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quinta-feira, 8 de agosto de 2024

KINOFORUM - FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS DE SÃO PAULO

Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo comemora 35 anos e convida público a assistir nas telas de cinema uma programação gratuita, diversa e para todos, de 22 de agosto a 01 de setembro

 Com 287 filmes de 66 países e 14 estados do Brasil, seleção traça um panorama do cinema atual de todo o mundo, incluindo premiados nas últimas edições de Berlim, Cannes, Clermont-Ferrand, Mar de Plata e Roterdã 

A edição traz as tradicionais mostras Internacional, Latino-Americana e Brasil, além de programas especiais, com mostra de animadoras da América Latina, uma seleção de festivais africanos, um programa do cinema de Taiwan e a celebração de 20 anos do Instituto Criar, de Luciano Huck 

Programação destaca ainda mostra infantojuvenil, sessão de filmes de horror, programa com curtas sobre a juventude e seleção de títulos experimentais

 

  

“O Homem que não se Calou”, de Nebojsa Slijepcevic, ganhou Palma de Ouro no Festival de Cannes

“Alien0089”, de Valeria Hofmann, foi premiado em Roterdã e Clermont-Ferrand 

O Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo comemora 35 anos ininterruptos de realização, desde 1990. Criado e dirigido por Zita Carvalhosa e organizado pela Associação Cultural Kinoforum, o principal evento dedicado aos curtas-metragens na América Latina dá início a sua 35ª edição, dia 22 de agosto, relembrando a importância de vermos filmes nas telas do cinema.

“Desde a pandemia, passamos a valorizar muito a possibilidade de assistirmos filmes individualmente, em casa, e acabamos por ver sempre coisas parecidas e que todo mundo vê. Por isso, fazemos agora um convite ao público para estar presente nas salas de cinema e compartilhar a experiência de assistir a ótimas produções na ‘tela grande’, e na companhia de outras pessoas. Neste espaço privilegiado de encontro em torno do cinema e do audiovisual que é o Kinoforum, podemos desfrutar de uma programação com olhar diverso e colaborativo, que nos aponta novos horizontes”, afirma Zita Carvalhosa.

Com 287 filmes, produzidos em 66 países e 14 estados brasileiros, a programação totalmente gratuita chega a importantes salas de cinema da capital paulista: Cinemateca Brasileira, Cinesesc, Circuito Spcine – Centro Cultural São Paulo (CCSP), Circuito Spcine – Tiradentes, Espaço Augusta, Museu da Imagem e do Som (MIS), além de cineclubes do Cinema na Comunidade.  

35ª EDIÇÃO  

  

“Basri & Salma em uma Comédia Sem Fim”, de Khozy Rizal, é representante da Indonésia

O argentino “Um Movimento Estranho”, de Francisco Lezama, ganhou o Urso de Ouro em Berlim

 A seleção dos curtas-metragens do 35º Kinoforum – escolhidos entre 3105 inscritos na edição – mostra um rico panorama do cinema atual em todo o mundo, divididos em suas tradicionais mostras e programas especiais.


A Mostra Internacional reúne 59 filmes de 40 países. Entre eles, estão títulos premiados em importantes festivais. É o caso de “O Homem que não se Calou” (Croácia|Bulgaria|França|Eslovênia), de Nebojsa Slijepcevic, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes; “Um Estudo da Empatia” (Dinamarca| Alemanha), de Hilke Rönnfeldt, melhor curta internacional do Festival de Locarno; e “Percebes” (Portugal|França), de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, melhor curta do Festival de Cinema de Animação de Annecy .

A mostra é também uma oportunidade para acompanhar a produção de países mais afastados do eixo tradicional do cinema. Estão na seleção, por exemplo, o curta indonésio “Basri & Salma em uma Comédia Sem Fim”, de Khozy Rizal, e o filipino “Cross my Heart and Hope to Die”, de Sam Manacsa.

 A Mostra Latino-Americana, com 20 filmes, também inclui premiados. “Alien0089” (Chile|Argentina), de Valeria Hofmann, foi o melhor curta internacional no Festival de Roterdã e recebeu o Grand Prix do Júri no Festival de Clermont-Ferrand; já “Um Movimento Estranho” (Argentina|França), de Francisco Lezama, ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim.

Destaque para um raro filme do Haiti, “Sonhos Como Barcos de Papel”, de Samuel Suffren, na seleção oficial do Festival de Sundance, e para a participação do diretor argentino Federico Luis Tachella (que também assina como Luis Federico ou Federico Tachella), vencedor do Grand Prix da Semana da Crítica de Cannes 2024 com o longa “Simón de la Montaña. Ele tem dois curtas na seleção latina – “ Fique Quieto ou te Amo”, melhor curta no Festival de Mar del Plata, e “Como Ser Pehuén Pedre” – além de outro título na Mostra Limite. 



