A valiosa exposição sobre o lençol de linho, supostamente usado na morte de Jesus Cristo, conhecido como Santo Sudário, vem a Curitiba para exposição no Palladium Shopping Center
A exposição sobre uma das mais belas e intrigantes relíquias da história chegará em Curitiba em março de 2010. O Sudário voltará a ser exposto ao público em 2010, em Turim,norte da Itália, depois da restauração ocorrida em 2002. Juntamente com este evento, Curitiba receberá a exposição com objetos como o facsímile do Sudário produzido em Turim; a reconstituição artística do Homem do Sudário; o holograma em tamanho natural da imagem, produzido pelo cientista holandês Petrus Soons; réplicas dos flagelos, coroa de espinhos, lança e pregos produzidos em Israel. Além de contar com ilustrações de painéis, vídeos e infográficos que explicam, de forma dinâmica, o que cada estudo descobriu sobre o tema.
O Santo Sudário está guardado na catedral de Turim na Itália é um tecido muito estudado, envolvendo inúmeras disciplinas como arqueologia, palinologia, hematologia, medicina forense, microbiologia, história, semiótica, numismática, etc.
Estudiosos admitem existir grande coincidência entre as marcas impressas no tecido e o que os Evangelhos relatam sobre a Paixão de Cristo. A coincidência começa pelo fato de que o lençol foi confeccionado segundo antigas técnicas do Egito e da Síria. Nele há diversas manchas de sangue humano do tipo AB, mais comum em judeus. A análise do sangue indicou uma substância cicatrizante do fígado – a bilirrubina – produzida quando o corpo é gravemente traumatizado. O estudo constatou também cromossomos do tipo X e Y, confirmando que seria uma pessoa do sexo masculino.
Foram descobertos também certos polens no Sudário. As espécies de plantas foram identificadas: trata-se de plantas comuns do Vale do Jordão e Mar Morto, de lugares pedregosos ou salgados e regiões desérticas.
A análise médico-forense mostra que o homem do Sudário possuía altura entre 1,75 e 1,80 m, com idade estimada de 30 a 37 anos, de raça semítica. No lençol há marcas que indicam que o Homem do Sudário foi açoitado e os ângulos das feridas permitem deduzir que havia dois flageladores. Já na imagem da cabeça há cerca de quarenta feridas causadas por objetos pontiagudos. É fácil observar que este quadro é compatível com a cabeça de quem recebeu uma coroa de espinhos. Há também marcas de feridas nas mãos e pés que coincidem com as de um homem crucificado.
O grande mistério é que, apesar de o lençol ter envolvido um cadáver – o que foi comprovado pela análise do sangue – a imagem impressa nele não apresenta sinais de decomposição. As manchas de sangue também mostram que o corpo ficou em contato com o lençol durante um período entre 30 e 40 horas: mais uma coincidência com o relato dos evangelhos.
Polêmico ou não, há muitos indícios de que o Homem do Sudário possa ter sido Jesus Cristo. Independentemente de religião e da fé, este objeto arqueológico tem imenso valor. Foi responsável por inúmeros estudos e inquietantes curiosidades. Trata-se de um lençol com valor histórico e rico para a cultura mundial.
Para Curitiba, não deixa de ser uma honra receber uma exposição de tamanha importância. O evento, além de trazer visibilidade para a cidade, deverá aquecer a economia local, pois serão previstas conferências de especialistas sobre o tema e a vinda de turistas de diversas partes do Brasil e América Latina.
A exposição deve chegar à cidade em março de 2010 e para isso, o Palladium Shopping Center preparará uma estrutura especial para receber essas relíquias. As mudanças começam desde o piso, até a temperatura do ambiente, para abrigar esses valiosos objetos que dizem muito sobre a história.


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