terça-feira, 28 de julho de 2026

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA MOSTRA RETROSPECTIVA RUY GUERRA COM GRANDE PARTE DA OBRA

Entre os dias 12 e 23 de agosto, o público poderá assistir a quase sete décadas da trajetória do diretor que completa 95 anos em 2026. Programação reúne 17 longas-metragens, dois documentários sobre ele, filme inédito em Curitiba, obra restaurada em 4K e master class com o cineasta                                                                                    Velho Ruy (1).jpg.jpeg

Ruy Guerra, um dos maiores cineastas brasileiros e um dos fundadores do Cinema Novo, estará em Curitiba para participar da Mostra Retrospectiva Ruy Guerra, na CAIXA Cultural. Além de acompanhar a programação, o diretor participa de uma coletiva de imprensa e ministra uma master class no dia 14 de agosto.                                                                                                Foto: Kaio Caiazzo /Amuleto Filmes. 

Poucos realizadores marcaram tão profundamente a história do cinema brasileiro quanto Ruy Guerra. Um dos fundadores do Cinema Novo, parceiro de nomes como Gabriel García Márquez, Chico Buarque, Edu Lobo e Milton Nascimento, o cineasta chega aos 95 anos mantendo o mesmo entusiasmo criativo que o tornou uma das figuras mais importantes da cultura brasileira.

Para celebrar essa trajetória, a CAIXA Cultural Curitiba apresenta, entre 12 e 23 de agosto, a Mostra Retrospectiva Ruy Guerra, que reúne quase toda a filmografia do diretor. Ao longo de doze dias serão exibidos 17 longas-metragens, além de dois documentários dedicados à sua vida e obra, oferecendo ao público uma rara oportunidade de acompanhar quase sete décadas de produção cinematográfica em uma única programação.

A retrospectiva contempla desde o longa de estreia, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), produção mais recente do diretor que encerra a chamada "Trilogia dos Fuzis", iniciada com Os Fuzis (1964) e continuada por A Queda (1978). Também integra a programação o raríssimo Ternos Caçadores (1969), recentemente restaurado em resolução 4K e exibido novamente após muitos anos fora de circulação.

Além das sessões, o público poderá participar, no dia 14 de agosto, às 19h30, de uma masterclass conduzida pelo próprio Ruy Guerra, que abordará a construção artística e política da trilogia formada por Os FuzisA Queda e A Fúria, obras que atravessam seis décadas de história brasileira por meio de um mesmo personagem.  

A programação inclui ainda o lançamento de um catálogo digital com uma extensa entrevista inédita concedida pelo cineasta ao curador e organizador da mostra, Aristeu Araújo, oferecendo ao público um panorama de sua trajetória artística, suas influências literárias e seu pensamento sobre cinema.

"Sempre tive uma paixão muito grande pela palavra. Queria ser escritor antes de ser cineasta. O cinema acabou sendo o caminho possível para contar histórias, mas continuo lendo o dicionário todos os dias como quem lê um romance. A palavra continua sendo o centro de tudo o que faço", afirma Ruy Guerra.

Nascido em Moçambique, durante o período colonial português, Guerra estudou cinema em Paris no momento em que surgia a Nouvelle Vague francesa. Chegou ao Brasil em 1958 trazendo uma sólida formação cinematográfica e participou da fundação do Cinema Novo ao lado de Glauber Rocha, Cacá Diegues e outros realizadores que transformaram definitivamente a linguagem do cinema nacional.

Ao longo de quase 70 anos de carreira, construiu uma filmografia marcada pelo compromisso político, pela experimentação estética e pela constante aproximação com a literatura. Adaptou obras de Gabriel García Márquez, Chico Buarque e Antonio Callado, escreveu peças, poemas e letras de músicas interpretadas por grandes nomes da MPB, consolidando uma produção artística que ultrapassa as fronteiras do cinema.

