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quinta-feira, 19 de outubro de 2023

CANAL BRASIL EXIBE CINEJORNAL ESPECIAL COM XUXA E LARISSA MANOELA

 

Canal Brasil exibe Cinejornal especial 

Elas conversam sobre os longas “Uma Fada Veio me Visitar” e “Tá Escrito” e contam sobre suas trajetórias no cinema. As entrevistas vão ao ar na sexta, dia 20

Xuxa com a apresentadora Simone Zuccolotto e o repórter Kiko Mollica com Larissa Manoela. 

Crédito: Divulgação

Xuxa e Larissa Manoela são as convidadas do ‘Cinejornal’ de sexta, dia 20, às 13h15, no Canal Brasil. A rainha dos baixinhos conversou com Simone Zuccolotto sobre a sua trajetória no cinema desde "Xuxa Contra o Baixo Astral" até seu lançamento mais recente, "Uma Fada Veio me Visitar", de Vivianne Jundi, que está em cartaz nos cinemas. No papo, ela afirma que sempre buscou traduzir seus ideais em seus trabalhos de maneira muito natural e contou sobre o seu retorno aos cinemas no projeto da adaptação do livro de Thalita Rebouças.

"O que a gente quis fazer foi transformar um best-seller em um filme no qual a família se sentisse à vontade de comer pipoca e trocar suas figurinhas e suas vivências no cinema. Tem uma temática lúdica também, mas muito verdadeira, que eu sempre busquei nos filmes, como, por exemplo, 'Lua de Cristal', que falava sobre não desistir dos sonhos. Eu acho que tem um pouquinho de tudo, um passeio entre todas as coisas que eu fiz, esse amadurecimento de pensamento, de conduta", conta Xuxa.

Xuxa em "Uma Fada Veio me Visitar". Crédito: Divulgação.

Larissa Manoela falou com o repórter Kiko Mollica no set de "Tá Escrito", longa protagonizado por ela e dirigido por Matheus Souza, que estreia no dia 7 de Dezembro nos cinemas. Ela contou sobre o início de sua carreira no audiovisual e as filmagens de seu primeiro longa, "O Palhaço", ao lado de Selton Mello, além da pluralidade de seus trabalhos e de sua paixão por fazer cinema.

Larissa Manoela em "Tá Escrito". Crédito: Stella Carvalho

"Eu sinto a magia de estar aqui, sabe (no set)? De poder trocar com o diretor, de poder trocar com o ator, com quem está ali comigo vivo em cena, o olho no olho, as emoções. Eu sou amante de cinema, assisto a muitos filmes e acho que eu principalmente gosto de ver aquilo que eu me colocaria pra fazer, sabe? Então, quando eu consigo trazer alguma referência para algo que eu tenha vontade de fazer pras minhas personagens e conseguir dar vida a elas, me torna mais especial, mais preenchida de toda essa magia do cinema", afirma a atriz.

Cinejornal - Entrevista com Xuxa e Larissa Manoela

Horário: Sexta, 20/10 às 13h15

segunda-feira, 29 de maio de 2023

HOMENAGEM AOS 90 ANOS DE LUCY BARRETO NA CANAL BRASIL



Canal Brasil faz homenagem aos 90 anos de Lucy Barreto com exibição de entrevista inédita e 10 filmes que marcaram sua trajetória

Simone Zuccolotto e Lucy Barreto. Crédito: Divulgação. 

Para celebrar o aniversário de 90 anos de Lucy Barreto, uma das maiores produtoras de cinema do país, o Canal Brasil preparou uma programação especial com dez longas-metragens produzidos por ela.  À frente -  junto com o marido, Luiz Carlos Barreto - da LC Barreto, Lucy já produziu mais de 80 títulos. Do dia 30 de Maio ao dia 8 de Junho, sempre à meia-noite, serão exibidos "Flores Raras", "Índia, a Filha do Sol", "Amor Bandido", "Bossa Nova", "O Caminho das Nuvens", "O Que É Isso, Companheiro?", "O Romance da Empregada", "Bye Bye Brasil", "O Quatrilho" e "Grupo Corpo - 30 Anos - Uma Família Brasileira". No primeiro dia da mostra, às 13h30, será exibida também uma entrevista inédita de Lucy com a repórter Simone Zuccolotto, no Cinejornal.


A abertura da mostra, no dia 30, fica a cargo de "Flores Raras" (2013), dirigido por Bruno Barreto, que acompanha a poetisa Elizabeth Bishop, interpretada pela australiana Miranda Otto, que viaja ao Rio durante a década de 50 em busca de inspiração e se envolve com a arquiteta Lota de Macedo Soares, vivida por Glória Pires. Em seguida, na quarta, dia 31, é exibido "Índia, a Filha do Sol" (1982), de Fábio Barreto, que traz Glória Pires no papel de Put'Koi, que se apaixona por Silveiro, um cabo do exército, interpretado por Nuno Leal Maia. 


