segunda-feira, 28 de setembro de 2026

"VIRTUOSAS", LONGA ESTRELADO POR BRUNA LINZMEYER E MARIA GALANT QUE EXPLORA O UNIVERSO DAS MULHERES

 

“Virtuosas”, longa estrelado por Bruna Linzmeyer e Maria Galant que explora o universo das mulheres ultraconservadoras, estreia nesta quinta, 24
Premiado no programa Goes to Cannes 2025 e na Mostra SP,  trama que mistura terror social e humor ácido chega a cinemas de norte a sul do país, incluindo Florianópolis, Rio de Janeiro, Palmas, São Paulo, João Pessoa, Brasília,  Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Salvador

Crédito : Divulgação | Materiais para dowloand
Terror social e humor ácido se encontram em uma trama que explora o universo de mulheres ultraconservadoras no filme “Virtuosas”, que estreou quinta-feira, 24 de setembro, em quase 20 cidades de norte a sul do Brasil: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Niterói, Palmas, Penedo, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. Dirigido por Cíntia Domit Bittar e protagonizado por Maria Galant e Bruna Linzmeyer, o longa leva para as telonas um retiro VIP para mulheres que se autodefinem como “virtuosas” segundo a própria interpretação de uma passagem bíblica (Provérbios 31), dialogando com o conceito contemporâneo das tradwives.
Lideradas por Virgínia Heinzel (Linzmeyer), uma coach que tem como foco o público feminino conservador e que prega sobre os valores da chamada “mulher virtuosa”, Germina (Maria Galant), Lorena (Juliana Lourenção), Bárbara (Sarah Motta) e Gorete (Brisa Marques) iniciam uma jornada em busca de suas melhores versões, mas se deparam rapidamente com crescente desconforto e tensão, sendo levadas a novos extremos. O filme conta com participação especial de Gabriel Godoy e ainda integram o elenco Nenê Borges e Fernando Bispo.
“O desejo de trabalhar o terror nesse contexto temático nasceu de um misto de fascínio e medo (pavor?) genuíno que sinto, como mulher feminista, do retrocesso, do negacionismo e do fundamentalismo religioso. Não há intenção de exagerar ou ridicularizar nenhuma situação e é importante dizer que boa parte do que pode soar como exagero no filme não é invenção nem distorção, e sim vem de uma pesquisa extensa em contextos reais, com falas quase reproduzidas do que foi observado,” afirma a diretora Cíntia Domit Bittar.
Antes de chegar aos cinemas, o longa foi premiado no programa Goes to Cannes 2025, uma vitrine de filmes inéditos ou em pós-produção realizada pelo Marché du Film do Festival de Cannes, que recebeu 25 títulos de 5 países. O longa também participou da Première Brasil do 27º Festival do Rio, e venceu o Prêmio Netflix na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
“Virtuosas” tem produção da Novelo Filmes em coprodução com a Olhar Filmes, que assina a distribuição com a Filmes do Estação e produção associada da Cajamanga. O projeto foi viabilizado com recursos do edital Prêmio Catarinense de Cinema, da Lei Paulo Gustavo e do FSA.
SINOPSE
Um retiro VIP promete aperfeiçoar mulheres em busca de sua melhor versão, sob as regras de uma fé que não admite falhas. Mas essa jornada virtuosa acaba se revelando absurda e perigosa.
 Ficha Técnica:
“Virtuosas” (Dir. Cíntia Domit Bittar / Ficção / 86’ / Brasil / 2025)
Roteiro: Cíntia Domit Bittar e Fernanda de Capua
Elenco: Bruna Linzmeyer, Juliana Lourenção, Maria Galant, Sarah Motta, Brisa Marques
Empresa Produtora: Novelo Filmes
Produção: Ana Paula Mendes, Cíntia Domit Bittar
Coprodução: Olhar Filmes
Produção Associada: Cajamanga
Direção de Fotografia: Gabriel Rinaldi
Montagem: Cíntia Domit Bittar
Direção de Arte: Dicezar Leandro
Figurino: César Martins
Som: Daniel Becker (Som direto), Tiago Bello (Desenho de Som e Mixagem)
Música: Pedro Santiago, Daniel Becker
Distribuição: Olhar Filmes e Filmes do Estação

