Dirigido
por Flavia Castro, o filme participou da seleção oficial de Veneza e de
Havana, ganhou o prêmio da crítica no Festival de Biarritz e no
Panorama Coisa de Cinema/Salvador,
os prêmios de público e FIPRESCI no Festival do Rio, e Melhor Filme no
Festival de Cinema Latino Americano de Pessac/Fr e no 21º Festival de
Cinema Brasileiro em Paris
Jeanne Boudier,
Sara Antunes,
Eliane Giardini,
Hugo Abranches,
Arthur Raynaud,
Jesuíta Barbosa,
Antonio Carrara e
Marcio Vito
formam o elenco do filme que tem fotografia de
Heloisa Passos
e produção da
VideoFilmes,
Flauk Filmes,
Tacacá Filmes
e Globo Filmes
DESLEMBRO
é produzido por Walter Salles, Gisela B. Câmara e Flavia Castro, que
também assina
a direção do longa. Além dos prêmios acima mencionados, o filme obteve
ótima repercussão na imprensa na participação festivais brasileiros e
internacionais. O filme conta a história de uma adolescente que volta
ao Brasil com a família, do exílio em Paris
após decretada a anistia. Ao chegar ao Rio, Joana precisa se adaptar à
cidade, da qual nada se lembra, e se aproximar da avó paterna para se
lembrar da infância e do pai desaparecido durante a ditadura militar.
A
diretora Flavia Castro nos indaga: “Como lembramos? Como funciona nossa
capacidade de lembrar na adolescência, quando tudo tende para o futuro,
e que a memória emerge e invade o presente”?
Foi
durante a montagem do documentário “Diário de uma busca” (no qual
retraço a trajetória do meu pai, militante e exilado político nos anos
70), absorta por testemunhos, cartas,
diferenças entre as minhas lembranças com as de outros familiares, que
surgiu a vontade de ir mais longe em um trabalho sobre a memória, diz
Flavia Castro. Quando a infância foi uma sucessão de exílios, fugas,
luto e lutas, como será, depois disso, esse momento
de transição?
Para
ir mais longe nessas questões, a ficção se impôs para a diretora que se
interessou em mostrar a subjetividade da adolescente Joana: como ela
sente, busca, sobrevive e se reinventa.



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