segunda-feira, 22 de junho de 2026

CICLO DE VÍDEO ARTE SÉRGIO MONTEIRO DE ALMEIDA EM TRÊS DIAS NA CINEMATECA DE CURITIBA

O artista Sérgio Moteiro de Almeida realiza na Cinemateca de Curitiba a apresentação de um Vídeoarte e poesia expandida, em comemoração aos 40 anos de produção artística.                                                                                      O videoarte tem a produção e concepção de Joseane Baratto

Videoarte e poesia expandida. Comemoração aos 40 anos de produção artística

Em três dias (23, 24 e 25 de Junho) a mostra inclui vários trabalhos de videoarte de Sérgio Monteiro de Almeida, que exploram vários temas. Muitos dos trabalhos que serão apresentados na Cinemateca são inéditos em Curitiba. Cada dia apresenta uma programação distinta, procurando englobar várias décadas da produção do artista multimidia.  As projeções serão seguidas por comentários e discussão com o artista. 

A mostra é uma Atividade do Centro de Documentação e Pesquisa Guido Viaro do Museu da Gravura Cidade de Curitiba (CDPGV), Fundação Cultural de Curitiba (FCC), em comemoração aos 40 anos de carreira nas artes visuais de Sérgio Monteiro de Almeida. Foi organizada por Joseane Baratto.

  • Serviço: Ciclo de Vídeo Arte Sérgio Monteiro de Almeida
  • Vídeoarte e poesia expandida 
  • Local: Cinemateca
  • Horário: 23, 24, 25 de junho, 16h00 à 18h00
  • Projeção de videoarte e poesia expandida. 
  • Comentários e discussão com o artista.
  • Ingresso livre.
  • Público alvo, publico em geral, interessados em arte e literatura experimental.
  • *** Serão fornecidos certificados.

Sérgio Monteiro de Almeida (Curitiba, 1964)                                                                  Artista intermídia, pós-conceitual se expressa através da poesia visual e expandida. São trabalhos que estão no limiar entre artes visuais e poesia. Explora em seus trabalhos meios pouco usuais, desta forma questionando a arte e sua relação com o espectador e o mercado. Os trabalhos de Sérgio Monteiro de Almeida levam o espectador não somente a refletir com base na aparência visual dos trabalhos, mas também, propõe pensar mais profundamente nas perguntas que envolvem o ser humano em toda sua totalidade. Os trabalhos não dão respostas, fazem o espectador questionar. 

Segundo a crítica e professora de história da arte Adalice Araújo, Sérgio Monteiro de Almeida é um dos artistas paranaenses da geração oitenta que mais pratica as poéticas ligadas a arte conceitual (Dicionário das Artes Plásticas do Paraná 2006, vol. 1 ).

Sérgio Monteiro de Almeida é pioneiro da poesia visual e expandida no Paraná, explorando esta modalidade desde o início dos anos 80. É considerado um dos representantes principais da poesia visual contemporânea no Brasil e um referencial na poesia digital e interfaceamento de mídias e linguagens. 

Sua poesia visual pode ser publicada em livros, jornais, projetada em diferentes espaços, incorporada em instalações e intervenções urbanas, é concluída quando entram em contacto com o público. Publicou em destacadas revistas de poesia experimental nacionais e internacionais. Foi considerado uma das novas vozes da literatura brasileira por uma publicação alemã (Novas Vozes-Zur brasilianischen Literature in 21 Jahrhundert. Klengel et al., Frankfurt, 2013).

Fez várias exposições individuais em Curitiba e outros estados. Participou da 51° e 53° Bienal de Veneza (curadoria de Caterina Davinio, 2005 e 2009, Itália) e Bienal de Londres de 2004. Realizou intervenções urbanas e performances, em várias cidades do mundo como, Curitiba (Brasil), San Diego, Seattle, Boston, Nova York, Paris e Roma. Participa do circuito internacional de Arte Postal desde 1984. Com certeza você já deve ter se deparado com algumas de suas intervenções pela cidade de Curitiba.

Em 2025 realizou a intervanção urbana Sebo do Joaquim - performance e instalação, com apropriação de livros e obras gráficas, discutindo a origem do nome da revista modernista Joaquim e correlacionando com familiares seus. A instalação/performance Sebo do Joaquim foi apresentada como intervenção urbana em frente à casa de Dalton Trevisan e posteriormente na Galeria Studio Krieger, Arcadas de São Francisco.

Está presente em importantes acervos oficiais nacionais e internacionais como Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC), Centro Cultural São Paulo, MIMA Museo Internazionale Mail Art (Itália); Center for Innovation in Art and New Technologies (MIDECIANT) Espanha. A antologia (EU) NI/IN VERSO foi incorporada ao arquivo do ZKM / Centro de Arte e Midia (Karlsruhe, Alemanha).

É autor dos livros de artista Sérgio Monteiro de Almeida (Brasil, 2007), VAZIO (livro de artista eletrônico, poesia visual, Espanha, 2009), DVD-livro (EU) NI/IN VERSO (antologia de 20 anos de poesia cinética, Brasil, 2023). Presentes em várias coleções nacionais e internacionais de livros de artista.

Publicou em inúmeras antologias e revistas especializadas no Brasil e no exterior, destaque para as revistas: Nicolau, Cult, Oroboro, Rampike (University of Windsor, CA), ARTÉRIA#12 (lançada no MIS em São Paulo) e ADDA (Bélgica).

Foi incluído nos importantes livros de poesia experimental: Techno-Poetry and Virtual Realities (Caterina Davinio, Itália, 2002); Virtual Mercury House, Planetary & Interplanetary Events (Caterina Davinio, Itália, 2012. Registro do projeto na 53° Bienal de Veneza, 2009); La mirada transgressora - literatura expandida (Zúñiga A & Espinosa C, México, 2017); ÜberViele/S- Begegnungen 1960–2020 (Dencker KP, Alemanha, 2021). 

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