto e observam o céu.
 
Em “A Outra”, Marion (Gena Rowlands) e Larry (Gene Hackman) se encontram por acaso quando vão comprar ingressos para o mesmo concerto. Ele está apaixonado por ela, mas Marion está para se casar com um amigo dele (Ian Holm). Larry a convence a beberem juntos e, depois, caminham pelo Central Park onde, claro, começa a chover, e eles correm para se refugiar debaixo de uma passarela e acabam se beijando. Já em “Para Roma, com Amor”, Jack (Jesse Eisenberg) e Monica (Ellen Page) estão visitando as ruínas das termas romanas à noite. Começa a chover e Monica diz a ele que acha as tempestades muito românticas. Jack já está apaixonado por ela e lhe faz um elogio, dizendo que ela fica “muito bonita um pouco molhada”. 
 
Numa declaração ao jornalista Stig Björkman, Woody Allen explica a relação que vê entre chuva e romantismo: “Adoro a chuva! (...) Você sabe que detesto a luz do sol. (...) E eu chamei uma garota de ‘Rain’ em ‘Maridos e Esposas’ porque este nome é lindo. (...) Sabe, eu gostaria de fazer um filme onde chovesse cada vez que os amantes estivessem juntos. Quando eles se encontrassem, quando saíssem, quando fizessem amor, enfim, quando fizessem não importa o quê. Choveria sempre que eles estivessem juntos. (...) Por isso, nos filmes só é romântico se estiver chovendo. O estado de espírito é muito importante. (...) Sempre acho que a chuva me dá a sensação de intimidade. As pessoas ficam confinadas em suas casas. Procuram abrigo. Estão protegidas no interior dos seus lares. (...) A chuva fornece o clima para que coisas mais íntimas aconteçam entre elas, seja se apaixonando ou compartilhando da sua aproximação. Ela afeta o estado de espírito destas pessoas de certa forma”.
 
Nos bastidores
Há também outro aspecto, mas ainda não admitido por ele: seus filmes são mesmo autobiográficos? Essa tem sido uma declaração frequente de Allen ao longo de sua carreira. São tantos os fãs, jornalistas e críticos de cinema que juram que seus filmes são uma cópia fiel de sua vida que volta e meia o cineasta se sente obrigado a rebater essa ideia.
 
Em quase todos os seus primeiros filmes, como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977) e “Manhattan” (1979), Woody Allen também participou como ator, fazendo o papel principal. Parecia ser sempre o mesmo personagem: neurótico, ansioso, depressivo, hipocondríaco, com medo da morte, inseguro, tímido, inteligente, culto, cinéfilo, freudiano, narcisista, romântico, urbano, nova-iorquino, irônico e, acima de tudo, engraçado. Mesmo em sua produção mais recente, em que Woody quase sempre se limita a ficar atrás das câmeras, esse personagem típico não desapareceu e tem sido interpretado por outros atores. Will Ferrell, em “Melinda e Melinda” (2004), e Larry David, em “Tudo pode dar Certo” (2009), já cumpriram essa missão.
 
A recorrência desse personagem e o fato de o próprio Allen tê-lo incorporado diversas vezes indicam que o que vemos na tela é o cineasta em pessoa, interpretando a si mesmo. Além disso, várias coincidências são apontadas entre os enredos de seus filmes e fatos de sua vida pessoal. Por exemplo, o filme “Maridos e Esposas” (1992) é considerado por muitos um retrato mais ou menos preciso do fim do seu relacionamento com Mia Farrow. Apesar de todas as evidências, só nos resta a incógnita.
 
Ao final, fica a pergunta: diante de uma mente em ebulição como a de Woody Allen, o que esperar de “Um Dia de Chuva em Nova York”?

*Dr. Elie Cheniaux é psiquiatra, escritor, membro licenciado da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, professor de pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental da UFRJ, onde coordena o laboratório de pesquisa sobre o transtorno bipolar; e professor de pós-graduação em Ciências Médicas da UERJ. É autor do livro “Woody Allen: seus filmes são mesmo autobiográficos”? Rio de Janeiro: Autografia, 2019, v.1. p.304. [Prefácios de Marcelo Janot (O Globo) e de Ana Rodrigues (JB).
 
“Tão apaixonado por Woody Allen quanto por seu suposto alter ego das telas, Elie Cheniaux se debruça de forma minuciosa sobre a vida e obra do ator, diretor e roteirista para investigar até que ponto vão as semelhanças e diferenças. A decupagem criteriosa de seus 50 longas-metragens resultou em um trabalho revelador por parte do autor”. (Do prefácio de Marcelo Janot). 


