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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

12ª EDIÇÃO DO CINEFEST VOTORANTIM

 


Festival anuncia os filmes selecionados para sua 12ª edição e destaca diversidade das três mostras competitivas

CineFest Votorantim chega à sua 12ª edição reafirmando o compromisso com a produção audiovisual brasileira e divulgando a lista oficial de filmes selecionados para 2026. O festival será realizado entre 30 de outubro e 7 de novembro, reunindo curtas-metragens de diferentes regiões do país em três mostras competitivas que evidenciam a pluralidade de temas, linguagens e perspectivas.

A cada edição, o CineFest fortalece Votorantim como um polo cultural em expansão no interior paulista, ampliando a circulação de obras, a formação de público e o diálogo entre realizadores.


Marcelo Domingues, diretor e coordenador geral do CineFest, destaca o papel do evento como articulador cultural:

O CineFest se tornou um ponto de encontro essencial para quem faz cinema no Brasil. Ver tantos realizadores reunidos em Votorantim, compartilhando processos e experiências, cria uma energia que impulsiona toda a cadeia audiovisual.”


A curadora Clarissa Kuschnir comenta sobre a seleção desta edição:

Buscamos filmes que dialogam com o presente, que ampliam o olhar e que provocam reflexão. A diversidade das obras revela um Brasil múltiplo, inquieto e profundamente criativo.”


A produtora executiva Renata Rocha reforça o impacto social do festival:

O CineFest transforma a cidade. As sessões gratuitas, oficinas e atividades formativas aproximam a comunidade do audiovisual e fazem com que Votorantim viva intensamente o cinema durante toda a programação.”


MOSTRA PINDORAMA – Categoria Nacional

A Mostra Pindorama reúne produções de diversos estados e apresenta um recorte da criação contemporânea brasileira. São obras que transitam entre ficção, documentário, animação e experimental, revelando novas vozes e reafirmando trajetórias já reconhecidas. A seleção deste ano destaca a força das narrativas intimistas, a inventividade estética e o olhar atento para questões sociais e afetivas que atravessam o país.


A CAVERNA, de Louise Fiedler, Ficção, Curitiba/PR

À ESPERA, de Gustavo Campos, Ficção, Rio de Janeiro RJ

A SINALEIRA AMARELA, de Guilherme Carravetta De Carli, Ficção, Camaquã/RS

ANASTÁCIA, de Lilih Curi, Salvador/BA

AS GÊMEAS, de Vanessa Aguiar, Ficção, Rio de Janeiro/RJ

CASULO, de Aline Flores, Ficção, São Paulo/SP

CINEMA SEM TETO, de Denise Szabo, Documentário, São Caetano do Sul / SP

DESFEM, de Manoella Fernandes e Polyana Santos, Documentário, Santos/SP

DESTINAÇÃO, de Wagno Godez, Ficção, Arapiraca/AL

ENTREVISTA COM FANTASMAS, de Lincoln Péricles, Ficção, São Paulo/SP, Rio Grande/RS

ESPERANÇA, de Amora Moreira e Marcelo Pereira, Animação, Rio de Janeiro/RJ

EU SEMPRE ESTIVE AQUI, de William Costa Lima, Ficção - Ribeirão Pires / SP

EU SÓ QUERIA COMER, de Elder Fraga, Experimental – São Paulo/SP

FRUTA FRIZZ, de Kauan Okuma Bueno, Ficção, São Paulo/SP

HABITAR, de Antonio Fargoni, Ficção, Marília e Vera Cruz/SP

JOÃO DE BARRO, de Daniel Jaber e Lu Damasceno, Ficção, Rio Acima/MG, Belo Horizonte/MG

MÃESESPOSAS E DONAS DE CASA MARCHAM EM DEFESA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE, de José Carlos Faria, Documentário, Rio de Janeiro/RJ

MANHÃ VAZIA, de Fabi Penna, Ficção, Florianópolis/SC

MEU SUPERMAN, de Alexandre Vinícius Estevanato, Ficção, São José do Rio Preto/SP

O SONHO DO MENINO BENJAMIM, de Rodolpho Pinotti, Animação, São José dos Campos/SP

