sexta-feira, 27 de agosto de 2021

FESTIVAL “ESCOLA DO SAMBA” CELEBRA REPERCUSSÃO DE SUA PRIMEIRA VERSÃO EM FORMATO WEBSÉRIE

 

 



 

 

Em seis episódios exibidos entre 17 de julho e 21 de agosto, evento destacou nomes importantes dos batuques de matrizes africanas atingindo uma média de 2.000 espectadores por episódio 

 
 

 

Realizado desde 2008 em formato presencial, respeitando a interação de artistas e público como tradicionalmente acontece nas rodas de samba, o festival ‘Escola do Samba’ se adaptou aos tempos de pandemia para manter viva a tradição iniciada no Morro da Querosene e transferida, em 2010, para a região do Rio Pequeno, localizada na Zona Oeste da capital paulista. O novo cenário, que contrapõe a premissa inicial do evento por tomar forma em ambiente virtual, acabou trazendo à tona questões importantes para a realização, que passou a ser apreciada por pessoas de diversas localidades do país, expandindo os horizontes de sua ação de preservação cultural para um novo patamar e tendo alcançado audiência média de 2 mil espectadores por episódio.

Os convidados do festival - o Samba de Roda de terreiro de Mestra Dofona, a comunidade do Batuque de Tietê, o jongo de Mestra Jociara, o samba do Recôncavo baiano de Madjah,  o sambista maranhense de Tião Carvalho e o tradicional "samba de raiz" de Roberta Oliveira, Raquel Tobias e do grupo Sambilê –, alinhados com a estratégia de exibições dos episódios, fizeram do evento um sucesso e a perspectiva é que haja continuidade no formato online, juntamente aos encontros que mantêm as características ancestrais do samba. “O festival expandiu a sua atuação e nos mostrou que valerá a pena batalhar por um formato híbrido de exibição. A troca presencial segue sendo a base nas relações estabelecidas pelo samba, em suas diversas vertentes, mas mostrar isso para pessoas do país todo também nos abre uma maior perspectiva de alcance e preservação dessas culturas”, destaca o diretor e idealizador do festival, João Nascimento. Ainda de acordo com João, a audiência teve bons números nos estados da Bahia, Pará e Rio de Janeiro.

A edição 2021 do ‘Escola do Samba’ reuniu diferentes linguagens do samba para compor uma narrativa bastante ampla do movimento cultural. Este aspecto contemplou, assim, o principal objetivo do evento, que é registrar e documentar a pluralidade do samba e as composições autorais desse gênero, mantendo um portfólio acessível ao grande público por meio da plataforma de vídeo.

O festival, que se mantém enquanto ferramenta em prol da preservação do patrimônio cultura e identidade de grande parte da população brasileira, em suas ancestralidades africanas, ameríndias e ibérico-árabes, é produzido pela Kalakuta Produções com apoio do Ponto de Cultura Afrobase. Os curadores desta edição foram Dinho Nascimento (músico, compositor e capoeirista), Paulo Dias (Músico, pesquisador e presidente da Associação Cultural Cachuera!) e João Nascimento (artista multilinguagens, diretor da Cia Treme Terra e documentarista).

 
 

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