Sobre a Novelo Filmes - Criada em 2010, a Novelo Filmes é uma produtora audiovisual liderada por mulheres e sediada em Florianópolis, Santa Catarina. Ao longo dos anos, pela constante circulação de distintas obras autorais em festivais de cinema no Brasil e no exterior, se consolidou como uma referência no sul do país e, em especial, no estado catarinense. A Novelo Filmes trouxe prêmios inéditos para Santa Catarina, como o de Melhor Curta no Festival do Rio (“Qual Queijo Você Quer?, 2011); Melhor Curta no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias ("Baile", 2019); Prix CCAS du court-métrage - Prix des Électriciens Gaziers no Festival CINÉLATINO - Rencontres de Toulouse ("Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim" 2018), entre outros. Dois de seus curtas já foram finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Nonna e Baile, sendo que este ainda foi qualificado ao Oscar 2021. No primeiro semestre de 2025, a produtora exibiu a série documental "Quero ser Veg”, na TV Brasil e em agosto deste ano produziu o telefilme “Um Dia Extraordinário”, em coprodução com a Globo Filmes, que alcançou mais de 17,3 milhões de pessoas na Tela Quente da TV Globo. 
Seu primeiro longa-metragem de ficção, Virtuosas, estreou na Première Brasil do Festival do Rio 2025 e foi selecionado para a 49ª Mostra de SP. Para além de desenvolver e produzir filmes de ficção e documentário com sólida carreira em festivais e licenciados para canais de televisão como Canal Brasil, Canal Curta, NBC Itália, Arte 1, France TV, History Channel, entre outras, a Novelo Filmes também realiza ações formativas, a exemplo do selo "Novelo Encontros", que já trouxe para Florianópolis diversas palestras e oficinas práticas de temas inerentes ao fazer audiovisual.

Sobre a diretora Cíntia Domit Bittar - Cíntia Domit Bittar cresceu em Caçador, interior de Santa Catarina, e formou-se em Cinema (UNISUL, 2004-2007). Frequentemente, desempenha as funções de roteiro, direção e montagem em suas obras, sendo o longa-metragem “VIRTUOSAS” seu primeiro longa de ficção, com lançamento nos cinemas em Setembro de 2026. Cíntia está com três outros longas em pós-produção: o documentário “GUGIE" e as ficções de terror “CASARÃO” e “RECANTO". No início de 2026, o telefilme “UM DIA EXTRAORDINÁRIO", também de sua autoria, alcançou mais de 17,3 milhões de pessoas na Tela Quente da TV Globo. O marco inicial de sua carreira como diretora profissional se deu em  2011, quando seu  primeiro trabalho  venceu como Melhor Curta no Festival do Rio. Desde então, a cineasta tem forte presença em festivais nacionais e internacionais, com curtas de ficção e documentário. BAILE, sua ficção curta mais recente, foi qualificada ao Oscar 2021, ao vencer como melhor curta no 60º FICCI. Atuante na política audiovisual, é Membra do Conselho Superior do Cinema / MinC (2023-2027), Membra do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (2026-2028), vice-presidente do Santacine - Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina e integrante do + Mulheres Lideranças do Audiovisual Brasileiro. Integrou a chapa fundadora da API - Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, onde esteve na diretoria por três mandatos (2019 - 2024).