Já na quinta, 1º de junho, será exibido o drama policial "Amor Bandido" (1978), com direção de Bruno Barreto, que narra a história de Galvão, vivido por Paulo Gracindo, que investiga os assassinatos de motoristas de táxi enquanto procura por sua filha Sandra. Na sexta, 2, é a vez da comédia romântica "Bossa Nova" (2000), protagonizada por Antônio Fagundes e pela norte-americana Amy Irving e dirigida por Bruno Barreto. O filme acompanha Mary Anne Simpson que, após anos trabalhando como comissária de bordo, passou a dar aulas de inglês no Rio de Janeiro. Entre seus alunos, está o recém-divorciado Pedro Paulo e o jogador de futebol Acácio, vivido por Alexandre Borges, ambos apaixonados por ela. 


A programação continua no fim de semana com "O Caminho das Nuvens" (2003), no sábado, dia 3. O drama de Vicente Amorim traz Wagner Moura no papel de Romão, um caminhoneiro desempregado que parte com sua mulher, interpretada por Cláudia Abreu, e seus cinco filhos em uma viagem de bicicleta da Paraíba até o Rio de Janeiro. Já no domingo, dia 4, será exibido o clássico "O Que É Isso, Companheiro?" (1996), de Bruno Barreto. O drama conta a história dos amigos Fernando e César, vividos por Pedro Cardoso e Selton Mello, que se alistam em um grupo guerrilheiro de esquerda durante a ditadura militar no Brasil. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 1997.


Já na segunda, dia 5, o público vai se emocionar com "Romance da Empregada", de Bruno Barreto. Na trama, Betty Faria vive a empregada doméstica Fausta que sonha em conseguir sair da favela onde vive com o marido, um bêbado desempregado. O longa de Cacá Diegues "Bye Bye Brasil" (1976) integra a mostra na terça, dia 6. Betty Faria, José Wilker, Fábio Jr. e Zaira Zambelli formam um grupo de artistas que viaja pelo interior do país em uma caravana que realiza espetáculos para a população mais humilde e sem acesso à televisão. 


Na quarta, dia 7, vai ao ar "O Quatrilho" (1995), filme de Fábio Barreto indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 1996. O longa, que se passa no Rio Grande do Sul em 1910, narra a história de dois jovens casais que decidem morar na mesma casa para economizar. O documentário "Grupo Corpo 30 Anos - Uma Família Brasileira" (2005), de Fábio Barreto e Marcelo Santiago, encerra a mostra na quinta, dia 8. O longa comemora as três décadas de fundação de uma das mais prestigiadas companhias de dança do país. 


MOSTRA LUCY BARRETO - 90 ANOS


Cinejornal Especial - Lucy Barreto

Horário: terça-feira, 30/05, às 13h30


Flores Raras (2013) (104')

Horário: terça-feira, 30/05, à 00h

Classificação: 14 anos

Direção: Bruno Barreto

Sinopse: 1951, Nova York. Elizabeth Bishop (Miranda Otto) é uma poetisa insegura e tímida, que apenas se sente à vontade ao narrar seus versos para o amigo Robert Lowell (Treat Williams). Em busca de algo que a motive, ela resolve partir para o Rio de Janeiro e passar uns dias na casa de uma colega de faculdade, Mary (Tracy Middendorf), que vive com a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires). A princípio Elizabeth e Lota não se dão bem, mas logo se apaixonam uma pela outra. 


Índia, a Filha do Sol (1982) (95')

Horário: quarta-feira, 31/05, à 00h

Classificação: 16 anos

Direção: Fábio Barreto

Sinopse: Nuno Leal Maia interpreta um cabo do Exército que é encarregado de resolver determinadas irregularidades em um garimpo, em Goiás. Lá, Put’Koi (Glória Pires), se apaixona por ele e ambos vivem um grande amor. Mas a cobiça do soldado para ficar com as pedras preciosas pode atrapalhar o romance.


Amor Bandido (1978) (95')

Horário: quinta-feira, 01/06, à 00h

Classificação: 18 anos

Direção: Bruno Barreto

Sinopse: O investigador policial Galvão está trabalhando em dois casos. Enquanto investiga o serial killer que vem assassinando taxistas, ele procura por sua filha Sandra, que foi expulsa de casa no início da adolescência. Os trabalhos se misturam quando o assassino se envolve com Sandra. 


Bossa Nova (2000) (95’)

Horário: sexta-feira, 02/06, à 00h

Direção: Bruno Barreto

Classificação: 12 anos

Sinopse: A ex-aeromoça Mary Ann Simpson mora no Rio de Janeiro desde que seu marido faleceu, dando aulas em um curso de inglês. Em seu trabalho, ela lida com vários alunos, como o craque de futebol do Flamengo e da Seleção Brasileira, Acácio, e o advogado Pedro Paulo, ambos apaixonados por ela. 


