Livro inspirado na atmosfera cinematográfica de David Lynch |
Em “O Corpo de Laura”, escritora usa o duplo para abordar o papel da linguagem no resgate da voz de um eu-lírico feminino ferido desde a infância; o livro faz parte, junto de uma plaquete de mesmo nome, de um projeto de investigação poética premiado pelo edital ProAC “Essa perspectiva é reveladora e redentora para o Corpo de Laura: ser uma letra, ser uma língua, construir um Corpo com a Palavra e, por isso mesmo, conhecer a Felicidade.” Maíra dal’Maz, poeta e doutoranda em literatura pela UFRN, no prefácio O livro “O Corpo de Laura”, da poeta e jornalista paulistana Laura Redfern Navarro (@matryoshkabooks), é fruto de um exercício experimental e poético que, junto de uma plaquete, compõe o projeto homônimo vencedor do edital ProAC 2022, promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Publicada pela Mocho Edições (Mocho Edições, 152 pág.), a obra conta com a orelha assinada por Luizza Milczanowski, escritora e mestranda na linha de Sociedade, Direitos Humanos e Arte pela UFRJ, e prefácio da poeta e doutoranda em literatura pela UFRN Maíra Dal’Maz. A obra será lançada no dia 15, às 15h, na Casa das Rosas, em São Paulo, capital. De caráter essencialmente poético, "O Corpo de Laura" é organizado em uma estrutura narrativa e explora um processo de evolução da personagem que desemboca no resgate da própria voz pelo encontro com a palavra. Construída a partir de uma mescla de experiências autoficcionais, de uma atmosfera onírica inspirada na estética da cinematografia de David Lynch — principalmente no que diz respeito ao encontro com a personagem Laura Palmer, do seriado Twin Peaks — e, até mesmo, da escuta e a leitura de outras mulheres, a obra trabalha a linguagem como acontecimento do corpo a partir da perspectiva feminista contemporânea. Luizza Milczanowski evoca essa questão ao dizer, no texto de orelha, que “Com sua poesia sensorial, a autora explora um corpo que é linguagem e matéria, possibilidade, espaço e passagem. A presença do plástico, essa série de moléculas artificiais que podem ser moldadas em diversos objetos, parece aludir a tudo de superficial que existe em um corpo de menina para se coisificar mulher. Um corpo que se desintegra e se interroga. Laura se contempla, ora desnorteada, ora fascinada: quem sou eu? ”, analisa. Essa presença plastificada relacionada à existência feminina se mescla ao empréstimo de recursos visuais e estéticos próprios da geração da autora, compondo ainda mais camadas ao trabalho, que se situa em um espaço assumidamente contemporâneo. Isso se vê, por exemplo, a partir da utilização de um artifício cyberestético conhecido como Liminal Spaces, cujas imagens se propõem a captar o vago e o vazio em objetos e lugares reconhecíveis, produzindo uma sensação dupla de nostalgia e estranhamento. Assim como na plaquete, a autora explora o recurso do duplo para, em suas palavras, compor de maneira subjetiva uma textualidade mais plural, que, mesmo tendo um nome próprio, abrange um coro de experiências e angústias coletivas que atravessam as subjetividades e os corpos das mulheres. “A ambiguidade que o título do livro carrega, podendo se direcionar a mim, à Laura Palmer ou a qualquer "Laura", ou seja, qualquer mulher comum, me interessou por dar conta de abarcar o que busco na obra, já que transmite tanto a ideia de uma identidade subjetiva quanto reflete a opressão e a subversão dentro do contexto do corpo feminino”, afirma. Como projeto, “O Corpo de Laura” é fruto de uma pesquisa poética que se ampara na investigação da interação entre a escrita e a fotografia e acontece em diálogo com a trajetória da personagem Laura Palmer, da série Twin Peaks, de David Lynch e Mark Frost. Livro e plaquete têm como marca o uso de fotografias como um reforçador