Sobre a Olhar Filmes - A Olhar Filmes é uma distribuidora e produtora de obras independentes focada na diversidade do audiovisual nacional e estrangeiro. Desde a sua fundação, em 2017, na cidade de Curitiba, lançou mais de 40 obras no mercado brasileiro e tem se consolidado como uma distribuidora especializada no lançamento de filmes LGBTQIAPN+ e com causas, principalmente, títulos voltados ao público jovem. Os filmes distribuídos pela Olhar já marcaram presença em vários festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios em muitos deles, como Festival de Cannes, Sundance Film Festival, San Sebastian, Festival de Berlim, Festival de Rotterdam, BFI London, Dok Leipzig, Frameline, Indie Lisboa, Festival de Gramado, Mostra São Paulo, Festival do Rio, dentre outros, somando mais de 700 participações e 150 prêmios. Entre os títulos lançados pela Olhar, destacam-se os filmes “Meu Corpo é Político” de Alice Riff, “Nóis por Nóis” de Aly Muritiba e Jandir Santin, "Ferrugem” de Aly Muritiba, “Os Primeiros Soldados” de Rodrigo de Oliveira, “Alice Júnior” de Gil Baroni, “Meu Nome é Daniel” e “Assexybilidade” de Daniel Gonçalves, “Vento Seco” de Daniel Nolasco, "A Mesma Parte de Um Homem" de Ana Johann, "UÝRA, A Retoma da Floresta" de Juliana Curi, “Rafiki” da diretora queniana Wanuri Kahiu, “Praia Formosa” de Julia De Simone, “O Silêncio das Ostras” de Marcos Pimentel, “Apenas Coisas Boas” de Daniel Nolasco, e “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias.

Sobre a Filmes do Estação - A distribuidora do Grupo Estação, a Filmes do Estação foi fundada em 1990 e  é responsável por inúmeros lançamentos de filmes independentes, brasileiros e internacionais de sucesso de público e crítica, com mais de 300 títulos lançados e relançamento de diversas coleções de clássicos.
Em 2024, três dos seus lançamentos fizeram parte das listas de melhores do ano: o documentário francês “Orlando, Minha Biografia Política”, de Paul B. Preciado; “O Diabo na Rua no Meio do Redemunho”, de Bia Lessa; e “Malu”, de Pedro Freire, premiado por Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante (Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha) no Festival do Rio e com três prêmios no Grande Otelo 2025, oferecido pela Academia Brasileira de Cinema, sendo de Melhor Primeira Direção, Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante para Juliana Carneiro da Cunha.
No primeiro semestre de 2025, lançou 15 filmes internacionais, com destaque para o indiano “Sempre Garotas”, da diretora Suchi Talati, vencedor do Prêmio do Público de Melhor Filme e do Prêmio Especial do Júri de Melhor Atriz no Festival Sundance de 2024; e para o mais recente filme do renomado diretor Costa-Gavras, “Uma Bela Vida”, uma delicada e iluminadora reflexão sobre o fim da  vida,  que já ultrapassou 35.000 espectadores. Entre os clássicos, começou com "Em Busca do Ouro", de Charlie Chaplin, e agora retoma seu projeto de coleções com a recém-lançada mostra Truffaut Por Completo, assim como o lançamento da coleção Agnès Varda ainda em 2025.
Para 2026, a Filmes do Estação prepara o lançamento de grandes títulos, como o “As Vitrines”, novo longa da diretora e roteirista Flavia Castro; “A Cronologia da Água”, primeira direção de Kristen Stewart, que estreou na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes; e o longa documental Palestino "Put Your Soul in Your Hand and Walk”, que estreou na Mostra ACID Cannes. A distribuidora possui diversas parcerias com projetos ainda em fase de desenvolvimento, de forma a pensar estratégias de lançamento dos filmes desde o seu início. Mais informações nos perfis do Instagram e TikTok: @filmesdoestacao.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

CEAL PRORROGA INSCRIÇÕES DE TRADICIONAL CONCURSO DE FOTOGRAFIA SOBRE LONDRINA

CEAL prorroga inscrições de tradicional concurso de fotografia sobre Londrina

O prazo para inscrições no tradicional Concurso CEAL de Fotografia, que se encerraria na sexta-feira (25), foi prorrogado até o dia 5 de outubro


 O prazo para inscrições no tradicional Concurso CEAL de Fotografia, que se encerraria na sexta-feira (25), foi prorrogado até o dia 5 de outubro. Com o tema “União que transforma: conexões que constroem Londrina”, os participantes poderão inscrever registros que retratem as transformações que nascem da colaboração. Podem participar que profissionais, amadores, estudantes e a comunidade em geral. Os prêmios são de R$ 1 mil (1º lugar), R$ 700 (2º lugar) e R$ 500 (3º lugar), além da publicação das imagens nos materiais de comunicação do CEAL, como a Revista dos 73 anos e as redes sociais.