Segundo o curador da mostra, Aristeu Araújo, a retrospectiva representa uma oportunidade rara para compreender a dimensão da obra do diretor.

"É uma oportunidade única para o público acompanhar praticamente toda a trajetória de Ruy Guerra e perceber como sua obra dialoga com diferentes momentos da história do Brasil e do mundo. Ele recebeu com entusiasmo o projeto e está muito animado em reencontrar o público em Curitiba."

A realização da retrospectiva também exigiu um extenso trabalho de pesquisa e preservação do patrimônio audiovisual brasileiro. Muitas obras de Ruy Guerra sobreviveram apenas em materiais deteriorados ou com cópias de difícil acesso, tornando a organização da mostra um verdadeiro trabalho de arqueologia cinematográfica.

"Grande parte da história do cinema brasileiro enfrenta sérios desafios de preservação. Reunir esta retrospectiva significou localizar materiais espalhados em diferentes acervos, avaliar inúmeras versões e buscar sempre a melhor cópia disponível para cada filme. Tivemos um trabalho cuidadoso de garimpo para oferecer ao público exibições com a melhor qualidade possível", destaca Aristeu Araújo.

Entre os destaques da programação está justamente Ternos Caçadores, produção francesa realizada em 1969 que permaneceu durante décadas praticamente inacessível ao público brasileiro e que agora retorna às telas em versão restaurada em 4K. Outro momento especial será a exibição de A Fúria, lançado recentemente e ainda pouco visto pelo público, encerrando uma trilogia iniciada há mais de sessenta anos.

Além dos longas de ficção, a mostra exibe os documentários Tempo Ruy (2021), dirigido por Adilson Mendes, e O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, que ampliam o olhar sobre o pensamento e o processo criativo do cineasta.

Mesmo aos 95 anos, Ruy Guerra continua desenvolvendo novos projetos e mantém o humor característico ao falar sobre o futuro.

"Decidi que vou viver até os 117 anos. Até os 100 ainda quero fazer cinema. Depois disso pretendo voltar ao meu primeiro amor, que sempre foi a literatura."

A retrospectiva reafirma a importância de um artista cuja obra permanece atual ao discutir desigualdade, violência, poder, liberdade e justiça social, temas que atravessam diferentes períodos da história brasileira e continuam provocando reflexão nas novas gerações.

Curadoria                                                                                                                                                          Aristeu Araújo é cineasta, com passagens pelo teatro e pela literatura. Graduado em Cinema pela UFF e em Jornalismo pela UFRN, já fez curadoria de dezenas de mostras cinematográficas, dirigiu doze curtas e montou cerca de 40 filmes, entre longas e curtas. Atua no cinema principalmente como montador, assinando as edições dos longas "Mães do Derick”, de Cássio Kelm (Prêmio de Melhor Montagem no 14º For Rainbow), e “A Mesma Parte de Um Homem”, de Ana Johann (finalista no Prêmio Abcine de Melhor Montagem de Ficção). No momento trabalha na montagem de "1989", dirigido por Juliana Sanson, e está finalizando seu primeiro longa, o filme "A Ponte".                                                                                  GM_retrato_aristeu_-20-1.JPG.jpeg

Aristeu Araújo, cineasta, montador e curador da Mostra Retrospectiva Ruy Guerra, assina a seleção de filmes e a pesquisa que reuniu grande parte da obra do diretor em uma programação inédita na CAIXA Cultural Curitiba.     Foto: Gibran Mendes.

Serviço 
Mostra Retrospectiva Ruy Guerra
Quando: 12 a 23 de agosto de 2026
Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 -Centro)
Capacidade máxima: 123 lugares + 02 espaços para cadeirantes      
 Ingresso:  Gratuito
               Retirada de ingressos 60 minutos antes de cada sessão, na   
                  bilheteria do teatro.
                  Verifique a classificação indicativa de cada filme.