O VAMPIRO E A GAZELA, de Rose Panet, Animação, São Luiz/ MA

ONDE EU COMEÇO, de Mayana Neiva, Documentário, São Paulo, SP

OS ARCOS DOURADOS DE OLINDA, de Douglas Henrique, Documentário, Paulista PE

PUPÁ, de Osani, Documentário, Acari-RN

RESSONÂNCIA, de Anna Zêpa, Ficção, Caicó/RN

SAMBA INFINITO, de Leonardo Martinelli, Ficção, Rio de Janeiro/RJ

SOPRO, de Fernanda Beling, Ficção, Salvador/BA

UM CERTO CINEMA BRASILEIRO, de Fábio Rogério, Experimental – Aracaju/SE

URARICOERA MAKUNAIMÃ ARACOARA, de Paulo Delfini, Documentário, Araraquara/SP

ZEBRA, de Victor Nascimento, Ficção, São Paulo/SP

MOSTRA CACHOEIRA – Categoria Regional

Voltada para realizadores da Região Metropolitana de Sorocaba, a Mostra Cachoeira evidencia o vigor da produção local, que cresce em qualidade técnica e diversidade temática. Os filmes revelam personagens, paisagens e histórias que compõem o imaginário da região, além de demonstrar a maturidade de cineastas que têm encontrado no festival um espaço contínuo de difusão e reconhecimento.


A MENOR MÁSCARA DO MUNDO, de Rafael Moraes, Documentário, Tatuí

A NOITE MAIS LONGA DA MINHA VIDA, de Julio Cesar Mello, Ficção, Votorantim/Sorocaba/São Paulo/SP

ABORTO, de Malko de Souza, Experimental, Sorocaba

AMAZÔNIA BIODIVERTIDA: A GUERRA, de Rodrigo Ayres de Araujo, Animação, Piedade

ANICCA, de Arthur Rodrigues, Experimental, Salto

EM CONSTRUÇÃO, de Jorge Teivelis Neto, Experimental, Sorocaba

ERVA DANINHA, Fabio Salvador, Ficção, Sorocaba, Valinhos e São Paulo/SP

FESTA PARA VIVOS, de Leandro Souza, Ficção, Votorantim

GATO PRETO, de Igor Caires, Animação, Salto

HUDI FEDEGOSO ROCHA, de Guilherme Telli, Documentário, Votorantim

MARIA DE OLIVEIRA: O CINEMA BRASILEIRO PASSOU POR ITU, de Paulo Aranha, Doc, Itu

MICRODANÇAS - ATO 1, de Douglas Emilio, animação, Votorantim

NHO JUCA: A ROTA DO TREM CAIPIRA, de Celso Fontão Jr., Documentário, Sorocaba

OS RIOS DA MINHA INFÂNCIA, de Fernanda Ikedo e Jorge Teivelis Neto, Documentário, Sorocaba

PARA NÃO MORRER DE SOLIDÃO, de Maria Helena Barbosa, Ficção, Sorocaba

ROBOFOOT, de André Fidalgo, Experimental, Sorocaba

SAUDOSA FLORESTA, de Marcia Mah, animação Sorocaba

SENTE-SE, de Esther Lourenço, Documentário, Sorocaba

VIVOS QUE VIMOS, de Fernanda Fontolan, Experimental, Sorocaba, Peruíbe

MOSTRA RAÍZES – Categoria Ambiental

A Mostra Raízes reúne obras dedicadas ao meio ambiente, à memória ecológica e às relações entre comunidades e seus territórios. A seleção deste ano reforça a urgência de debates sobre preservação, sustentabilidade e impacto humano, trazendo narrativas sensíveis e potentes que conectam diferentes biomas brasileiros.