 

“O concurso de fotografia é uma excelente maneira de registrarmos as transformações pelas quais passa Londrina. Ao longo desses 73 anos, a cidade cresceu, se desenvolveu e mudou sua paisagem. Com as fotos do concurso, conseguimos capturar esses registros pelo olhar dos fotógrafos profissionais e amadores”, ressalta o engenheiro eletricista Marcos Dantas, presidente do CEAL. Estão em pauta os espaços construídos, as paisagens, os profissionais, os estudantes e as relações que tornam a cidade viva. Mais do que registrar resultados, as imagens poderão apresentar processos, encontros, contrastes e detalhes que expressem como a união é capaz de transformar lugares e vidas.

 

O regulamento completo está no site do CEAL. “Cada obra, espaço, estrutura ou intervenção resulta da união entre pessoas, conhecimentos, técnicas e sonhos. Da concepção ao uso cotidiano, engenharia e arquitetura conectam gerações, integram territórios e contribuem para o desenvolvimento da sociedade”, ressalta Marcos Dantas. As imagens selecionadas serão expostas nas redes sociais e nos materiais de divulgação do CEAL, como site e revista. Para inscrever, as fotografias deverão ter sido tiradas entre janeiro de 2025 e outubro de 2026.

 

No regulamento estão alguns eixos recomendados, entre eles pessoas que constroem, cidade em transformação e engenharia, arquitetura e natureza. As inscrições são gratuitas, mas precisam estar em arquivo digital formato JPG, sendo coloridas ou em preto e branco, com tamanho mínimo de 3508 X 2480 pixels. Cada participante poderá inscrever até três fotos, mas apenas uma poderá ser premiada. As fotos serão classificadas do primeiro ao décimo segundo lugar.

 

Sobre o CEAL

O Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) foi fundado em 26 de outubro de 1953. É uma entidade representativa dos profissionais das engenharias, da arquitetura e demais setores relacionados à cadeia da construção civil. Ao longo das últimas sete décadas, a entidade da sociedade civil organizada lutou em prol dos interesses das classes e da própria sociedade londrinense. O CEAL avaliza as ações de uma população que pretende viver em uma cidade com qualidade de vida. Assim, a entidade atua como porta-voz e defensora desses ideais, na atualização profissional e em assuntos de interesse da sociedade.

 

Link de inscrição: https://forms.gle/ShAFa9z7Nkb6YFsF6

ROBERTO BOMTEMPO ESTARÁ NO FESTIVAL DO RIO E NA MOSTRA DE CINEMA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO

 

Roberto Bomtempo lançará novo filme em outubro, no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Radicado em Portugal, o diretor virá ao Brasil para apresentar o documentário “O Gesto Entre Nós”, sobre a Cia. Dos à Deux; e participará da homenagem aos 90 anos de Rogério Falabella

Há seis anos, o ator e diretor Roberto Bomtempo se divide entre Portugal e o Brasil, e é nesse ir e vir que ele desembarca em terras brasileiras para lançar o seu novo longa-metragem, o documentário “O Gesto Entre Nós – A História da Cia. Dos à Deux”. O filme terá sessão especial dia 6 de outubro de 2026 na Mostra Retratos, do Festival do Rio. Depois, segue para a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontecerá de 15 a 29 de outubro.


Desde que se mudou para Portugal com a atriz e produtora Miriam Freeland, sua companheira e sócia na Movimento Carioca, Bomtempo construiu uma parceria com o Teatro Independente de Oeiras, onde produz espetáculos que reúnem artistas e plateias dos dois países, além de atuar no audiovisual português. Todos os anos, porém, a família passa cerca de três meses no Brasil, dedicados ao teatro, a filmes e a séries.