Master class com Ruy Guerra
Quando: 14 de agosto
Horário: 19h30
Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro)
Tema: A Trilogia dos Fuzis (Os FuzisA Queda e A Fúria)
Ingresso: Gratuito
Classificação: 14 anos
*Este projeto foi viabilizado com patrocínio da CAIXA.
 

Mais informações:  

CAIXA Cultural Curitiba

www.caixacultural.gov.br

Telefone: 4501 8222

 

CURTA DOCUMENTÁRIO TRAZ A LUTA DE MULHERES PELA MORADIA NA PERIFERIA DE CURITIBA

Com direção de Luana Muniz, a produção "Tenha Fé nas Mulheres" tem pré-lançamento no sábado (1º) e acompanha as lideranças das comunidades e a luta das mulheres por direitos básicos



Neste sábado (1º), ocorre o pré-lançamento do curta documentário “Tenha Fé nas Mulheres”, obra com direção de Luana Muniz, que registra a luta de mulheres pela moradia e pela construção coletiva de uma vida mais digna na periferia de Curitiba. 

Filmada em 2025, a produção acompanha as lideranças das comunidades e a luta das mulheres por direitos básicos que não são garantidos onde o estado não chega. “Filmar essas histórias é reconhecer a voz, a força e o protagonismo dessas mulheres, além de ser fundamental para pensar como as transformações podem acontecer para além dos centros urbanos, especialmente falando de Curitiba”, comenta a diretora Luana Muniz. 

 

“Tenha Fé nas Mulheres” tem direção de Luana Muniz - Cred Divulgação / Carol Castanho (dir)

O projeto surgiu a partir de uma ponte com o Instituto Democracia Popular - IDP, que trabalha pela regularização de moradia há mais de 10 anos na capital paranaense, e atende as comunidades Nova Tiradentes, 29 de Março e Dona Cida, na CIC. Durante o trabalho, o IDP reuniu relatos sobre a mobilização da comunidade por direitos básicos e pela transformação da vida coletiva. Ao ter contato com esse material, a equipe idealizadora do projeto identificou um ponto em comum: a força de construção das mulheres. Elas mobilizaram suas redes para acolher outras mulheres que fugiam da violência masculina e que precisavam de moradia para criar redes de apoio para a maternidade e o cuidado, construindo caminhos de acesso a direitos básicos. 

Com base nesses depoimentos, a obra teve o objetivo de registrar narrativas de resistência e do trabalho feminino em rede, encontrando brechas e soluções coletivas para a vida na periferia da cidade. Para isso, a equipe realizou rodas de conversa com as moradoras, a partir de uma mediação cuidadosa, para reconhecer e abraçar essas histórias, observar a realidade compartilhada e conversar sobre as mudanças que estão construindo. Foram várias histórias entrecruzadas de mulheres que buscam refúgio para si e seus filhos e que se encontram na luta compartilhada. 

Equipe de mulheres
Além de contar a história de mulheres, o curta-metragem“Tenha Fé nas Mulheres” contou com uma equipe toda feminina, fortalecendo o pensamento e o discurso de mulheres no audiovisual. “Essa escolha também foi fundamental para criar um ambiente mais confortável e acolhedor durante as filmagens, tanto entre equipe, como entre as mulheres e crianças moradoras das comunidades. Acredito que esse cuidado se reflete diretamente na obra, na forma como nos relacionamos com as personagens e na maneira como suas histórias foram compartilhadas”, afirma Muniz.

Pré-lançamento no dia 1º de agosto
O evento de pré-lançamento de “Tenha Fé nas Mulheres” ocorre às 14h30, na sede do Instituto Democracia Popular, localizado na Rua Alm. Gonçalves, 2100, no bairro Rebouças. A entrada é gratuita e aberta ao público. Após a exibição, ocorre um bate-papo com a equipe e as personagens da produção. 