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

"O REINO GELADO: A TERRA DOS ESPELHOS

Ganha trailer com voz de Larissa Manoela
IGOR JANSEN E JOÃO CÔRTES COMPLETAM O TIME DE DUBLADORES DA ANIMAÇÃO, QUE ESTREIA EM 21/11
A Galeria Distribuidora acaba de divulgar o cartaz e o trailer de “O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos”, com Larissa Manoela dando voz a Gerda - uma garota que se sente inútil por ser a única pessoa da família que não possui poderes mágicos. A animação, recheada de adrenalina e ação, traz também Igor Jansen em seu primeiro trabalho de dublagem, como Rony, e João Côrtes como o trol Orm. Com cópias 2D e 3D, o filme tem estreia nacional marcada para 21 de Novembro e pré-estreias pagas nos dias 15, 16, 17 e 20 de Novembro. Para assistir ao trailer, clique aqui.
Em “O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos”, dirigido por Alexey Tsitsilin e Robert Lence, o rei Harald encontra uma maneira de acabar com a magia do mundo para dar uma lição na Rainha da Neve, expulsando todos que possuem poderes mágicos para a Terra dos Espelhos. Quando a família de Gerda cai na armadilha do rei, a garota fará de tudo para salvá-los, inclusive contar com a ajuda da própria Rainha da Neve. 
O REINO GELADO: A TERRA DOS ESPELHOS
Título original: The Snow Queen: Mirrorlands
Gênero: Animação e Aventura
País: Rússia
Duração: 86 min.
Classificação Pretendida: Livre
Direção: Alexey Tsitsilin, Robert Lence
Roteiro: Alexey Zamyslov, Alexey Tsitsilin, Vladimir Nikolaev, Andrey Korenkov, Robert Lence.
Produção: Yuri Moskvin, Vladimir Nikolaev, Boris Mashkovtsev, Pavel Stepanov, Vadim Vereschagin, Lisha Nin.
Produtora: Wizart Film, LLC.; Central Partnership, LLC.
Música: Fabrizio Mancinelli.
Distribuição: Galeria Distribuidora.
Dublagem: Larissa Manoela (Gerda), João Côrtes (Orm) e Igor Jansen (Rony)
Disponível em 2D e 3D.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

EXPOSIÇÃO РоссияRussia NO INSTITUTO INTERNACIONAL JM


As curiosidades de um país com cultura e costumes distintos como a Rússia compõem o caderno de anotações visuais do fotojornalista Diorgenes Pandini que abre terça-feira dia 5 de Novembro, às 17h, a exposição РоссияRussia no Instituto Internacional Juarez Machado. 



Montada no Espaço Biblioteca a mostra apresenta 20 fotografias que ilustram detalhes de uma Rússia contemporânea. Os registros são resultados de um fotografar compulsivo que busca partes de um país escondido atrás dos festejos da Copa do Mundo em 2018. O fotojornalista esteve por 36 dias na Rússia onde participou da cobertura do maior evento esportivo do mundo.  Esta exposição não é um documento sobre a Rússia, mas um recorte autoral e uma reflexão sobre o quanto são frágeis os estereótipos criados a partir da repetição do senso comum”, explica a curadoria de Lucila Horn.

Responsável pela agenda das exposições e Diretor Artístico do Instituto, Edson Machado, ao convidar o artista/fotógrafo para ocupar o espaço expositivo destaca: “A exposição é uma inusitada crônica do povo russo moderno. O resultado do olhar atento de repórter fotográfico do Diorgenes Pandini é criativo, verdadeiro e bem-humorado.” A mostra РоссияRussia é gratuita ao público e integra as comemorações do Instituto pelo Dia Nacional da Cultura, 5 de Novembro. Permanece aberta à visitação até 9 de Fevereiro de 2020.

Diorgenes Pandini é natural de Itajaí, SC, e com oito anos de experiência em fotojornalismo já participou de coberturas marcantes como a Copa do Mundo e a queda de avião da Chapecoense em Medellin na Colômbia. Foi fotógrafo no jornal A Notícia, em Joinville, e hoje trabalha no Diário Catarinense, em Florianópolis. Já participou de exposições coletivas no BC Foto Festival, Floripa na Foto e no Foto em Pauta em Minas Gerais. 

Serviço: Exposição РоссияRussia 
Visitação РоссияRussia:
Período expositivo: 5 de Novembro a 9 de Fevereiro de 2020
De terça a sábado, das 10h às 18h30
Domingos e feriados, das 15h às 18h30

IIJM
institutojuarezmachado.com.br
contato@institutojuarezmachado.com.br
Instituto Internacional Juarez Machado

MINIFESTIVAL DE CINEMA NO GOETH-INSTITUT CURITIBA

         Goethe-Institut Curitiba promove minifestival de cinema para                          lembrar dos 30 anos da queda do muro de Berlim
Os filmes retratam histórias do período. O festival também terá um sorteio de curso de alemão

De 4 a 6 de Novembro, o Goethe-Institut Curitiba promove o “30 Jahre Mauerfall – 30 anos da queda do muro de Berlim”, um minifestival de cinema, que terá direito a pipoca e um sorteio – entre os prêmios, um curso de alemão que ocorrerá de Março a Junho de 2020.