   “Rosa” (RJ), de Pedro Murad, está no programa brasileiro Testemunhas da História

“Macaléia” (RJ), de Rejane Zilles, aborda amizade e parceria entre Oiticica e Macalé

A safra mais recente do cinema nacional está na Mostra Brasil, com 68 títulos de 13 estados que revelam um país de múltiplos temas, cores, corpos e territórios. A mostra é dividia em 15 programas. Testemunhas da História traz filmes como “Malunga” (SP), de Gal Souza, sobre a atriz, dramaturga, filósofa e comunista Thereza Santos, e “Rosa” (RJ), de Pedro Murad, que relembra a história da ativista Vania Rosa, que viveu quatorze anos em situação de rua. Em Fina Flor Marginália está “Macaléia” (RJ), de Rejane Zilles, sobre a relação de amizade e parceria entre Hélio Oiticica e Jards Macalé. Já em É Ruim Ter que Trabalhar, “Tato” (MG), de Pedro Carvalho, acompanha a vida de um pedreiro, que quer ser tatuador.

Curtas nacionais que vêm construindo uma “carreira” em festivais pelo mundo poderão ser vistos nessa mostra. É o caso de “A Menina e o Pote” (PE), de Valentina Homem, que passou por Cannes, e “Dona Beatriz Nsimba Vita ” (MG), de Catapreta, exibido em Sundance, BAFICI e no Festival de Brasília, entre outros. Também são destaques curtas protagonizados por artistas conhecidos do público, como Cauã Reymond e Helena Ignez, em “Helena de Guaratiba” (RJ), dirigido por Karen Black, Gilda Nomacce e Paulo Miklos, em “2 Brasis” (SP), de Carol Aó e Helder Fruteira, e Dan Stulbach e Martha Nowill, em “Jogo de Classe” (SP), de Quico Meirelles.

Outras três mostras compõem a linha de frente do Festival. A Mostra Limite abre espaço para o experimentalismo e inovação; a Mostra Novos Horizontes revela um pouco do que pensa e sonha a juventude atual; já a Mostra Infantojuvenil traz dois programas para as crianças e um para adolescentes. Destaque para o palestino “Um Curta Sobre Crianças”, de Ibrahim Handal, sobre quatro refugiados que decidem ir ao mar pela primeira vez, além de curtas produzidos por crianças nas Oficinas Kinoforum.  


“2 Brasis”, de Carol Aó e Helder Fruteira, tem Gilda Nomacce e Paulo Miklos no elenco

Da Palestina, “Um Curta Sobre Crianças”, de Ibrahim Handal, está na Mostra Infantojuvenil

PROGRAMAS ESPECIAIS

Entre os Programas Especiais da 35ª edição estão mostras que ampliam os horizontes cinematográficos para além dos principais eixos. Conexão África reúne diferentes produções africanas que fazem parte da curadoria dos festivais convidados Dakar Court (Senegal), Oiá (Cabo Verde) e Accra Indie Filmfest (Gana). “Enóquio: que não Tinha Coração ” (Angola), de Ery Claver, e “A Profecia” (Senegal), de Rehanna Ngom, são alguns dos selecionados.

Questões enfrentadas por cidadãos taiwaneses que cresceram nos anos 1990, após o fim da lei marcial no país, são apresentadas em Taiwan - A Geração Pós-90 . A mostra traz obras de três diretores: “Leve-me ao Rio”, de Shao Lin, “Ouça-a com seus Olhos”, de Ting Chi-wen, e “Golpes Certeiros”, de Wu Zi-em.

Animadoras da América Latina é uma seleção de 17 curtas de animação – stop-motion, rotoscopia, colagem, argila, 2D ou 3D – realizados apenas por mulheres de diferentes países latino-americanos. “ A Cadela”, de Carla Melo Gampert, representa a Colômbia e “A Vulvaláxia”, de Alejandra Gómez de la Torre e Sabrina Franco, vem do Peru. “Dia Estrelado”, de Nara Normande, e “Edifício Tatuapé Mahal”, de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum, são alguns dos títulos brasileiros.

O programa 20 Anos de Instituto Criar celebra a trajetória da entidade fundada pelo apresentador Luciano Huck para promover o desenvolvimento profissional, sociocultural e pessoal de jovens por meio do audiovisual. Outras atrações da 35ª edição do Kinoforum são o programa Nocturnu – Cine Fantástico e de Horror, com curtas da Brasil, Chile, França e Reino Unido que exploram o aspecto grotesco e abominável do corpo humano, e Por Uns Minutos a Mais, com filmes de destaque que ultrapassam os 25 minutos regulamentares do Festival, como “Quando Aqui”, de André Novais Oliveira.  

“

 ATIVIDADES PARALELAS

O Festival vai além da exibição de filmes. As Atividades Paralelas trazem ações para integrar o público e os profissionais do audiovisual, buscando estimular a reflexão sobre como ver, criar, fazer e promover um curta-metragem.