Além disso, um vídeo produzido como resultado das oficinas de audiovisual realizadas com as crianças das comunidades será exibido. A equipe passou uma semana no local, com o apoio de equipe de voluntários, compartilhando as bases do cinema em forma de brincadeira. As crianças puderam experimentar um pouco da linguagem e dos equipamentos utilizados para a produção de um filme.  

“Tenha Fé nas Mulheres” ( Brasil | 2026 | 14’16” | Classificação Livre)
Sinopse: Em comunidades de ocupação urbana, mulheres se tornam refúgio para si e para suas famílias. Constroem seus lares, criam comunidade e lutam por direitos que já eram para ser concedidos. Diante do risco de despejo e da falta de saneamento básico, segurança e educação para seus filhos e filhas, mobilizam redes de cuidado e realização. Na periferia de Curitiba, acompanhamos sua força de reconstrução por uma vida digna.

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA, MINISTÉRIO DA CULTURA E GOVERNO FEDERAL. 

Ficha Técnica
Direção: Luana Muniz
Produção: Ana Hupfer
Direção de fotografia: Isa Lanave
Som Direto: Carmen Agulham, Nanashara Scaravelli e Letícia Tambucci
Pesquisa: Julia Bonnet
Montagem: Luana Muniz
Desenho de som e mixagem: Carmen Agulham
Produção Executiva: Ana Hupfer
Mediação das Rodas de Conversa: Tenile Vicenzi
Assistência de Câmera: Nica Chaves
Fotografia Still e Making Of: Florebela Leticia e Carol Castanho
Assistência de Produção: Yasmim Reck e Luanna Mendieta
Áudio Descrição: Leticia Tambucci
Música OriginalBruxaria, composição de B no Beat, AMAIZ e A-Ka
Colorização: Luana Muniz
Design GráficoYasmim Reck, Maira Pires de Castro, Roberta Viani e Bárbara Gantzel
Acessibilidade: Fluindo Libras

COM A PARTICIPAÇÃO DE
Comunidades Nova Tiradentes, 29 de Marco e Dona Cida 
(Cidade Industrial de Curitiba)

Lideranças 
Carlinda Pereira de Almeida
Juliana Almeida Teixeira

Moradores da comunidade 
Adriana de Carvalho França, Adriana Kumiak dos Santos, Ana Caroline Ferreira de Souza, Ana Claudia Santos, Ana Maria Machado (Vózinha), Andréa de Souza Mendes, Aparecida Fagundes de Assis, Arthur Rafael Campos, Cainã Amaral Olimpio, Cleusa Santos, Crislaine Gomes da Silva, Cristiane Gomes de Souza, Francione Ferreira da Silva, Francisca Manuela, Gabriella Guimarães Olimpio, Gabrielle de Carvalho Costa, Ilza Mendes de Souza, Jaci Terezinha Silva, Jhessy Kelly Gomes de Souza, Josefa Ferreira da Silva, Juliana Silva, Karina Guimarães Gonçalvés, Kemylly Anjos Capistrano, Linete Gonçalves dos Santos, Luiz Fernando, Maria Aparecida Moraes, Maria dos Santos, Maria Gorete Ferreira de Souza, Maria Luzia Santos, Myrella Oliveira da Silva, Natália Geane da Silva, Nayane Saraiva, Nicole Gonçalves, Nilza de Fatima Teles, Noah Conceição, Olga Felissaint, Paulo Eduardo Santos, Priscila Garcia, Raquel Pereira de Almeida, Ravy Nolan, Rosa da Silva, Sara Fernanda Pereira, Solene do Rocio, Suelen Cristina de Souza, Vanessa Ferreira e Vitória Vicente.