dessa atmosfera sensorial e profundamente imagética que compõem o universo e a memória da personagem. A Laura por trás das Lauras: o encontro da escrita com o corpo Laura Redfern Navarro é paulistana e nasceu no ano de 2000. É poeta e jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Desde 2019, mantém a plataforma literária @matryoshkabooks em diversas redes sociais, incluindo Instagram, Medium e Newsletter. Foi aluna dos cursos Poesia Expandida (2020) e do Curso Livre de Preparação de Escritores da Casa das Rosas - CLIPE - Poesia (2021), ambos pela Casa das Rosas. Seu trabalho artístico investiga a linguagem enquanto corpo, experimento e subversão nas vicissitudes do feminino. Nesse sentido, questões políticas relacionadas ao mundo da escrita feita por mulheres perpassam sua obra não só como parte de seu processo criativo, mas como uma afirmação política consciente. Isso permeou o projeto “O Corpo de Laura” desde sua concepção, que também foi fortemente influenciada pelos estudos relacionados ao seu trabalho de conclusão de curso que teve como objeto de pesquisa o livro de poemas “O Martelo” de Adelaide Ivánova. A autora analisou a poesia, enquanto linguagem, e sua capacidade de produzir e de construir o protagonismo do corpo em meio a experiências de dissidência e trauma. Seu processo criativo tem como matéria-prima as sensações, os sonhos e as intuições. O que surge disso se desdobra em textos em pequenos cadernos e fotografias, edições amadoras de imagens e uso de ferramentas como o Google Docs, mas inclui também um espaço para troca com o outro, algo perceptível no livro que conta com poemas em diálogo com diversas autoras, como Samara Belchior, Tóia Azevedo, Flora Miguel, Geruza Zelnys, Maria Isabel Iorio e Yasmin Nigri, e epígrafes de Stella do Patrocínio, Alejandra Pizarnik, Bruna Mitrano, Gertrude Stein, Laura Assis e Sylvia Plath. “Leio muito, compartilho minhas impressões de leitura, gosto de ouvir as impressões dos outros, recomendações de livros, etc. Sinto que isso se torna um tecido que vai se concebendo conjuntamente, como a escritora argentina Tamara Kamenszain fala no ensaio dela, ‘Bordado e Costura da Escrita’. O corpo, ou seja, criar, também é calor e afeto“, comenta. Depois do lançamento do livro, a poeta pensa em se dedicar ao desenvolvimento das contrapartidas do ProAC, que envolvem oficinas de criação literária e palestras. E afirma desejar investigar processos criativos, em especial a partir do atravessamento do outro, tendo como ferramenta a escrita. |
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terça-feira, 5 de setembro de 2023
POETA LAURA REDFERN NAVARRO LANÇA LIVRO INSPIRADO NA CINEMATOGRAFIA DE DAVID LYNCH
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Local:
Curitiba, PR, Brasil
quarta-feira, 24 de março de 2010
OS CINCO Cs DA CINEMATOGRAFIA
Com mais de 500 imagens, esta obra clássica mostra os conceitos e as técnicas consagradas da cinematografia. Os cinco Cs são: corte, composição, close-ups, continuidade e câmera:ângulos. Pioneiro das câmeras nos EUA, Joseph Mascelli trata dos problemas mais comuns nas filmagens e dá dicas de edição.
A cinematografia vive um momento de rápidas transformações e um dos períodos mais interessantes da sua história. O surgimento de novas tecnologias, as atualizações constantes das câmeras analógicas, o aparecimento de inúmeras câmeras digitais, os novos sensores e o aperfeiçoamento das lentes fazem surgir a "cameramania". Mas todos esses recursos não bastam para transformar um roteiro numa obra cinematográfica. No livro Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem (288 p., R$ 89,90), lançamento da Summus Editorial, o diretor de fotografia americano Joseph Mascelli, morto em 1981, apresenta os conceitos e as técnicas consagradas da cinematografia.

Com revisão técnica do cineasta Francisco Ramalho Jr. e prefácio de Lúcio Kodato, presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, a obra é ilustrada com mais de 500 imagens e foi lançada originalmente em 1965. O texto de Mascelli transformou-se na bíblia daqueles que fazem cinema e continua atualíssimo até os dias de hoje. Indicado para diretores, editores, produtores, alunos e professores de cinema, mostra os vários aspectos envolvidos na filmagem de uma história, sempre com foco nos cinco Cs - câmera: ângulos, continuidade, corte, closes e composição. "Fazer um filme é muito mais do que colocar um rolo numa câmera e expor a imagem corretamente", afirma o autor. O objetivo, diz ele, é revelar as muitas formas pelas quais uma narrativa pode ser filmada, com a garantia de que as imagens sejam editadas para compor uma história interessante, coerente e que flua com suavidade.
Um dos maiores clássicos do gênero nos Estados Unidos, a obra fundamenta a linguagem cinematográfica com sua gramática básica, mas ao mesmo tempo avançada, e seus princípios e regras, permitindo o domínio do ofício sem o qual um filme não pode existir. Dividido em cinco capítulos, o livro reúne informações sobre os melhores procedimentos para a produção de um filme. Entre os temas abordados estão: tipos de ângulo, tempo e espaço cinematográfico, técnicas de filmagem, continuidade direcional, regras de composição, ponto de vista, altura e ângulo de câmera, cenas máster, tipos de edição e direção da imagem. "O livro estabelece com clareza os cinco conceitos básicos do cinema, mostrando como fazer cinematografia", afirma o cineasta Francisco Ramalho Jr., que coordena a coleção Biblioteca Fundamental de Cinema, da Summus Editorial.
No primeiro capítulo, o autor fala sobre a câmera e os diversos planos necessários em uma filmagem. Revela que os ângulos de câmera certos podem ser o fator decisivo para conseguir a aprovação ou a indiferença do público. Em seguida aborda a importância da boa continuidade e recomenda alguns passos, como proporcionar ao editor material suficiente de sobreposição, para facilitar o corte durante a ação, e filmar transições visuais e sonoras para unir tempo e espaço. No capítulo sobre corte, ele compara a edição de um filme à lapidação de um diamante e diz que um fotógrafo qualificado não tenta "cortar o filme na câmera".
O close é um recurso exclusivo do cinema, permitindo retratar em grande escala uma parte da ação. É, segundo o autor, um dos recursos narrativos mais poderosos disponíveis ao diretor. No quarto capítulo, ele aborda os vários tipos de close e diz que eles ajudam a tornar a narrativa convincente. No último capítulo, o autor fala sobre a importância da composição na filmagem. Aborda temas como linguagem, enquadramento, tamanho da imagem e perspectiva, destacando que uma boa composição é a disposição de elementos visuais para formar um todo unificado e harmonioso.
Para Ramalho, o grande diferencial do livro é possibilitar ao profissional o domínio da técnica de fazer cinema e ainda recriar a linguagem cinematográfica.
Sobre o autor
Durante a Segunda Guerra Mundial, Joseph Mascelli serviu no Exército dos Estados Unidos filmando treinamentos, cinejornais e projetos especiais. Nesse período, ganhou experiência fazendo tomadas aéreas. Sua experiência nas forças armadas levou a Força Aérea Americana a contratá-lo como fotógrafo e diretor. Em Hollywood, fez filmes de ficção, documentários e comerciais.
Título: Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem
Autor: Joseph V. Mascelli
Tradutora: Janaína Marcoantônio
Revisor técnico: Francisco Ramalho Jr.
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 89,90
Páginas: 288
ISBN: 978-85-323-0649-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br
A cinematografia vive um momento de rápidas transformações e um dos períodos mais interessantes da sua história. O surgimento de novas tecnologias, as atualizações constantes das câmeras analógicas, o aparecimento de inúmeras câmeras digitais, os novos sensores e o aperfeiçoamento das lentes fazem surgir a "cameramania". Mas todos esses recursos não bastam para transformar um roteiro numa obra cinematográfica. No livro Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem (288 p., R$ 89,90), lançamento da Summus Editorial, o diretor de fotografia americano Joseph Mascelli, morto em 1981, apresenta os conceitos e as técnicas consagradas da cinematografia.