Há atividades voltadas a profissionais, como laboratórios de montagem, roteiro e pitching para projetos inscritos e selecionados, que acontecem nos espaços da Cinemateca Brasileira e do Museu da Imagem e do Som. Outros eventos são abertos ao público em geral e abordam temas como a inteligência artificial no audiovisual, o fomento aos festivais de cinema e o cenário da difusão do curta-metragem, além do cinema de animação realizado por mulheres. A programação conta ainda com masterclasses sobre pesquisa de conteúdo para o audiovisual e o panorama do cinema africano.

KINOFORUM – 35º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS DE SÃO PAULO

Programação: 22 de Agosto a 01 de Setembro de 2024

Locais: Cinemateca Brasileira, CineSesc, Circuito Spcine - Centro Cultural São Paulo (CCSP), Circuito Spcine - Tiradentes, Espaço Augusta, Museu da Imagem e do Som (MIS) e cineclubes do Cinema na Comunidade

Entrada gratuita

Informações:  www.kinoforum.org/curtas 

Acompanhe na redes sociais: instagram.com/curtakinoforum | facebook.com/kinoforum | x.com/kinoforum | youtube.com/curtakinoforum

terça-feira, 4 de junho de 2024

SESC PR CELEBRA o MÊS DO CINEMA BRASILEIRO NO CINE SESC

 

Entre os dias 4 e 30 de junho o Sesc PR realizará 37 sessões de cinema em 16 unidades de diferentes cidades em homenagem ao mês do cinema brasileiro. Integram a mostra os filmes “Solange” (2023), “Narradores de Javé” (2003) e “Verônica” (2009).

Além dos títulos comuns às outras unidades, o Sesc Pato Branco também irá exibir “Estômago” (2007). O filme conta a história de Raimundo Nonato, que foi para a cidade grande na esperança de ter uma vida melhor e logo descobre que possui um talento nato para a cozinha. Com classificação indicativa de 16 anos e direção do curitibano Marcos Jorge, a produção tem 112 minutos de duração.

A unidade cultural Londrina Cadeião também terá programação mensal voltada para o cinema nacional, porém com títulos diferentes das demais. Serão exibidos: “Estômago” (2007), com classificação indicativa de 14 anos; “O Palhaço” (2011), classificação indicativa de 10 anos; “Cidade de Deus” (2002), classificação indicativa de 16 anos, e “ Marte Um” (2022), classificação indicativa de 16 anos.

Para mais informações acesse o site www.sescpr.com.br/cinesesc.  

Dia do Cinema Brasileiro
No dia 19 de Junho é comemorado o Dia do Cinema Brasileiro. Nessa data, em 1898, o italiano Affonso Segretto foi responsável por capturar imagens pelo cinematógrafo pela primeira vez no Brasil. O cenário registrado no filme do vídeo é da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. 

Solange (2003)
Solange quer suas coisas de volta. Ela mudou de cidade há cinco anos e agora retorna para recuperar seus pertences, que deixou em caixas na casa de amigos.
DIREÇÃO: Nathália Tereza e Tomás Osten;
PAÍS DE ORIGEM: Brasil; 
DURAÇÃO: 60 min;
IDIOMA: Português;
GÊNERO: Ficção;
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos.
 

Narradores de Javé (2003)
A pequena cidade de Javé será submersa pelas águas de uma represa. Seus moradores não serão indenizados e não foram sequer notificados porque não possuem registros nem documentos das terras. Inconformados, descobrem que o local poderia ser preservado se tivesse um patrimônio histórico de valor comprovado em “documento científico”. Decidem então escrever a história da cidade – mas poucos sabem ler e só um morador, o carteiro, sabe escrever. Depois disso, o que se vê é uma tremenda confusão, pois todos procuram Antônio Biá, o “autor” da obra de cunho histórico, para acrescentar algumas linhas e ter o seu nome citado.
DIREÇÃO: Eliane Caffé;
PAÍS DE ORIGEM: Brasil;
DURAÇÃO: 110 min;
IDIOMA: Português
GÊNERO: Drama.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre. 

Verônica (2009)
Após vinte anos dando aulas na rede municipal de ensino, Verônica não consegue mais nem se encantar com os alunos, como no início da profissão. Um dia, Verônica percebe que ninguém veio buscar Leandro, de oito anos, e decide levar o menino até sua casa, mas ao chegar na favela, descobre que traficantes mataram seus pais e estão atrás dele. Sem coragem de deixá-lo à própria sorte, Verônica foge com o menino, mas sente que, quanto mais foge, mais penetra num mundo próximo da sua realidade, mas distante do que deseja! No entanto, ao tentar superar sua resistência e ao tentar conquistar a confiança de Leandro, Verônica encontra uma nova maneira de viver.
DIREÇÃO: Maurício Farias;
PAÍS DE ORIGEM: Brasil;
DURAÇÃO: 90 min;
GÊNERO: Drama;
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos
 

Serviço: 

Sesc Arapongas

  • Narradores de Javé: terça-feira, 25/6, às 14h;
  • Solange: quarta-feira, 26/6, às 12h50;
  • Verônica: quinta-feira, 27/6, às 9h30.