Serviço:
Pré-lançamento do curta documentário “Tenha Fé nas Mulheres”
Data: 1º de agosto (sábado)
Horário: 14h30
Local: Instituto de Democracia Popular (Rua Alm. Gonçalves, 2100 - Rebouças - Curitiba)
Entrada: gratuita e aberta ao público.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

BRUNO GAGLIASSO E AURÉLIO MICHILES FALAM SOBRE ‘HONESTINO’ NA 4ª EDIÇÃO DO BONITO CINESUR


FILME PARANAENSE APRESENTA A MÁGICA ILHA DE SUPERAGÜI E OS DESAFIOS DE SEUS MORADORES

Filme paranaense apresenta a mágica Ilha de Superagüi e os desafios de seus moradores para conquistar a aposentadoria

"Lista de Desejos Para Superagüi", do diretor Pedro Giongo, tem pré-estreia no dia 29 de julho, no Cine Passeio

  

Assista ao trailer: Lista de Desejos para Superagüi | Trailer Oficial 


No dia 29 de julho, às 20h, o Cine Passeio recebe a pré-estreia do filme paranaense “Lista de Desejos Para Superagüi”, produção que foi destaque no 13º Olhar de Cinema- Festival Internacional de Curitiba e ganhador do prêmio principal da mostra Aurora, em Tiradentes. 

Em seu primeiro longa-metragem, o diretor Pedro Giongo apresenta uma obra que joga o olhar sobre a Ilha de Superagüi, localizada no Paraná, Sul do Brasil, e seus habitantes. Lá mora Martelo, pescador com 70 anos de idade que luta pelo seu direito à aposentadoria. Pouco a pouco, ele se torna protagonista, assim como seus moradores, que buscam melhorar as condições de trabalho e conseguir se aposentar com dignidade, além de retornar a vida da ilha como era antigamente, conectada à natureza e à tradição. 

A produção faz um mergulho no cotidiano e intimidade da comunidade de pescadores do local, que é quase sempre visto apenas como um espaço turístico. Por meio de sua câmera e sua sensibilidade, Giongo preserva na tela um tipo de encanto humano, combinando refinamento de linguagem, fotografia e trilha sonora aguçadas, assim como a montagem, a uma relação direta com a realidade que retrata, mostrando a ancestral violência brasileira contra os mais vulneráveis. 

“Mais do que um personagem, Martelo é um “homem-farol” e sua luz revela os desejos e as dores de uma comunidade inteira que resiste ao apagamento”, comenta o cineasta Pedro Giongo. “Foram mais de 50 dias filmando, dentro do período de 2018 a 2023, com uma equipe pequena. Esse período mostra a erosão da areia na beira da praia, o inverno e o verão, a passagem da vida, da infância, da velhice, das mudanças daquele lugar, do tempo da pesca e do mar. Esse também foi o tempo de espera do personagem Martelo para receber um parecer positivo do governo para sua aposentadoria tardia”, completa. 

A sessão de  “Lista de Desejos Para Superagüi” no Cine Passeio ocorre na Sala Luz, às 20h, no dia 29 de julho (quarta-feira). A sessão será seguida por um bate-papo com o diretor e elenco. A distribuição é da Olhar Filmes. 

Ficha técnica
Realização: Pedro Giongo
Produção executiva: Fran Camilo, Andréa Tomeleri
Fotografia: Renato Ogata
Som direto: Lucas Maffini e Carmen Agulham
Direção de Produção: Betinho Celanex
Assistência de fotografia: Walter Thoms
Montagem: Pedro Giongo, edt., Bruno Carboni, edt.
Trilha Sonora: Bruno Trchmnn
Desenho de Som: Bianca Martins e Guilherme Farkas
Mixagem: Ernesto Sena
Cor: Guilherme Delamuta
Distribuição: Olhar Filmes
Produção: Estudio Tijucas 


Masterclass gratuita - “Pensar um filme, pensa num mundo inteiro”