Serão exibidos três filmes, um a cada noite, que contam a trajetória de personagens que passaram pelo antes, durante e depois da queda do muro e da unificação da Alemanha do pós-Segunda Guerra. O evento faz parte do calendário de comemorações dos “190 anos da Imigração Alemã no Paraná”, que ocorre até junho de 2020. O lançamento do evento, no dia 4 de Novembro, às 19h30, ainda contará com a presença do Cônsul Honorário da República Federal da Alemanha, Andreas Hoffrichter. 
Foto: Guto Lavigne. 

Em todas as noites, os expectadores ganharão pipoca e poderão participar do sorteio de um curso de alemão para o primeiro semestre de 2020 (de Março a Junho) e do livro História Alemã – do século VI aos nossos dias, um guia informativo da história daquele país desde a Alta Idade Média até recentemente. Os autores, um grupo de sete renomados historiadores, fazem a síntese de um material histórico vasto e exploram as inter-relações entre fatores sociais, políticos e culturais em vista de controvérsias acadêmicas. O sorteio entre os participantes das três noites do festival será realizado no dia 8 de Novembro, às 10h30, nas dependências do Instituto.


Minifestival de filmes
Os filmes exibidos serão Bárbara, no dia 4, às 19h30, e A Rua Bornholmer, no dia 5, e Enquanto estávamos sonhando, no dia 6 de Novembro - esses dois últimos, às 20h.
Barbara (2012, 108 min.) concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2013, e Christian Petzold ganhou por ele o Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim de 2012. Começando de forma misteriosa, quase como um suspense, e evoluindo como um filme sensível e comovente, conta a história de uma médica (cujo nome é o título da obra) que é transferida para um hospital pequeno, do interior da Alemanha Oriental dos anos 1980, como punição por ter feito algo que o regime viu com maus olhos. Lá, ela conhece um médico com quem desenvolve uma relação ambígua. A atriz que interpreta Barbara, a bela Nina Hoss, é famosa na Alemanha e reconhecida pelo seu talento.
A Rua Bornholmer (2014, 88 min., direção de Christian Schwochow) mostra a queda do muro de Berlim de uma forma bem-humorada, ainda que tensa. Nele, um grupo de militares que toma conta de um acesso entre as duas Alemanhas, na Rua Bornholmer, ouve, no dia 9 de novembro de 1989, a transmissão (real e atrapalhada) do então porta-voz da Alemanha Oriental, Günter Schabowski. Ele diz que a partir daquele momento qualquer pessoa pode cruzar a fronteira sem visto ou qualquer documento. Observando os soldados que ficam sem saber o que fazer com a multidão que vai se acumulando na fronteira, o expectador pode ter uma amostra do que significava a ânsia de liberdade da população e o engessamento e o medo de pessoas em situação de opressão.
Enquanto estávamos sonhando (2015, 117 min., direção de Andreas Dresen) conta a história de Dani, Rico, Paul e Mark, jovens da Alemanha Oriental que veem seu mundo todo mudar de repente e todas as barreiras, além do muro, caírem. A vida deles, que já era um grupo inquieto, transforma-se em sexo, drogas e – em vez de rock n’ roll – música eletrônica, misturada a punks, anarquia, gangues e, claro, romance, em uma metáfora para uma sociedade que não está preparada para a liberdade e a transformação. Mas quem está? 

Serviço: 30 Jahre Mauerfall – 30 anos da queda do muro de Berlim – Minifestival de cinema
Local: Goethe-Institut Curitiba, Rua Reinaldino S. de Quadros, 33
Data: 4 a 6 de Novembro
Horário: 19h30 (dia 4) e 20h (dias 5 e 6)
Entrada gratuita.


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

SONY PICTURES DIVULGA CARTAZ DE “O GRITO”


Filme chega aos cinemas do Brasil em 2020

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“O Grito”, da Sony Pictures, divulga cartaz 15 anos após a primeira versão ocidental do filme ter sido lançada.  Produzido por Sam Raimi, o longa é dirigido por Nicolas Pesce e estrelado por Andrea Riseborough, Demián Bichir, John Cho, Betty Gilpin com Lin Shaye e Jacki Weaver. “O Grito” é baseado no filme japonês “Ju-on: O Grito”.  O filme chega aos cinemas do Brasil em 2020.
  

Sinopse: O produtor Sam Raimi traz uma nova e aterrorizante versão do clássico de horror. Dirigido por Nicolas Pesce, O GRITO é estrelado por Andrea Riseborough, Demián Bichir, John Cho, Betty Gilpin com Lin Shaye e Jacki Weaver. Com roteiro de Nicolas Pesce e história por Nicolas Pesce e Jeff Buhler, O GRITO é baseado no filme “Ju-on: O Grito (Ju-On: The Grudge)” escrito e dirigido por Takashi Shimizu. O GRITO é produzido por Sam Raimi, Rob Tapert e Taka Ichise e tem como produtores executivos Nathan Kahane, Erin Westerman, Brady Fujikawa, Andrew Pfeffer, Roy Lee, Doug Davison, John Powers Middleton e Schuyler Weiss.