quarta-feira, 9 de agosto de 2023

AGOSTO INDÍGENA "YÃMÎ YAH-PÁ (Fim da Noite)", DE VLADIMIR SEIXAS ESTREIA EM GRAMADO

 

YÃMÎ YAH-PÁ integra a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Brasileiros do 

51º Festival de Cinema de Gramado e será exibido na noite de abertura,

sábado (12), às 20h 

Rosa Peixoto, protagonista do curta, interpreta uma mulher indígena, solitária e em luto, buscando sua antiga aldeia na floresta em um mundo pós-apocalíptico.

O curta é falado em Tukano, língua que acaba de se tornar oficial no estado do Amazonas com mais 15 outras línguas indígenas

O curta YÃMÎ YAH-PÁ (Fim da Noite, na língua Tukano) é o primeiro trabalho de ficção do diretor Vladimir Seixas e estreia mundialmente na noite de abertura do Festival de Cinema de Gramado, às 20h de sábado (12/08). A produção é o primeiro curta de ficção da produtora Couro de Rato e integra a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Brasileiros. O curta acompanha uma mulher indígena (Rosa Peixoto) solitária e de luto, em um mundo pós-apocalíptico, enquanto busca pela antiga aldeia na floresta e compartilha memórias. 

Rosa Peixoto (Róri Pa'kó, nome indígena), única atriz do curta,  é natural de Iauaretê – Rio Uaupés – Amazonas, e pertence à etnia Tariano do Terceiro Clã Dyroa. A produção é toda falada em Tukano - língua com mais de sete mil falantes no Brasil e que acaba de se tornar oficial no estado do Amazonas com mais 15 outras línguas indígenas.  

"O encontro com Rosa foi fundamental para definir questões do roteiro e juntos entendermos que a história deveria ser narrada na língua Tukano, na qual ela é fluente. Juntamos os poucos recursos próprios da nossa produtora Couro de Rato, e saímos para filmar em locações que mostrassem o mundo literalmente devastado”, conta o diretor e roteirista do curta, Vladimir Seixas. 

Entre as locações escolhidas, estão o famoso Hotel Esqueleto, em São Conrado (RJ), os Lençóis Maranhenses (MA), uma igreja submersa em Petrolândia (PE), a Ponte Quebrada, localizada em Barra de São João (RJ), nos bairros fantasmas de Maceió (AL) atingidos pela mineração, entre outras, como mercados e escolas vazios.

Segundo Vladimir Seixas, o filme "YÃMÎ YAH-PÁ (Fim da Noite)" foi pensado durante um período sombrio, uma longa noite que atravessou a ascensão do fascismo no Brasil e a pandemia de Covid-19. A história foi tomando forma a partir de memórias de quatro viagens à Amazônia, para outros trabalhos, em que passou semanas convivendo com indígenas em uma aldeia Munduruku, no médio Tapajós.

"As lembranças dos povos da floresta me fizeram imaginar que, mesmo se o nosso mundo desmoronasse, a vida continuaria resistindo na floresta", relembra, e completa: "Com o roteiro finalizado, convidei amigos do audiovisual, que também foram impactados em várias dimensões pela pandemia, para criar a história e falar desse momento difícil. Sabia que poderia servir também como uma catarse para nós. Era como um grito que dizia ‘enfim, sobrevivemos e estamos filmando!’. E agora estamos em Gramado!".

ESTREIA: YÃMÎ YAH-PÁ (FIM DA NOITE),

DE VLADIMIR SEIXAS 

51° FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

DATA: 12.08 (sábado)

HORÁRIO: 20h

LOCAL: Palácio do Festivais (Endereço: Avenida Borges de Medeiros, 2697. Centro – Gramado/RS)

INGRESSOS:

https://festivaldegramado.net/50o-festival-de-cinema-de-gramado-tera-ingressos-gratuitos/ 

https://festivaldegramado.net/competidores/yami-yah-pa-fim-da-noite-rio-de-janeiro/

https://festivaldegramado.net/programacao/

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