Sesc Bela Vista do Paraíso

  • Narradores de Javé: domingo, 30/6, às 10h;
  • Solange: domingo, 30/6, às 15h;
  • Verônica: domingo, 30/6, às 16h.

Sesc Centro (Curitiba)

  • Solange: terça-feira, 4/6, às 18h; quarta-feira, 05/06, às 19h; quinta-feira, 6/6, às 14h30.
  • Verônica: terça-feira, 18/6, às 18h;
  • Narradores de Javé: quarta-feira, 19/6, às 19h; quinta-feira, 20/6, às 14h30.

Sesc da Esquina (Curitiba)

  • Verônica: terça-feira, 4/6, às 14h;
  • Solange: terça-feira, 11/6, às 14h.

Sesc Estação Saudade (Ponta Grossa)

  • Solange: terça-feira, 4/6, às 19h;
  • Narradores de Javé: terça-feira, 11/6, às 19h;
  • Verônica: terça-feira, 18/6, às 19h.

Sesc Ivaiporã

  • Solange: quarta-feira, 5/6, às 19h;
  • Narradores de Javé: quarta-feira, 19/6, às 19h;

Sesc Jacarezinho

  • Narradores de Javé: sexta-feira, 21/6, às 16h;
  • Verônica: quinta-feira, 27/6, às 10h e às 15h.

Sesc Londrina Cadeião

  • “Estômago”: quarta-feira, 5/6, às 19h;
  • “O Palhaço”: quarta-feira, 12/6, às 19h;
  • “Cidade de Deus”: quarta-feira, 19/6, às 19h;
  • “Marte Um”: quarta-feira, 26/6, às 19h.

Sesc Maringá

  • Narradores de Javé: quinta-feira, 13/6, às 19h;
  • Solange: quinta-feira, 20/6, às 19h;
  • Verônica: quinta-feira, 27/6, às 19h.

Sesc Medianeira

  • Narradores de Javé: quinta-feira, 13/6, às 19h;

Sesc Nova Londrina

  • Narradores de Javé: quinta-feira, 6/6, às 19h;

Sesc Paço da Liberdade (Curitiba)

  • Solange: terça-feira, 4/6, às 19h.

Sesc Paranaguá

  • Narradores de Javé: quarta-feira, 5/6, às 12h.

Sesc Paranavaí

  • Narradores de Javé: domingo, 30/6, às 14h.

Sesc Pato Branco

  • Solange: quinta-feira, 6/6, às 19h30;
  • Verônica: quinta-feira, 13/6, às 19h30;
  • Estômago: quinta-feira, 20/6, às 19h30;
  • Narradores de Javé: quinta-feira, 27/6, às 19h30.

Sesc Rio Negro

  • Solange: sexta-feira, 14/6, às 15h;
  • Verônica: sexta-feira, 14/6, às 18h.

Sesc São José dos Pinhais

  • Solange: quinta-feira, 20/6, às 19h30;
  • Narradores de Javé: sexta-feira, 21/6, às 14h.

segunda-feira, 17 de julho de 2023


Sesc São Paulo realiza a Mostra Aruanda SP, trazendo para a capital paulista uma seleção de filmes que representam o novo cinema paraibano

De 20 a 26/7, programação reúne curtas e longas-metragens, além de bate-papo no CineSesc, na presença de cineastas

Com Marcélia Cartaxo no elenco e direção de Bertrand Lira, “O Seu Amor de Volta (Mesmo Que Ele Não Queira)” é um dos destaques da mostra.

Entre os dias 20 e 26 de julho, o CineSesc – um dos mais tradicionais cinemas de rua de São Paulo - abre suas portas para receber a primeira Mostra Aruanda SP, um panorama do novo cinema paraibano, que desembarca na capital paulista com sessões sempre a partir das 20h30. O evento é uma parceria do Sesc São Paulo com a Bolandeira Arte & Films - produtora responsável pelo festival paraibano que completa 18 anos de existência em 2023 e tem sede em João Pessoa.

 

Serão 14 filmes em exibição, entre curtas e longas-metragens produzidos no período de 2018 a 2022, todos premiados no Fest Aruanda e em outros festivais do país, com grande parte das obras inéditas no Sudeste. São títulos que trazem no DNA a marca do que foi nomeado pelo crítico de cinema Luiz Zanin Oricchio (ESTADÃO), como a ‘primavera do cinema paraibano’, num balanço que fez da edição de 2018 em que esteve presente, e testemunhou a emergência dessa nova tendência cinematográfica.

 

“Foi uma efetiva virada de página na cinematografia paraibana, marcada por uma hegemonia de filmes documentais ao longo do século 20, e que a partir dos anos 90 registra incursões no terreno ficcional (curta-metragem), mas foi o Fest Aruanda 2018 o divisor de águas do novíssimo cinema paraibano que pedia passagem, com uma substancial safra longas-metragens ficcionais”, destaca Lúcio Vilar, o fundador e produtor executivo do festival que assina a curadoria.

Cinema Silencioso & Jackson do Pandeiro

Na noite de abertura da Mostra Aruanda SP, marcada para as 20h30, serão exibidos fragmentos de fotogramas salvos da extinção do filme ‘Carnaval Paraibano e Pernambucano’, dirigido pelo paraibano Walfredo Rodriguez, em 1923, no contexto do cinema silencioso brasileiro da época. O material foi localizado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a partir de pesquisa de doutorado (ECA-USP) do jornalista e professor Lúcio Vilar (curador da Mostra Aruanda). Serão conhecidas as imagens que foram telecinadas de 35mm para digital e que chamam a atenção pela riqueza do documento histórico.

Na ocasião também serão exibidos o curta-metragem “Era Uma Noite de São João”, uma delicada animação da diretora estreante Bruna Velden, e o longa-metragem ‘Jackson – Na Batida do Pandeiro’, que tem direção de Marcus Vilar e Cacá Teixeira, sobre o icônico personagem paraibano que influenciou várias gerações de músicos e compositores da MPB. Para o diretor do filme, a oportunidade oferecida pelo Sesc é de fundamental importância: 

“Essa exibição dos filmes produzidos na Paraíba, em São Paulo, no CineSesc, vem na hora certa, haja vista que temos poucas janelas de exibição e temos que mostrar essa produção que pulsa e cresce a cada dia, e vem dando continuidade à tradição do cinema paraibano, que é reconhecida nacionalmente e internacionalmente, tendo como nosso marco maior o filme ‘Aruanda’, de Linduarte Noronha", pontuou Marcus Vilar.

Sobre sua participação, disse se sentir “muito honrado” com o filme na sessão de abertura, uma obra que tem direção compartilhada com Cacá Teixeira (e produção de Heleno Bernardo): “Especialmente por saber que Jackson teve uma relação com São Paulo muito estreita, além de ser uma exibição inédita na cidade”, destacou Vilar.

Para Bruna Velden, diretora da animação a ser exibida na primeira noite, a mostra faz “pelo nosso cinema algo quase inédito: levar pro Sudeste o que é produzido no Nordeste, na contramão do que acontece mais comumente. É um intercâmbio cultural valioso, onde todos os realizadores (sejam da Paraíba ou de São Paulo) vão sair muito enriquecidos! Só tenho a agradecer por essa oportunidade”, disse ela.

Ao longo de sua programação, a Mostra Aruanda SP exibirá durante o período de 20 a 26 de junho uma sessão por dia, composta por um curta e um longa-metragem paraibanos. Destaca-se o documentário híbrido “O Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira”), do diretor Bertrand Lira, e que tem Marcélia Cartaxo no elenco. Ele é cirúrgico ao reconhecer a relevância da iniciativa, sem precedentes, de uma mostra paraibana em São Paulo:

"Trata-se de janela necessária para o cinema paraibano frente ao gigantesco iceberg das salas comerciais que dificultam esse acesso”, disse em tom enfático o cineasta que também é professor universitário da UFPB e pesquisador do campo audiovisual.

Na mesma linha, se coloca a diretora Kalyne Almeida ao reiterar que a mostra será “uma janela mais que importante e urgente porque se faz necessário ocuparmos os espaços de exibições de filmes, sobretudo, porque temos os cinemas brasileiros, produzidos por pessoas plurais, corpos plurais, lugares diferentes. E isso precisa estar nas telas de todo o país”, afirma.

Serviço: MOSTRA ARUANDA SP

De 20 a 26 de Julho de 2023

CINESESC

Rua Augusta, 2075 - São Paulo. Tel.: 11 3087-0500.  

Ingressos: R$ 24,00 (inteira), R$ 12,00 (meia) e R$ 8,00 (credencial Sesc)

Mais informações em: sescsp.org.br/mostraaruanda

Fotos para divulgação: _mostra aruanda sp

PROGRAMAÇÃO 
Dia 20, QUINTA, às 20h30
Abertura da Mostra ARUANDA SP

- Exibição especial de fragmentos de fotogramas (salvos da extinção) do primeiro longa-metragem paraibano, dirigido por Walfredo Rodriguez, em 1923 (Carnaval Paraibano e Pernambucano)

- Curta-Metragem: Era Uma Noite de São João (Animação, PB, 2022, 11min16s), de Bruna Velden

-Longa-Metragem: Jackson - Na Batida do Pandeiro (Doc, PB, 2019, 97min) de Marcus Vilar e Cacá Teixeira


Dia 21, SEXTA, às 20h30
-Curta-Metragem: O que os machos querem (Fic, PB, 2021, 8min35s), de Ana Dinniz– Longa-Metragem:

- Longa- Metragem: Aponta pra fé ou todas as músicas da minha vida (Fic, PB, 2020, 71min), de Kalyne Almeida

 

Dia 22, SÁBADO, às 20h30
- Curta-Metragem: Animais na Pista (Fic, PB, 2020, 9min), de Otto Cabral
- Longa-Metragem: Beiço de Estrada (Fic, PB, 2018, 105min), de Eliézer Rolim

Dia 23, DOMINGO, às 20h30
- Curta-Metragem: Não existe pôr do sol (Fic, João Pessoa-PB, 2022, 16min), de Janaína Lacerda

- Longa-Metragem: : Miami Cuba (Doc, PB, 2021, PB, 94 min), de Caroline Oliveira

Dia 24, SEGUNDA, às 20h30
- Curta-Metragem: Faixa de Gaza (Fic, PB, 2019, 16min), de Lúcio César Fernandes

- Longa-Metragem: Desvio (FIC, PB, 2019, 95min), de Arthur Lins.


Dia 25, TERÇA, às 20h30

- Curta-Metragem: BOYZIN (Fic, PB, 2021, 15min), de R. B. Lima

- Longa-Metragem: O Seu Amor de Volta (Mesmo Que Ele Não Queira) (Doc, PB, 2019, 82min) de Bertrand Lira 

Dia 26, QUARTA, às 20h30
(Encerramento) 

- Curta-Metragem: Seiva (Fic, Nazarezinho-PB, 2019, 8 min), de Ramon Batista

- Longa-Metragem: Bia (Fic, PB &PE, 2022, 71min), de Taciano Valério

 

Conversas sobre o Novo Cinema Paraibano:

Dia 21 de Julho, 19h

- Bate Papo sobre os 100 anos do primeiro longa-metragem (1923) e a contemporaneidade do cinema paraibano (2023) em filmes, críticas, pesquisas e leituras. Com Lúcio Vilar (UFPB/Fest Aruanda), Marcus Vilar (cineasta), Bruna Velden (cineasta), Marília Franco (ECA-USP), Luiz Zanin (Crítico/Estadão). Mediação de Amilton Pinheiro (Jornalista, crítico e curador).

terça-feira, 25 de junho de 2019

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS NO CINESESC EM JULHO

Mostra de Cinemas Africanos traz a São Paulo 24 filmes de 14 países do continente no CineSesc – De 10 a 17 de Julho - Gratuito

Evento promove janela de exibição da cinematografia africana contemporânea no Brasil, com diversos títulos inéditos no país. Em sua quarta edição, chega ao CineSesc em julho de 2019.

A Mostra de Cinemas Africanos, com curadoria de Ana Camila e Beatriz Leal, entra em sua quarta edição, desta vez no CineSesc em São Paulo, de 10 a 17 de Julho. Durante uma semana, o público poderá conferir uma cuidadosa seleção de filmes africanos e afrodiaspóricos reconhecidos em grandes festivais e respaldados pela crítica e públicos internacionais.
 
Com o objetivo de mostrar a explosão de riqueza, criatividade e diversidade na última década de uma cinematografia com um pouco mais de meio século de vida, a Mostra reúne 23 títulos procedentes de 14 países, com atenção especial à produção contemporânea. A maioria dos filmes é inédita no Brasil ou em São Paulo, chance rara de assistir a importantes produções que circularam em grandes festivais e talvez nunca cheguem ao circuito comercial do Brasil. Ao total, são 15 longas e 9 curtas de ficção e documentário projetados no CineSesc.
 
A sessão de abertura contará com o longa-metragem Supa Modo, do diretor queniano Likarion Wainaina, uma produção Quênia/Alemanha. Por sua delicadeza, ternura e maestria narrativa, é favorita do público internacional por sua declaração de amor ao cinema através da história de uma garota de nove anos com uma doença terminal que sonha em ser uma super-heroína. A sessão acontece em parceria com o Goethe-Institut, no dia 10 de julho, às 20h30, com entrada gratuita.
 
A Mostra de Cinemas Africanos se estabelece como um evento itinerante que coloca o Brasil na rota de circulação dos cinemas produzidos na África e sua diáspora. O evento possibilita que o público brasileiro acompanhe anualmente os lançamentos da cinematografia do continente e que crie repertório sobre ela. Nesta edição em São Paulo, a Mostra ganha um catálogo com apresentação dos filmes e debates com especialistas de renome internacional, sendo mais uma forma de incentivar a produção de conhecimento sobre um cinema inovador, original e com narrativas as mais diversas.
 
CURADORIA DESTACA PROTAGONISMO FEMININO
A proeminência das mulheres na programação da Mostra reflete o crescimento exponencial no século 21 de filmes realizados por mulheres na África e na diáspora. As jovens diretoras africanas dominam gêneros tão heterogêneos como a comédia adolescente (Kasala!, da nigeriana Ema Edosio), a ficção científica afrofuturista (Afronautas, de Nuotama Bodomo, e Pumzi, de Wanuri Kahiu), o curta-metragem poético (Irmandade, da tunisiana Meryam Joobeur), o ensaio autobiográfico (Lua Nova, de Philippa Ndisi-Hermann) ou o melodrama experimental (Ame Quem Você Ama, da sul-africana Jenna Bass).
 
Outras cineastas optam por usar o cinema como ferramenta de denúncia e espaço de abertura de diálogo, sem deixar de lado o entretenimento. É o caso do último trabalho de Wanuri Kahiu, Rafiki, que apresenta através de uma história de amor lésbico a perseguição à comunidade LGTBQI no Quênia; de Sofia (de Meryen Benm’Barek-Aloïsi) um melodrama social centrado na situação vulnerável da mulher violentada no Marrocos (ganhadora em Cannes do Prêmio de melhor roteiro no Un Certain Regard), ou o poderoso documentário sobre a força do ativismo para se opor a práticas de extração neocoloniais na Libéria (A Luta de Silas, de Hawa Essuman e Anjali Nayar).
 
HOMENAGEM A DJIBRIL DIOP MAMBÉTY
Em reconhecimento aos pioneiros dos cinemas africanos, serão projetados dois longas de ficção do senegalês Djibril Diop Mambèty (1946-1998), tio de Mati Diop, primeira diretora africana negra a competir pela Palma de Ouro no último Festival de Cannes. De Mambéty, autor iconoclasta, irreverente e controverso, Touki Bouki (1973) e Hyènes (1992) são dois clássicos universais que serão exibidos em cópias recentemente restauradas e que ainda hoje ressoam por seus temas, mensagens e estilos cinematográficos. 
 
ATIVIDADES PARALELAS
Durante uma semana, a Mostra de Cinemas Africanos promoverá quatro sessões comentadas, sempre com especialistas e críticas de cinema. Receberemos as pesquisadoras Lúcia Monteiro, Kênia Freitas, Alessandra Meleiro e Jusciele Oliveira, que mediarão bate-papos com a plateia de filmes selecionados (ver programação). Teremos também uma edição do Cinema da Vela, onde as curadoras Ana Camila e Beatriz Leal, acompanhadas de Lúcia Monteiro e Jusciele Oliveira, conversarão sobre a desconstrução de estereótipos nos cinemas africanos contemporâneos. Pesquisadora e curadora de diversos festivais no mundo, Beatriz Leal oferecerá também o curso “Cinemas Africanos em Perspectiva”, com o objetivo de contextualizar esta cinematografia para o público interessado.
         
NARRATIVAS URBANAS, IMAGINÁRIOS OUTROS E CULTURAS DIVERSAS
Com uma curadoria que ressalta a diversidade de gêneros e formatos dos cinemas africanos, a Mostra destaca em sua programação as experiências do cotidiano em grandes cidades africanas, absorvidas por culturas diversas que criam imaginários outros do continente através do cinema, com inovação e originalidade.
 
Servindo-se dos meios da poderosa indústria de cinema sul-africana, Michael Mathews e o nigeriano radicado na África do Sul Akin Omotoso nos estimulam a pensar sobre os caminhos da sociedade sul-africana pós-apartheid. O primeiro com uma estimulante alegoria em formato western (Five Fingers for Marseilles, Michael Matthews,) e o segundo através de um drama baseado em histórias reais de pessoas em situação de rua em Joanesburgo (Vaya, de Akin Omotoso). Já na região do Magrebe, temos uma história íntima e compassiva de um pai que reavalia sua vida ao se reencontrar com seu filho que abandonou do outro lado do Mediterrâneo (Look at Me, de Néjib Belkadhi). O longa, exibido no Festival de Berlim 2019, é um bom exemplo da força da indústria cinematográfica da Tunísia.
 
Diante do conjunto de heróis revolucionários de carne e osso que estiveram à frente das independências na África, o imaginário atual dos jovens africanos é composto por heróis dos quadrinhos e do cinema. Além de Supa Modo, outros filmes trazidos pela Mostra oferecem um panorama desses imaginários. Samantha Biffot nos revela, no documentário O Africano que Queria Voar, o gabonês Luc Bendza, primeiro campeão negro de wushu da história. Sua paixão pelo Kung Fu o levou a seguir os passos dos seus heróis na ficção (Bruce Lee e Wag Yu) e voar para a China para realizar seu sonho e acabar trabalhando com Jackie Chan nas telonas. O burquinense Cédric Ido, residente na França, completa esse quadro de referências com o instigante As Espadas, usando a linguagem das artes marciais para refletir sobre o futuro do planeta, também em uma perspectiva afrofuturista.
 