“A gente sempre entendeu que era importante manter o nosso trabalho ativo no Brasil. Nunca gostamos de parecer, para nós mesmos e para o mercado profissional, que não estávamos mais no Brasil e pronto, que tínhamos mudado definitivamente para Portugal. Porque isso, internamente, nunca aconteceu. A gente pretende voltar em algum momento. O Brasil é a nossa terra, a nossa casa maior, onde estão nossos grandes amigos de vida toda, a nossa família maior”, afirma o diretor.


A passagem pelo Brasil inclui ainda uma parada em Belo Horizonte. No dia 13 de outubro, Bomtempo participa da homenagem O Teatro de Rogério Falabella, que celebra os 90 anos do dramaturgo mineiro, com uma sessão de Depois Daquele Baile, seguida de bate-papo com o público. Adaptado de uma peça de Falabella e protagonizado por Lima Duarte, Irene Ravache e Marcos Caruso, o filme marcou a estreia de Bomtempo na direção de longas-metragens.


Em novembro, de volta a Portugal, Bomtempo começará a dirigir uma grande produção teatral, com estreia prevista para janeiro de 2027, no Teatro Casino Lisboa.

Roberto Bomtempo nos bastidores do filme “O Gesto Entre Nós”

Documentário conta a história da companhia Dos à Deux

O documentário “O Gesto Entre Nós – A História da Cia. Dos à Deux” levará ao cinema, pela primeira vez, a trajetória da Dos à Deux, companhia franco-brasileira fundada em Paris, em 1998, por André Curti e Artur Luanda Ribeiro. Referência mundial no teatro gestual, que dispensa a palavra e se constrói a partir do corpo e da imagem, a dupla já levou seus espetáculos a mais de 50 países. Por trás dos palcos, o filme revela também a história de um casal que, há quase 30 anos, divide a vida e a criação.


“Conheci o trabalho do Artur e do André como qualquer espectador de teatro. Havia assistido a alguns espetáculos deles e me fascinava o fato de que, além de grandes intérpretes de um teatro singular, os dois eram os criadores de quase tudo. Percebi que, por trás de todo aquele universo artístico que os envolvia, e que eu via nos espetáculos, tinha uma linda e longeva história de amor. Esse filme é para quem é fã do trabalho deles e também para quem ainda não os conhece. É um filme de arte e de amor. Amor à arte e à vida”, conta Roberto Bomtempo.


Com roteiro de Bomtempo, Zeca Ferreira e Pedro Vinícius, o longa é uma produção da Matizar Filmes em coprodução com a Movimento Carioca, produtora do diretor, e projeto original do canal Curta!. No Rio, além da estreia no Estação Claro Gávea, o filme tem sessões abertas ao público nos dias 7, no Cine Santa Teresa, e 8 de outubro, no Estação Claro Rio, com ingressos à venda pelo site ingresso.com.


SERVIÇO

O Gesto Entre Nós – A História da Cia. Dos à Deux

Direção: Roberto Bomtempo

Roteiro: Roberto Bomtempo, Zeca Ferreira e Pedro Vinícius

Produção: Matizar Filmes | Coprodução: Movimento Carioca | Parceria: Canal Curta!


Festival do Rio – Mostra Retratos

6 de outubro (terça-feira), às 21h30 – Sessão de estreia

Estação Claro Gávea – salas 1 e 2

Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro

Ingressos para a sala 1 pelo site ingresso.com


7 de outubro (quarta-feira), às 13h45

Cine Santa Teresa

Rua Paschoal Carlos Magno, 136 – Santa Teresa, Rio de Janeiro [CONFERIR]

Ingressos pelo site ingresso.com, a partir de 30 de setembro [CONFERIR]


8 de outubro (quinta-feira), às 14h

Estação Claro Rio – sala 3

Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo, Rio de Janeiro [CONFERIR]

Ingressos pelo site ingresso.com, a partir de 30 de setembro [CONFERIR]


50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

De 15 a 29 de outubro de 2026

Datas, horários e locais das sessões: [A CONFIRMAR]