No dia 1º de agosto, haverá uma Masterclass especial com o cineasta Pedro Giongo, das 15h às 18h, no Cine Passeio, intitulada “Pensar um filme, pensa num mundo inteiro”. Giongo, que, além de “Lista de Desejos para Superagüi”, também é realizador dos curtas “Tango” (2016) e “A Canção do Asfalto” (2017), propõe uma reflexão sobre como todo filme, antes de ser filmado, exige a invenção de um sistema de regras próprio, um universo que nasce das necessidades de cada projeto e do mundo que o criador carrega consigo. A masterclass parte dessas três produções, feitas a partir de premissas radicalmente diferentes - animação em stop-motion, a ficção e o documentário -  e através de cadernos, anotações, listas e fotografias de processo, o encontro discute como a regra do jogo muda de natureza segundo cada trabalho. O que se repete e o que se transforma, filme a filme, no método de pensar um filme. As inscrições são gratuitas.

Livro “Lista de Desejos para Superagüi”                                                                                No dia 3 de agosto, às 19h, ocorre o lançamento do livro “Lista de Desejos para Superagüi” (Autor: Pedro Giongo), que reúne fotografias, diários, listas, conversas e narrativas historiográficas em um memorial afeita sobre a ilha de Superagüi, refúgio ecológico no litoral do Paraná. Esses fragmentos, os bastidores do longa-metragem que homenageia os moradores e a história da ilha ganham um novo corpo, transformando-se em uma reunião de desejos coletivos. A obra convida o leitor a habitar a ilha por dentro, cruzando as fronteiras entre cinema, memória e a vida da comunidade caiçara. 

O lançamento ocorre na Livraria Telaranha, localizada na Rua Ébano Pereira, 296 - Centro, e contará com debate com o autor. 


Sobre o diretor - Pedro Giongo é realizador audiovisual. Já dirigiu o curta “A Canção do Asfalto” (2017) e as animações stop-motion “Tango” (2016) e “Parque Pesadelo” (2015) em co-direção com Aly Muritiba e Francisco Gusso. “Lista de desejos para Superagüi” (2024), seu primeiro longa, recebeu o prêmio de melhor filme na 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Como montador recebeu o prêmio de melhor montagem no 52º Festival de Brasília com o longa “Alice Junior” de Gil Baroni entre outras colaborações. Selecionado para o Berlinale Talents 2024. Mestre em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ.

Sobre a Olhar Filmes - A Olhar Filmes é uma distribuidora e produtora de obras independentes focada na diversidade do audiovisual nacional e estrangeiro. Desde a sua fundação, em 2017, na cidade de Curitiba, lançou mais de 40 obras no mercado brasileiro e tem se consolidado como uma distribuidora especializada no lançamento de filmes LGBTQIAPN+ e com causas, principalmente, títulos voltados ao público jovem. Os filmes distribuídos pela Olhar já marcaram presença em vários festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios em muitos deles, como Festival de Cannes, Sundance Film Festival, San Sebastian, Festival de Berlim, Festival de Rotterdam, BFI London, Dok Leipzig, Frameline, Indie Lisboa, Festival de Gramado, Mostra São Paulo, Festival do Rio, dentre outros, somando mais de 700 participações e 150 prêmios. Entre os títulos lançados pela Olhar, destacam-se os filmes “Meu Corpo é Político” de Alice Riff, “Nóis por Nóis” de Aly Muritiba e Jandir Santin, "Ferrugem” de Aly Muritiba, “Os Primeiros Soldados” de Rodrigo de Oliveira, “Alice Júnior” de Gil Baroni, “Meu Nome é Daniel” e “Assexybilidade” de Daniel Gonçalves, “Vento Seco” de Daniel Nolasco, "A Mesma Parte de Um Homem" de Ana Johann, "UÝRA, A Retoma da Floresta" de Juliana Curi, “Rafiki” da diretora queniana Wanuri Kahiu, “Praia Formosa” de Julia De Simone, “O Silêncio das Ostras” de Marcos Pimentel, “Apenas Coisas Boas” de Daniel Nolasco, e “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias.