O mestre Haruo Ohara - Fotografias no MON - Museu Oscar Niemeyer em Curitiba
Como homem da terra, Haruo Ohara (1909-1999) cultivou o campo e com sensibilidade utilizou a fotografia para registrar a luz para construir formas abstratas a partir de volumes e texturas de objetos e da natureza presentes em seu dia-a-dia. Produziu também marcantes imagens documentais e humanistas da família, da região e de seu trabalho associado à abertura da nova fronteira agrícola no Norte do Paraná.
Com o apoio do Governo do Paraná e da CAIXA a mostra reúne 150 fotografias em preto e branco produzidas por Haruo Ohara entre os anos de 1940 e 1970. Apontado entre um dos mais importantes nomes da fotografia brasileira, da segunda metade do século 20, esta seleção integra o acervo com mais de 18 mil negativos do Instituto Moreira Salles.
Da mesma maneira que os frutos da terra, as fotografias produzidas por Haruo e reunidas nesta exposição também exigiram seu próprio tempo de processamento e maturação. A emoção do fotógrafo em ver sua intuição de uma determinada cena lentamente materializando-se no papel fotográfico, processado na penumbra do laboratório, certamente foi semelhante à emoção do lavrador Haruo, que, na luz atenuada do amanhecer ou do entardecer, contemplava o esforço de seu trabalho desabrochando em flor e fruto em seus campos cultivados.
O trabalho de Haruo aponta para o fato de que, mesmo em um momento de forte transformação e aceleração tecnológica – a urbanização crescente do Brasil na época –, talvez apenas o tempo real de maturação das flores, frutos e filhos, fortemente representados em sua obra fotográfica, seja também o tempo real e necessário para a criação artística. Essa insistente sinalização para o verdadeiro ciclo da vida e da terra, com seus ritmos ancestrais, é o seu principal legado.
Haruo Ohara
Imigrante, lavrador e fotógrafo, Haruo Ohara nasceu no Japão e emigrou aos 17 anos para o Brasil com os pais e irmãos. Cultivou a terra ao longo de boa parte de sua vida adulta com dedicação e arte, simultaneamente, fotografou sua vida e a de seus familiares. A obra de Ohara, alinhada com a fotografia moderna e humanista de meados do século 20, contribui para mostrar que alguns dos antagonismos da cultura brasileira não resistem ao surgimento de um novo personagem histórico na passagem do século 19 para o 20: o imigrante europeu ou asiático, que renova cultural e economicamente o país a partir do campo e que, no caso específico de Ohara, encarna tanto o homem da terra como o homem da cultura.
Por decisão da família do fotógrafo, seu acervo foi doado ao Instituto Moreira Salles (IMS) em janeiro de 2008 e passou a ser tratado e preservado pelo instituto, com sede no Rio de Janeiro, principal instalação dedicada à conservação e à preservação da memória fotográfica no Brasil. Este acervo, de um dos importantes nomes da fotografia brasileira, é composto por cerca de oito mil negativos em preto e branco, dez mil negativos coloridos, dezenas de álbuns e centenas de fotografias de época, além de equipamentos fotográficos, objetos, documentos pessoais, diários e livros. A guarda desse conjunto permite um estudo aprofundado da obra do fotógrafo e de sua trajetória como imigrante e pequeno agricultor de Londrina.
Serviço: Exposição: Haruo Ohara - Fotografias
Apoios: Governo do Paraná e CAIXA
Visitação: de 09 de dezembro a 27 de março 2011
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 - Centro Cívico - Curitiba - PR
Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h
* Venda de ingressos até 17h30
R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes, com carteirinha
Gratuito para grupos agendados da rede pública, do ensino médio e fundamental, para estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro domingo de cada mês.
* Me lembro de uma tarde ou mão, isso agora é irrelavante ter sido chamada ao gabinete, pela Secretária de Estado da Cultura Lúcia Camargo que me mostrou um catálogo com algumas imagens de Haruo Ohara; - de uma viagem recente que ela tinha feito a Londrina, região Norte do estado.
Minha emoção foi imensa e nunca mais me esqueci das imagens que ela me mostrou. É bom saber que o público pode desfrutar da leitura deste homem do campo, um autentico compositor do preto e branco e da poesia da área cultivada e seus personagens.