Com revisão técnica do cineasta Francisco Ramalho Jr. e prefácio de Lúcio Kodato, presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, a obra é ilustrada com mais de 500 imagens e foi lançada originalmente em 1965. O texto de Mascelli transformou-se na bíblia daqueles que fazem cinema e continua atualíssimo até os dias de hoje. Indicado para diretores, editores, produtores, alunos e professores de cinema, mostra os vários aspectos envolvidos na filmagem de uma história, sempre com foco nos cinco Cs - câmera: ângulos, continuidade, corte, closes e composição. "Fazer um filme é muito mais do que colocar um rolo numa câmera e expor a imagem corretamente", afirma o autor. O objetivo, diz ele, é revelar as muitas formas pelas quais uma narrativa pode ser filmada, com a garantia de que as imagens sejam editadas para compor uma história interessante, coerente e que flua com suavidade.
Um dos maiores clássicos do gênero nos Estados Unidos, a obra fundamenta a linguagem cinematográfica com sua gramática básica, mas ao mesmo tempo avançada, e seus princípios e regras, permitindo o domínio do ofício sem o qual um filme não pode existir. Dividido em cinco capítulos, o livro reúne informações sobre os melhores procedimentos para a produção de um filme. Entre os temas abordados estão: tipos de ângulo, tempo e espaço cinematográfico, técnicas de filmagem, continuidade direcional, regras de composição, ponto de vista, altura e ângulo de câmera, cenas máster, tipos de edição e direção da imagem. "O livro estabelece com clareza os cinco conceitos básicos do cinema, mostrando como fazer cinematografia", afirma o cineasta Francisco Ramalho Jr., que coordena a coleção Biblioteca Fundamental de Cinema, da Summus Editorial.
No primeiro capítulo, o autor fala sobre a câmera e os diversos planos necessários em uma filmagem. Revela que os ângulos de câmera certos podem ser o fator decisivo para conseguir a aprovação ou a indiferença do público. Em seguida aborda a importância da boa continuidade e recomenda alguns passos, como proporcionar ao editor material suficiente de sobreposição, para facilitar o corte durante a ação, e filmar transições visuais e sonoras para unir tempo e espaço. No capítulo sobre corte, ele compara a edição de um filme à lapidação de um diamante e diz que um fotógrafo qualificado não tenta "cortar o filme na câmera".
O close é um recurso exclusivo do cinema, permitindo retratar em grande escala uma parte da ação. É, segundo o autor, um dos recursos narrativos mais poderosos disponíveis ao diretor. No quarto capítulo, ele aborda os vários tipos de close e diz que eles ajudam a tornar a narrativa convincente. No último capítulo, o autor fala sobre a importância da composição na filmagem. Aborda temas como linguagem, enquadramento, tamanho da imagem e perspectiva, destacando que uma boa composição é a disposição de elementos visuais para formar um todo unificado e harmonioso.
Para Ramalho, o grande diferencial do livro é possibilitar ao profissional o domínio da técnica de fazer cinema e ainda recriar a linguagem cinematográfica.
Sobre o autor
Durante a Segunda Guerra Mundial, Joseph Mascelli serviu no Exército dos Estados Unidos filmando treinamentos, cinejornais e projetos especiais. Nesse período, ganhou experiência fazendo tomadas aéreas. Sua experiência nas forças armadas levou a Força Aérea Americana a contratá-lo como fotógrafo e diretor. Em Hollywood, fez filmes de ficção, documentários e comerciais.
Título: Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem
Autor: Joseph V. Mascelli
Tradutora: Janaína Marcoantônio
Revisor técnico: Francisco Ramalho Jr.
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 89,90
Páginas: 288
ISBN: 978-85-323-0649-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br
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