Informações: mostra.org


O Teatro de Rogério Falabella

Sessão de Depois Daquele Baile + bate-papo com Roberto Bomtempo

13 de outubro (terça-feira), às [HORÁRIO A CONFIRMAR]

Cine Theatro Brasil – Av. Amazonas, 315 – Centro, Belo Horizonte

Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)

Vendas: eventim.com.br ou na bilheteria do teatro


SOBRE ROBERTO BOMTEMPO

Ator, diretor, produtor e professor, Roberto Bomtempo soma mais de 40 anos de carreira entre o teatro, o cinema e a televisão, com prêmios em festivais nacionais e internacionais. Nos anos 1980, fundou a Movimento Carioca, pela qual produziu mais de 20 espetáculos – entre eles Raul Fora da Lei – A História de Raul Seixas, visto por mais de 500 mil pessoas no Brasil e em Portugal –, além de quatro longas-metragens e quatro séries de TV. Estreou na direção de cinema com Depois Daquele Baile, protagonizado por Lima Duarte, Irene Ravache e Marcos Caruso. Também dirigiu e produziu o longa Mão na Luva, que lhe rendeu, ao lado de José Joffily, o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema de Natal. Idealizou e dirigiu a série documental Companhias do Teatro Brasileiro, para o canal Curta!. Como ator, participou de mais de 40 longas e de dezenas de novelas e peças. Recebeu uma Comenda do Município do Rio de Janeiro por seu trabalho como protagonista da série Conselho Tutelar (Record TV/Netflix). Há seis anos vive em Portugal, onde mantém parceria com o Teatro Independente de Oeiras.



CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO RECEBE GRANDE RESTROSPECTIVA GRATUITA DA OBRA DE RUY GUERRA

 


CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe grande retrospectiva gratuita da obra de Ruy Guerra


‘Retrospectiva Ruy Guerra – Uma vida de cinema’ atravessa quase sete décadas da trajetória do cineasta, com 17 longas-metragens, dois documentários, obra rara restaurada em 4K e Masterclass com o diretor, de 29 de setembro a 16 de outubro

Poucos cineastas atravessaram tantas décadas da história brasileira com uma obra tão ligada às transformações políticas, sociais e culturais do país quanto Ruy Guerra. Aos 95 anos, o diretor, roteirista, dramaturgo, poeta e compositor ganha uma ampla retrospectiva na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, que reúne 17 longas-metragens dirigidos por ele e dois documentários sobre sua vida e obra. A mostra Retrospectiva Ruy Guerra – Uma vida de cinema será realizada entre os dias 29 de setembro e 16 de outubro, com entrada gratuita. Não haverá sessões às segundas-feiras nem no dia 9 de outubro.


A programação permite percorrer quase sete décadas de cinema, desde Os Cafajestes (1962), primeiro longa-metragem de Ruy, até A Fúria (2024), seu trabalho mais recente. O filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, iniciada com Os Fuzis (1964) e continuada por A Queda (1978), três obras realizadas ao longo de seis décadas e ligadas pela presença de um mesmo personagem.


Entre as raridades da retrospectiva está Ternos Caçadores (1969), produção francesa que permaneceu durante décadas praticamente inacessível ao público brasileiro. O filme volta às telas em uma versão restaurada em 4K, resultado de um trabalho de recuperação que devolve à circulação uma das obras menos vistas da filmografia do cineasta. A programação inclui ainda os documentários O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, e Tempo Ruy (2021), de Adilson Mendes.


Nascido em Moçambique, durante o período colonial português, Ruy Guerra estudou cinema em Paris no período de surgimento da Nouvelle Vague e chegou ao Brasil em 1958. Poucos anos depois, tornou-se um dos nomes centrais do Cinema Novo, ao lado de realizadores como Glauber Rocha (1939-1981) e Cacá Diegues (1940-2025). A sua filmografia é marcada pela experimentação estética, pelo olhar político e por um diálogo permanente com outras linguagens artísticas.


A programação terá ainda uma Masterclass com o próprio Ruy Guerra, dedicada à construção artística e política da Trilogia dos Fuzis, formada por Os Fuzis, A Queda e A Fúria. Será no sábado, dia 3 de outubro, às 18h, com retirada de senha meia hora antes, na bilheteria da CAIXA.


Entre o cinema e a palavra

A literatura ocupa um lugar central nessa trajetória. Guerra adaptou para o cinema obras de escritores como Gabriel García Márquez (1927-2014), Chico Buarque, 82 anos, e Antonio Callado (1917-1997), além de ter escrito peças, poemas e letras de músicas interpretadas por grandes nomes da MPB.


A relação com a palavra também atravessa o catálogo digital preparado especialmente para a retrospectiva, que traz uma extensa entrevista inédita concedida pelo cineasta ao curador e organizador da mostra, Aristeu Araújo.


“Sempre tive uma paixão muito grande pela palavra. Queria ser escritor antes de ser cineasta. O cinema acabou sendo o caminho possível para contar histórias, mas continuo lendo o dicionário todos os dias como quem lê um romance. A palavra continua sendo o centro de tudo o que faço”, afirmou Ruy Guerra, na conversa com o curador.


A realização da mostra envolveu também um trabalho de pesquisa e localização de cópias. Parte da filmografia do diretor sobrevive em materiais deteriorados ou de difícil acesso, e a organização buscou diferentes acervos para selecionar as melhores versões disponíveis para exibição.


“Grande parte da história do cinema brasileiro enfrenta sérios desafios de preservação. Reunir esta retrospectiva significou localizar materiais espalhados em diferentes acervos, avaliar inúmeras versões e buscar sempre a melhor cópia disponível para cada filme. Tivemos um trabalho cuidadoso de garimpo para oferecer ao público exibições com a melhor qualidade possível”, explicou Aristeu.


Aristeu Araújo é cineasta, com passagens pelo teatro e pela literatura. Graduado em Cinema pela UFF e em Jornalismo pela UFRN, realizou a curadoria de dezenas de mostras cinematográficas, dirigiu 12 curtas-metragens e trabalhou como montador em cerca de 40 produções, entre longas e curtas. Atualmente finaliza seu primeiro longa-metragem como diretor, A Ponte.


A retrospectiva chega ao Rio de Janeiro depois de passar por Curitiba e oferece a oportunidade de observar em sequência uma filmografia que foi sendo desenhada em diferentes momentos da história do país. Violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social reaparecem sob formas distintas ao longo da produção de Guerra, que continua desenvolvendo novos projetos perto do seu centenário.


Aliás, o próprio cineasta trata o futuro com humor: “Decidi que vou viver até os 117 anos. Até os 100 ainda quero fazer cinema. Depois disso pretendo voltar ao meu primeiro amor, que sempre foi a literatura.”


FILMES DO RUY NA MOSTRA


A Bela Palomera

(1988) | 78 min | cor | Brasil / Espanha | 16 anos

Século XIX. Orestes e Fúlvia se apaixonam. Como ela é casada, os amantes usam pombos para se comunicar.

Sessões: 4/10, às 14h20 | 14/10, às 18h20


A Fúria

(2024) | 101 min | cor | Brasil | 16 anos

Mário sai das profundezas da terra em busca de vingança. O filme encerra a Trilogia dos Fuzis.

Sessões: 3/10, às 15h50 | 10/10, às 17h50


A Queda

(1978) | 120 min | cor | Brasil | 14 anos

Um operário morre em um canteiro de obras. Mário, seu colega, se revolta com o descaso da construtora.

Sessões: 2/10, às 17h30 | 10/10, às 15h20

Aos Pedaços

(2020) | 93 min | P&B | Brasil | 16 anos

Eurico mantém relacionamento com duas mulheres. Ele recebe um bilhete anunciando sua morte.

Sessões: 7/10, às 18h | 15/10, às 16h10


Erêndira

(1983) | 103 min | cor | México / França / Alemanha | 18 anos

Erêndira, que tem visões, é prostituída pela avó depois que sua casa pega fogo.

Sessões: 30/9, às 17h50 | 13/10, às 17h50


Estorvo

(2000) | 95 min | cor | Brasil / Cuba / Portugal | 18 anos

Um homem foge em um delírio urbano por medo de um perseguidor desconhecido.

Sessões: 4/10, às 16h | 13/10, às 15h50


Kuarup

(1989) | 119 min | cor | Brasil | 18 anos

Um jovem padre se prepara para ser missionário entre indígenas do Xingu, mas está em crise.

Sessão: 6/10, às 15h10


Monsanto

(2000) | 86 min | cor | Portugal | 18 anos

Um ex-combatente comemora o aniversário da Revolução dos Cravos. Mas o passado não está mais adormecido.

Sessão: 14/10, às 16h30


Mueda, Memória e Massacre

(1979) | 80 min | P&B | Moçambique | 16 anos

Em 1960, Portugal executou 600 pessoas em Moçambique. O filme revive esse massacre.

Sessões: 1/10, às 16h20 | 15/10, às 18h10


Ópera do Malandro

(1985) | 105 min | cor | Brasil / França | 14 anos

Anos 1940. Um malandro explora uma cantora de cabaré e vive de pequenos trambiques. Até que surge Ludmila.

Sessões: 2/10, às 15h20 | 8/10, às 17h50


Os Cafajestes

(1962) | 100 min | P&B | Brasil | 14 anos

Dois homens planejam um golpe chantageando uma jovem rica com fotos dela nua.

Sessões: 29/9, às 15h30 | 16/10, às 17h50


Os Deuses e os Mortos

(1970) | 97 min | cor | Brasil | 18 anos

Anos 1930. Um homem que levou sete tiros e sobreviveu se envolve na luta por terras e contra um coronel.

Sessões: 30/9, às 15h50 | 11/10, às 13h40


Os Fuzis

(1964) | 80 min | P&B | Brasil | 12 anos

Policiais contêm sertanejos famintos, mas se chocam com um governo que não ajuda os miseráveis.

Sessões: 1/10, às 18h10 | 10/10, às 13h30


O Veneno da Madrugada

(2004) | 118 min | cor | Brasil / Argentina / Portugal | 14 anos

Bilhetes anônimos denunciam segredos por toda a cidade. A violência explode.

Sessões: 6/10, às 17h40 | 16/10, às 15h30


Portugal S.A.

(2004) | 90 min | cor | Portugal | 14 anos

Jacinto é gestor de um grupo econômico. Sente-se usado por todos e joga com as mesmas regras dos outros.

Sessão: 7/10, às 16h


Quase Memória

(2016) | 94 min | cor | Brasil | 12 anos

Carlos é um homem com memórias inquietas, que se encontra consigo mesmo em uma distorção temporal.

Sessões: 3/10, às 13h50 | 8/10, às 15h50


Ternos Caçadores

(1969) | 115 min | cor | França | 14 anos

Um homem em uma ilha estuda voos migratórios de aves. Até que surge um prisioneiro fugitivo.

Sessões: 29/9, às 17h40 | 11/10, às 15h40


DOCUMENTÁRIOS SOBRE O CINEASTA

O Homem que Matou John Wayne

(2015) | 70 min | cor | Brasil | 12 anos

Ruy Guerra tem um encontro inesperado com John Wayne. Uma viagem poética pelas ideias do cineasta.

Sessão: 7/10, às 14h20


Tempo Ruy

(2021) | 72 min | cor | Brasil | 16 anos

Documentário sobre o trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo Ruy Guerra.

Sessão: 2/10, às 13h40


SERVIÇO

Retrospectiva Ruy Guerra – Uma vida de cinema

Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026

Não haverá sessões: segundas-feiras e 9 de outubro

Onde: CAIXA Cultural Rio de Janeiro — Rua do Passeio, 38, no Centro do Rio

Ingressos: Gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da CAIXA

Classificação: A partir dos 18 anos

Este projeto foi viabilizado com patrocínio da CAIXA.