AV.
Como homem da terra, Haruo Ohara (1909-1999) cultivou o campo e com sensibilidade utilizou a fotografia para registrar a luz para construir formas abstratas a partir de volumes e texturas de objetos e da natureza presentes em seu dia-a-dia. Produziu também marcantes imagens documentais e humanistas da família, da região e de seu trabalho associado à abertura da nova fronteira agrícola no Norte do Paraná.
Com o apoio do Governo do Paraná e da CAIXA a mostra reúne 150 fotografias em preto e branco produzidas por Haruo Ohara entre os anos de 1940 e 1970. Apontado entre um dos mais importantes nomes da fotografia brasileira, da segunda metade do século 20, esta seleção integra o acervo com mais de 18 mil negativos do Instituto Moreira Salles.
Da mesma maneira que os frutos da terra, as fotografias produzidas por Haruo e reunidas nesta exposição também exigiram seu próprio tempo de processamento e maturação. A emoção do fotógrafo em ver sua intuição de uma determinada cena lentamente materializando-se no papel fotográfico, processado na penumbra do laboratório, certamente foi semelhante à emoção do lavrador Haruo, que, na luz atenuada do amanhecer ou do entardecer, contemplava o esforço de seu trabalho desabrochando em flor e fruto em seus campos cultivados.
O trabalho de Haruo aponta para o fato de que, mesmo em um momento de forte transformação e aceleração tecnológica – a urbanização crescente do Brasil na época –, talvez apenas o tempo real de maturação das flores, frutos e filhos, fortemente representados em sua obra fotográfica, seja também o tempo real e necessário para a criação artística. Essa insistente sinalização para o verdadeiro ciclo da vida e da terra, com seus ritmos ancestrais, é o seu principal legado.
Haruo Ohara
Imigrante, lavrador e fotógrafo, Haruo Ohara nasceu no Japão e emigrou aos 17 anos para o Brasil com os pais e irmãos. Cultivou a terra ao longo de boa parte de sua vida adulta com dedicação e arte, simultaneamente, fotografou sua vida e a de seus familiares. A obra de Ohara, alinhada com a fotografia moderna e humanista de meados do século 20, contribui para mostrar que alguns dos antagonismos da cultura brasileira não resistem ao surgimento de um novo personagem histórico na passagem do século 19 para o 20: o imigrante europeu ou asiático, que renova cultural e economicamente o país a partir do campo e que, no caso específico de Ohara, encarna tanto o homem da terra como o homem da cultura.
Por decisão da família do fotógrafo, seu acervo foi doado ao Instituto Moreira Salles (IMS) em janeiro de 2008 e passou a ser tratado e preservado pelo instituto, com sede no Rio de Janeiro, principal instalação dedicada à conservação e à preservação da memória fotográfica no Brasil. Este acervo, de um dos importantes nomes da fotografia brasileira, é composto por cerca de oito mil negativos em preto e branco, dez mil negativos coloridos, dezenas de álbuns e centenas de fotografias de época, além de equipamentos fotográficos, objetos, documentos pessoais, diários e livros. A guarda desse conjunto permite um estudo aprofundado da obra do fotógrafo e de sua trajetória como imigrante e pequeno agricultor de Londrina.
Serviço: Exposição: Haruo Ohara - Fotografias
Apoios: Governo do Paraná e CAIXA
Visitação: de 09 de dezembro a 27 de março 2011
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 - Centro Cívico - Curitiba - PR
Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h
* Venda de ingressos até 17h30
R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes, com carteirinha
Gratuito para grupos agendados da rede pública, do ensino médio e fundamental, para estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro domingo de cada mês.
* Me lembro de uma tarde ou mão, isso agora é irrelavante ter sido chamada ao gabinete, pela Secretária de Estado da Cultura Lúcia Camargo que me mostrou um catálogo com algumas imagens de Haruo Ohara; - de uma viagem recente que ela tinha feito a Londrina, região Norte do estado.
Minha emoção foi imensa e nunca mais me esqueci das imagens que ela me mostrou. É bom saber que o público pode desfrutar da leitura deste homem do campo, um autentico compositor do preto e branco e da poesia da área cultivada e seus personagens.
AV.
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