AMAZÔNIA BIODIVERTIDA: A GUERRA, de Rodrigo Ayres de Araujo, Animação Piedade/SP

A NAVE QUE NUNCA POUSA, de Ellen Morais, Documentário, Campina Grande/PB

CORRENTEZA, de Diego Müller e Pablo Müller, Documentário, Porto Alegre/RS

MINHOCUÇU, de Leonardo Branco e Lucas Campos, Documentário, Belo Horizonte/MG

SAUDOSA FLORESTA, DE MARCIA MAH, Sorocaba/SP

UM RIO DE HISTÓRIAS, de Eva Pereira, Documentário, Amazonas/MA

UMASSUMA, LASCAS DE MEMÓRIA, de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha, Animação, Belém/PA

Sobre o CineFest

Criado em 2004, o festival nasceu como Curta Vídeo e evoluiu para o formato atual em 2009, ampliando sua abrangência e tornando-se competitivo. Ao longo dos anos, consolidou-se como um dos principais eventos de audiovisual do interior paulista, reunindo centenas de filmes inscritos e milhares de espectadores.

A missão do CineFest é estimular a produção regional e nacional, promover formação por meio de oficinas e debates e democratizar o acesso ao cinema com sessões gratuitas e ações educativas.

A 12ª edição é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, com fomento do Programa de Ação Cultural. O festival conta com o apoio da Prefeitura de Votorantim, por meio da Secretaria de Cultua, do Sesc Sorocaba e do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região, e com apoio de mídia da Provis Out Of Home e da Agenda Sorocaba.

Sobre Votorantim

A cidade, localizada a cerca de 100 km da capital paulista, combina tradição industrial com vastas áreas verdes, como a Represa de Itupararanga e a Cachoeira da Chave. Com forte vocação para eventos culturais, Votorantim tem ampliado investimentos em educação, cultura e turismo, fortalecendo sua identidade e movimentando a economia local. Além da tradicional Festa Junina — reconhecida como a maior do estado — o CineFest se tornou um dos pilares do calendário cultural da cidade.


sexta-feira, 31 de julho de 2026

TERROR "VIRTUOSAS", DE CÍNTIA DOMIT BITTAR, É O FILME DE ENCERRAMENTO DO FESTIVAL MESTRAS DO MACABRO

 



Olhar Filmes

Terror "Virtuosas", de Cíntia Domit Bittar, é o filme de encerramento do festival Mestras do Macabro, em Brasília

Premiada produção será exibida no dia 2 de agosto, às 19h, na segunda edição do evento que dá destaque às cineastas do horror ao redor do mundo


“Virtuosas” tem cartaz assinado pelo ilustrador Cristiano Siqueira (@crisvector) 

Neste domingo (2), às 19h, o terror “Virtuosas” encerra a segunda edição do “Mestras do Macabro - As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo”, evento de Brasília que reúne obras marcantes do horror contemporâneo e dá destaque à participação feminina no cinema.

O premiado longa-metragem de Cíntia Domit Bittar, que levou o Prêmio Netflix na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, aposta em uma trama de reviravoltas costurada por terror e humor ácido, cuja narrativa se passa em um retiro VIP para mulheres que se autodefinem como virtuosas e que estão em busca de sua melhor versão. Bruna Linzmeyer, Maria Galant, Juliana Lourenção, Sarah Motta e Brisa Marques estão no elenco principal. 

Linzmeyer dá vida à Virgínia Heinzel, uma coach que tem como foco o público feminino conservador e que prega sobre os valores da mulher virtuosa do Provérbios 31 e seu papel na família e na sociedade. Um desconforto rapidamente se instala e, conforme o retiro avança, a tensão cresce na tela por meio do fascínio e inquietação do público diante das atitudes das personagens, surpreendendo-se com até onde podem chegar. 

O elenco ainda conta com Nenê Borges, Fernando Bispo e participação especial de Gabriel Godoy.

A sessão no Mestras do Macabro contará com recursos de acessibilidade, sendo legenda descritiva, interpretação em Libras e audiodescrição. Recursos pelo aplicativo MLoad, disponível gratuitamente para Android e iOs. 

“Virtuosas” tem produção da Novelo Filmes e distribuição da Olhar Filmes e Filmes do Estação. O projeto foi viabilizado com recursos do edital Prêmio Catarinense de Cinema, da Lei Paulo Gustavo e do FSA. A distribuição é da Olhar Filmes e Filmes do Estação. 

Bruna Linzmeyer em "Virtuosas" - Cred Olhar Filmes

Ficha Técnica:
“Virtuosas” (Dir. Cíntia Domit Bittar / Ficção / 86’ / Brasil / 2025)
Roteiro: Cíntia Domit Bittar e Fernanda de Capua
Elenco: Bruna Linzmeyer, Juliana Lourenção, Maria Galant, Sarah Motta, Brisa Marques
Empresa Produtora: Novelo Filmes
Produção: Ana Paula Mendes, Cíntia Domit Bittar
Coprodução: Olhar Filmes
Produção Associada: Cajamanga
Direção de Fotografia: Gabriel Rinaldi
Montagem: Cíntia Domit Bittar
Direção de Arte: Dicezar Leandro 
Figurino: César Martins
Som: Daniel Becker (Som direto), Tiago Bello (Desenho de Som e Mixagem)
Música: Pedro Santiago, Daniel Becker
Distribuição: Olhar Filmes e Filmes do Estação 

Sobre a Novelo Filmes - Criada em 2010, a Novelo Filmes é uma produtora audiovisual liderada por mulheres e sediada em Florianópolis, Santa Catarina. Ao longo dos anos, pela constante circulação de distintas obras autorais em festivais de cinema no Brasil e no exterior, se consolidou como uma referência no sul do país e, em especial, no estado catarinense. A Novelo Filmes trouxe prêmios inéditos para Santa Catarina, como o de Melhor Curta no Festival do Rio (“Qual Queijo Você Quer?, 2011); Melhor Curta no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias ("Baile", 2019); Prix CCAS du court-métrage - Prix des Électriciens Gaziers no Festival CINÉLATINO - Rencontres de Toulouse ("Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim" 2018), entre outros. Dois de seus curtas já foram finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Nonna e Baile, sendo que este ainda foi qualificado ao Oscar 2021. No primeiro semestre de 2025, a produtora exibiu a série documental "Quero ser Veg”, na TV Brasil e em agosto deste ano produziu o telefilme “Um Dia Extraordinário”, em coprodução com a Globo Filmes, que vai ao ar no início de 2026.
Seu primeiro longa-metragem de ficção, Virtuosas, estreou na Première Brasil do Festival do Rio 2025 e foi selecionado para a 49ª Mostra de SP. Para além de desenvolver e produzir filmes de ficção e documentário com sólida carreira em festivais e licenciados para canais de televisão como Canal Brasil, Canal Curta, NBC Itália, Arte 1, France TV, History Channel, entre outras, a Novelo Filmes também realiza ações formativas, a exemplo do selo "Novelo Encontros", que já trouxe para Florianópolis diversas palestras e oficinas práticas de temas inerentes ao fazer audiovisual. 

Sobre a diretora Cíntia Domit Bittar - Cíntia Domit Bittar cresceu em Caçador, interior de Santa Catarina, e formou-se em Cinema (UNISUL, 2004-2007). Em 2011, seu primeiro filme como diretora venceu como Melhor Curta no Festival do Rio. Desde então, a cineasta tem forte presença em festivais nacionais e internacionais, com curtas de ficção e documentário. BAILE, sua ficção mais recente, foi qualificada ao Oscar 2021, ao vencer como melhor curta no 60º FICCI. Criou e dirigiu a série doc Quero Ser Veg, exibida na TV Brasil em 2025; fez roteiro e direção no longa doc Gugie, em pós-produção. Em agosto de 2024 filmou seu primeiro longa-metragem de ficção, "Virtuosas", selecionado para a Première Brasil 2025. Em março de 2025 filmou seu segundo longa-metragem de ficção, Casarão, inédito. E recentemente filmou o telefilme Um Dia Extraordinário, atualmente em pós-produção, numa coprodução com a Globo Filmes. Atuante na política audiovisual, é Membra do Conselho Superior do Cinema / MinC (2023-2025), vice-presidente do Santacine - Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina e integrante do + Mulheres Lideranças do Audiovisual Brasileiro. Integrou a chapa fundadora da API - Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, onde esteve na diretoria por três mandatos (2019 - 2024).  

Sobre a Olhar Filmes - A Olhar Filmes é uma distribuidora e produtora de obras independentes focada na diversidade do audiovisual nacional e estrangeiro. Desde a sua fundação, em 2017, na cidade de Curitiba, lançou mais de 40 obras no mercado brasileiro e tem se consolidado como uma distribuidora especializada no lançamento de filmes LGBTQIAPN+ e com causas, principalmente, títulos voltados ao público jovem. Os filmes distribuídos pela Olhar já marcaram presença em vários festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios em muitos deles, como Festival de Cannes, Sundance Film Festival, San Sebastian, Festival de Berlim, Festival de Rotterdam, BFI London, Dok Leipzig, Frameline, Indie Lisboa, Festival de Gramado, Mostra São Paulo, Festival do Rio, dentre outros, somando mais de 700 participações e 150 prêmios. Entre os títulos lançados pela Olhar, destacam-se os filmes “Meu Corpo é Político” de Alice Riff, “Nóis por Nóis” de Aly Muritiba e Jandir Santin, "Ferrugem” de Aly Muritiba, “Os Primeiros Soldados” de Rodrigo de Oliveira, “Alice Júnior” de Gil Baroni, “Meu Nome é Daniel” e “Assexybilidade” de Daniel Gonçalves, “Vento Seco” de Daniel Nolasco, "A Mesma Parte de Um Homem" de Ana Johann, "UÝRA, A Retoma da Floresta" de Juliana Curi, “Rafiki” da diretora queniana Wanuri Kahiu, “Praia Formosa” de Julia De Simone, “O Silêncio das Ostras” de Marcos Pimentel, “Apenas Coisas Boas” de Daniel Nolasco, e “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias.  

Sobre a Filmes do Estação - A distribuidora do Grupo Estação, a Filmes do Estação foi fundada em 1990 e  é responsável por inúmeros lançamentos de filmes independentes, brasileiros e internacionais de sucesso de público e crítica, com mais de 300 títulos lançados e relançamento de diversas coleções de clássicos. 

Em 2024, três dos seus lançamentos fizeram parte das listas de melhores do ano: o documentário francês “Orlando, Minha Biografia Política”, de Paul B. Preciado; “O Diabo na Rua no Meio do Redemunho”, de Bia Lessa; e “Malu”, de Pedro Freire, premiado por Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante (Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha) no Festival do Rio e com três prêmios no Grande Otelo 2025, oferecido pela Academia Brasileira de Cinema, sendo de Melhor Primeira Direção, Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante para Juliana Carneiro da Cunha.

No primeiro semestre de 2025, lançou 15 filmes internacionais, com destaque para o indiano “Sempre Garotas”, da diretora Suchi Talati, vencedor do Prêmio do Público de Melhor Filme e do Prêmio Especial do Júri de Melhor Atriz no Festival Sundance de 2024; e para o mais recente filme do renomado diretor Costa-Gavras, “Uma Bela Vida”, uma delicada e iluminadora reflexão sobre o fim da  vida,  que já ultrapassou 35.000 espectadores. Entre os clássicos, começou com "Em Busca do Ouro", de Charlie Chaplin, e agora retoma seu projeto de coleções com a recém-lançada mostra Truffaut Por Completo, assim como o lançamento da coleção Agnès Varda ainda em 2025.

Para 2026, a Filmes do Estação prepara o lançamento de grandes títulos, como o “As Vitrines”, novo longa da diretora e roteirista Flavia Castro; “A Cronologia da Água”, primeira direção de Kristen Stewart, que estreou na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes; e o longa documental Palestino "Put Your Soul in Your Hand and Walk”, que estreou na Mostra ACID Cannes. A distribuidora possui diversas parcerias com projetos ainda em fase de desenvolvimento, de forma a pensar estratégias de lançamento dos filmes desde o seu início. Mais informações nos perfis do Instagram e TikTok: @filmesdoestacao. 

 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

A NOITE DE ALAÍDE ESTREIA QUINTA-FEIRA COMO APOSTA GLOBAL DO CINEMA BRASILEIRO

 

A Noite de Alaíde estreia em 16 de julho como aposta global do cinema brasileiro e consolida Liliane Mutti como referência em linguagem híbrida

100 min. Brasil - 2026


Novo longa da diretora de Miúcha – A Voz da Bossa Nova combina ficção, animação e documentário para revisitar a trajetória de Alaíde Costa e reforça a presença internacional do audiovisual brasileiro

O cinema brasileiro ganha um novo destaque no circuito internacional com a estreia de A Noite de Alaíde (BR/100’/2026), quarto longa-metragem da diretora Liliane Mutti, que chega simultaneamente aos cinemas do Brasil e de Portugal em 16 de julho. A produção se firma como uma das principais apostas do ano em linguagem híbrida, unindo ficção, animação e documentário em uma narrativa dedicada à cantora Alaíde Costa, figura essencial da bossa nova.

A estreia integra as comemorações pelos 90 anos de Alaíde Costa, que já incluíram exibições especiais no Palácio Capanema (Funarte) e na Feira Preta, no Rio de Janeiro. Como parte das ações internacionais do lançamento, Alaíde se apresenta em 7 de julho, na sede da CPLP, em Lisboa.

Liliane Mutti: uma diretora brasileira com trajetória global

Com A Noite de Alaíde, Liliane Mutti reafirma sua posição como uma das vozes mais relevantes do cinema documental e musical contemporâneo. Seu longa anteriorMiúcha – A Voz da Bossa Nova, tornou-se um case internacional:

  • Representado pela agência austríaca Autlook
  • Distribuído em 47 países
  • Exibido em canais como Arté e Canal+
  • Presença em festivais como Telluride, TIFF, IDFA, CPH:DOX
  • Gala no Odeon durante o Festival do Rio
  • Licenciamento no Globoplay e posterior entrada no catálogo do Canal Curta!

Esse histórico pavimenta o caminho para que A Noite de Alaíde já nasça com vocação internacional e forte interesse de programadores e distribuidores.

Um filme híbrido alinhado às tendências do cinema contemporâneo

A Noite de Alaíde combina:

  • Rotoscopia
  • Animação 2D
  • Arquivos históricos das décadas de 1940 e 1950
  • Elenco de 30 atores filmados em São Paulo

A estética dissolve fronteiras entre memória, encenação e reconstrução histórica — um formato que dialoga diretamente com o que festivais e mercados internacionais têm buscado em obras de linguagem expandida.

Bossa nova como ativo estratégico de circulação internacional

A bossa nova é tratada no filme não apenas como trilha ou referência estética, mas como plataforma de soft power brasileiro. A narrativa revisita personagens centrais do gênero — Johnny Alf, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell e João Gilberto — e posiciona Alaíde Costa como ponte entre Brasil, Europa e países de língua portuguesa.

Esse recorte reforça a inserção do filme na economia da lusofonia, hoje um dos espaços mais dinâmicos para circulação de obras brasileiras.

Estratégia internacional: festivais, mercados e presença simultânea

Antes mesmo da estreia comercial, o filme já circula em vitrines estratégicas:

  • Filme de encerramento do Festival do Cinema Brasileiro de Paris
  • Showcase no Marché du Film, em Cannes, a convite da VDF Connection
  • Participação no MIFA, no Festival de Annecy (23 a 26 de junho)

A estratégia aposta em lançamento simultâneo Brasil–Europa, reforçando um modelo de distribuição que privilegia presença internacional desde o primeiro dia.

Rede de distribuição: Brasil, Portugal e Europa

A circulação do filme é estruturada por parceiros com forte atuação no cinema de autor:

  • Brasil – Bretz Filmes, referência com mais de 30 anos no setor
  • Portugal – Zero em Comportamento, distribuidora de cinema independente e responsável por Miúcha
  • Europa e Francofonia – Cine Nova Bossa (agência franco-brasilianista) em parceria com a Capitu, ambas sediadas em Paris 

Patrocínio e financiamento

O filme conta com patrocínio do BNDES, que reforça seu compromisso com o audiovisual e com narrativas que valorizam a memória e a representatividade da mulher negra. A obra foi realizada com apoio do programa Show Me the Fund (Rede Paradiso + ICAB/Brazilian Content) e financiamento do FSA/Ancine.

Um filme brasileiro pensado para o mundo

Com linguagem híbrida, forte identidade musical e estratégia internacional estruturada desde a origem, A Noite de Alaíde se posiciona como um projeto que rompe fronteiras entre cinema de autor e mercado comercial. A estreia em 16 de julho marca a chegada de uma obra concebida para circular globalmente — conectando Brasil, Europa e lusofonia por meio da força atemporal da bossa nova.