terça-feira, 4 de novembro de 2008

Uma cidade para ser fotografada New York

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Pai e filho retratam Nova Yorque - Uma cidade para ser fotografada

A cidade cosmopolita de Nova York foi o cenário escolhido pelos fotógrafos Julio e Brunno Covello.

Entre abril e maio deste ano, os fotógrafos Julio e Brunno Covello –pai e filho, respectivamente – foram a Nova Yorque e se encantaram com a profusão de imagens corriqueiras oferecidas pela metrópole. Apontaram o olhar, ou melhor, as lentes, para as pessoas, a arquitetura, o dia-a-dia dos nova-iorquinos. E voltaram com 39 Gigas de fotos. Entre tantas e de tão boa qualidade, não foi fácil para o amigo e fotógrafo, Alberto Viana, selecionar as 40 fotos que estarão expostas a partir desta terça-feira (4/11),no Beto Batata, do Alto da XV.

Não houve limite para ângulos, sombras e cores. Do chão eles registraram a vida nos parques, nas ruas e a publicidade ousada e gigantesca que toma conta das avenidas. Nos terraços dos prédios, eles captaram cenas únicas como a de uma noiva no mirante do GE Building (Top of the Rock), o mais alto dos 19 edifícios que compõem o Rockfeller Center, na 5ª Avenida.

"Foi impressionante vivenciar a cidade por um período. É tudo muito vivo, muito novo que desperta o olhar e torna incontrolável o desejo de registrar o momento", disse Julio Covello, que apresenta nesta exposição o olhar apurado de quem fotografa há 32 anos.


Por outro lado, Brunno, 24 anos, começou há fotografar há seis e tem, segundo o próprio pai, um olhar ainda mais curioso e fôlego para a maratona de percorrer Nova York. "É uma cidade impressionante. Tem de tudo e parece que foi feita para ser fotografada. Pessoas de todos os tipos, um tanto quanto despreocupadas com as demais. Cada dia era uma surpresa diferente. Você podia encontrar um grupo de jazz tocando no meio do parque ou alguma atriz famosa gravando na rua. É perfeito para quem está fotografando", afirmou Brunno.


Segundo eles não houve critério para as fotos. Diariamente eles saíam com a câmera na mão e tudo que interessava era registrado. "Tivemos muita sorte em algumas fotos. Aquele lance de estar no lugar certo na hora certa sabe? Talvez porque não estávamos tão preocupados com nada. Fomos lá para passear e a fotografia era um divertimento a mais", disse Brunno.

Pai e filho confessam que a seleção das fotos para a exposição foi bem complicada devido à quantidade e à qualidade do material. As fotos de Brunno foram mais focadas para pessoas e expressões. Já o material de Julio Covello tem um caráter mais artístico, com grafismos. "Mas elas se complementam", afirma Júlio.


Ambos têm máquinas profissionais, mas não dispensam as mais simples e leves, para carregar sempre junto. "Afinal, o momento é único e se não for registrado se perde, o que é uma pena. Por isso estamos sempre 'prevenidos' para o acaso", disse Julio Covello.


Sobre Julio Covello - 57 anos, morou sete anos no Rio de Janeiro, onde foi diagramador do Jornal do Comércio. A fotografia passou a fazer parte da vida dele por influência do pai, Carlos Alberto Covello, fotógrafo amador, que ganhou num concurso fotográfico uma máquina japonesa Ricoh, repassada ao filho Julio.

Mesmo gostando de fotografia, e sendo autodidata, esta ainda não era a profissão oficial. Quando chegou a Curitiba trabalhou como diagramador no jornal O Estado do Paraná e, em seguida, começou a fazer programação visual em feiras e em exposições.

Tem em seu currículo fotografias para o jornal Correio de Notícias, Exclam e revista Quem. Abriu agência com outros dois fotógrafos e atendiam as áreas de publicidade e de jornalismo.

Fez sua primeira exposição individual em 1989 e, em 2003, expôs no Beto Batata, trabalhos apresentados também na Biblioteca Pública do Paraná.

Hoje ele tem uma Nikon D300, além de uma câmera no bolso para furos e emergências fotográficas


Sobre Brunno Covello
- ele tem 24 anos e fotografa desde 2002, quando entrou na faculdade. Confessa que há influência do pai na fotografia que faz e diz que gostaria de ter aproveitado mais a experiência paterna neste ponto.

Como tradição familiar dos Covello, Brunno também ganhou do pai uma máquina, Nikon Fm2. Hoje ele trabalha com uma Canon 40D e uma Canon 20D.

Serviço: Exposição Fotográfica Brunno e Julio Covello
Data: 4 de novembro às 19h30
Local: Beto Batata
Rua Professor Brandão, 678 - Alto XV - Curitiba - Paraná


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