O papel da música como ingrediente da identidade cultural e como espaço expressivo íntimo e de interação social são os fios que unem os documentários Bakosó – O Afrobeats de Cuba e A Dança das Máscaras com o média-metragem Nora. Coreógrafa e bailarina de fama internacional, Nora Chipaumire volta ao seu país (Zimbábue) para compor um relato autobiográfico dançado, de imensa força comunicativa. De Moçambique, país vizinho, A Dança das Máscaras (Sara Gouveia) nos apresenta a Atanásio Nyusi, conhecido por sua destreza na dança tradicional Mapiko e nos força a refletir sobre a história do país desde a colonização. Bakosó, de Eli Jacobs-Fantauzzi, nos coloca em contato com um novo estilo musical afro-cubano que está dominando as ruas de Cuba, fruto da abertura internacional do país e das possibilidades de conexão com a ancestralidade africana.
 
Por fim, o curta-metragem, formato inovador especialmente querido pela nova geração de realizadores africanos, ocupa um lugar destacado na Mostra com duas sessões temáticas: uma centrada no movimento do Afrofuturismo, e outra sobre as histórias íntimas mulheres e homens jovens nas cidades contemporânea da África e da diáspora. Estas novas vozes e narrativas de juventude transmitem a pulsão de um continente onde a média da população não chega aos 20 anos, e cuja explosão demográfica está apenas começando.
 
 
SOBRE AS CURADORAS 
Ana Camila (Brasil) é natural de Salvador-BA, bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, mestre e doutoranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela mesma universidade. No mercado da cultura desde 2009, atua na área de planejamento estratégico em comunicação e no desenvolvimento, criação, coordenação e execução de projetos culturais e corporativos. Como pesquisadora, atualmente cursa o doutorado na UFBA, onde estuda as narrativas do urbano nos cinemas africanos. Membro do grupo de pesquisa Laboratório de Análise Fílmica, sua pesquisa tem foco na relação entre CINEMA e CIDADE, tendo os cinemas da África como objeto. Curadora parceira do Africa in Motion Film Festival (Escócia), idealizadora e curadora da Mostra de Cinemas Africanos (Brasil).
 
Beatriz Leal Riesco (Espanha) é pesquisadora, professora, crítica e curadora especializada em arte e cinema contemporâneos da África, Europa e Oriente Médio. Combina seu trabalho como conferencista e professora com a escrita jornalística e acadêmica em publicações como El País, Cinema Journal, Secuencias, Caracteres, Ars Magazine, Asymptote, Hyperion, Rebelión, Okayafrica y Écrans. Com residência entre os EUA e a Europa, desde 2011 é programadora do New York African Film Festival e África Imprescindible (Espanha). Co-fundadora do Wallay Festival de Cinema Africano de Barcelona (2018), já foi júri em vários festivais internacionais de cinema. Como curadora independente já trabalhou com centros de arte contemporânea reconhecidos internacionalmente como Artium, Azkuna Zentroa, CCCB, Tabakalera, MUSAC, e La Virreina Centre de La Imatge, assim como para cinematecas como Filmoteca de Navarra, Filmoteca Española, Filmoteca de Catalunya, entre outras.
 
SERVIÇO: Mostra de Cinemas Africanos - Edição São Paulo
de 10 a 17 de Julho de 2019
CineSesc São Paulo (Rua Augusta, 2075)
Mais informações: www.facebook.com/mostradecinemasafricanos
 
PROGRAMAÇÃO
10 de Julho (quarta-feira)
20h30- Supa Modo
(entrada gratuita)
 
11 de Julho (quinta-feira)
15h- Nora + Bakosó - Afrobeats de Cuba
17h- A Dança das Máscaras + debate com Jusciele Oliveira
19h- Ame Quem Você Ama
19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 01)
21h- Rafiki
 
12 de Julho (sexta-feira)
14h30- Vaya
17h- Silas
19h- Olhe pra mim
19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 02)
21h- Kasala!
 
13 de Julho (sábado)
15h- Sessão de curtas “Narrativas Urbanas”: Koka, O Açougueiro; O Rei do Mercado; Pela Ternura
17h- Irmandade + Lua Nova
19h- Nora + Bakosó - Afrobeats de Cuba
21h- Sofia + debate com Alessandra Meleiro
 
14 de Julho (domingo)
14h30- As Espadas + O Africano que Queria Voar
16h30- Sessão de curtas “Afroturismo”: Pumzi, Afronautas, Gagarine, As Espadas + debate com Kênia Freitas
18h30- Cinco Dedos por Marselha
21h- Olhe pra mim
 
15 de Julho (segunda-feira)
15h- Supa Modo
17h- Kasala!
19h- Sofia
21h- Touki Bouki + debate com Lúcia Monteiro
 
16 de Julho (terça-feira)
15h- Silas
17h- A Dança das Máscaras
19h- Irmandade + Lua Nova
19h30 - Cinema da Vela
21h- Cinco Dedos por Marselha
 
17 de Julho (quarta-feira)
14h30- Vaya
17h- Ame Quem Você Ama
19h- As Espadas + O Africano que Queria Voar
21h- Hienas.