O Caminho das Nuvens (2003) (115’)

Horário: sábado, 03/06, à 00h

Direção: Vicente Amorim

Classificação: 10 anos

Sinopse: O caminhoneiro Romão luta para sustentar sua mulher Rose e os cinco filhos. A família começa uma jornada de mais de três mil quilômetros do interior da Paraíba até o Rio de Janeiro de bicicleta.  


O Que É Isso, Companheiro? (1996) (110’)

Horário: domingo, 04/06, à 00h

Direção: Bruno Barreto

Classificação: 14 anos

Sinopse: O jornalista Fernando (Pedro Cardoso) e seu amigo César (Selton Mello) abraçam a luta armada contra a ditadura militar no final da década de 60. Os dois se alistam num grupo guerrilheiro de esquerda e, em uma das ações, César é ferido e capturado pelos militares. 


O Romance da Empregada (1988) (90')

Horário: segunda-feira, 05/06, à 00h 

Direção: Bruno Barreto

Classificação: 18 anos

Sinopse: Apesar da vida dura, a empregada doméstica Fausta sonha em ser feliz e conquistar melhores condições de vida. Enquanto isso, trabalha para uma patroa exigente e aguenta o marido desempregado e bêbado, até que ela conhece um homem mais velho, que quer viver junto a ela. 


Bye Bye Brasil (1976) (112’)

Horário: terça-feira, 06/06, à 00h

Direção: Cacá Diegues

Classificação: 18 anos

Sinopse: Uma trupe de artistas ambulantes viaja pelo interior do Brasil. Um caminhão transporta a Caravana Rolidei e suas atrações: Salomé, a dançarina; Lorde Cigano, o mágico e Andorinha, o Rei dos Músculos.


O Quatrilho (1995) (121’)

Horário: quarta-feira, 07/06, à 00h

Direção: Fábio Barreto

Classificação: Livre

Sinopse: Celebra-se o casamento de Ângelo e Teresa. Com o passar do tempo, porém, Teresa perde o encanto. Mássimo chega ao povoado e, quando a encontra, não consegue esconder a imediata atração que sente..


Grupo Corpo 30 Anos - Uma Família Brasileira (2006) (80') 

Horário: quinta-feira, 08/06, à 00h

Direção: Fábio Barreto e Marcelo Santiago

Classificação: Livre

Sinopse: O documentário comemora os 30 anos de fundação do Grupo Corpo, uma das companhias de dança mais célebres do país, responsável pela criação do espetáculo Onqotô com trilha sonora de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik. O filme acompanha a criação do espetáculo e suas turnês e conta com depoimentos de artistas e críticos nacionais e internacionais.


quarta-feira, 16 de março de 2011

TRAJETÓRIA - DE CARLA VENDRAMI

ARTE - Livro retrata trajetória de Carla Vendrami, aqui em Milano na Italia

Artista plástica paranaense marcou histórias com obras que estimulavam a interação com o espectador

A obra será lançada nesta quarta-feira (16/03), no Museu da Gravura (Centro Cultural Solar do Barão), o lançamento do livro Carla VendramiTrajetória. A obra traz informações e fotos do legado artístico dessa importante artista, que faleceu em 2009, e que deixou sua marca na história da arte do Paraná. Aborda o início de sua carreira, em 1981, o período que estudou e morou na Itália, entre 1985 e 1999, até os últimos trabalhos, em 2009, já de volta à Curitiba. A obra foi viabilizada através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e contou com o patrocínio da empresa Siemens.

O trabalho de Carla Vendrami teve grande influência da arte italiana. Em Milão, fez parte de um grupo que marcou toda uma geração e que era liderado por Luciano Fabro, expoente da arte povera italiana nos anos 90. Em suas primeiras obras, Carla demonstrava o gosto e a preocupação pela forma e prazer da exatidão na utilização do espaço público. Depois, ficou evidente uma forte ligação com os outros, trazendo um diálogo intenso com o espectador, característica que remete a uma “arte relacional”.

Suas exposições e projetos coletivos se caracterizavam, também, pelo questionamento do espaço urbano e pelo envolvimento com realidades sociais, como no Projeto Casina, (1991-1998), desenvolvido no presídio italiano de San Vittore. A Casina era um espaço simbólico – construído com estrutura metálica e tecidos de velas de barco – que proporcionava uma interação entre artista, detentas e comunidades. Em 1997, a obra foi apresentada em Curitiba, no Aeroporto Afonso Pena.

Já de volta ao Brasil apresentou em Curitiba obras com pinturas em acrílico, mostrando uma sintaxe abstrato-geométrica, até então ausentes em suas produções. Em 2009, começou a trabalhar no que seria seu último trabalho, instalações realizadas junto com alunos de escolas públicas municipais. A instalação foi feita com uma estrutura em forma de grade de espuma revestida de napa amarela, onde encaixavam-se vários quadrados de náilon semitransparentes, que expunham desenhos criados pelas crianças.

A ideia de Carla era nas suas palavras, “ que os tecidos parecessem vitrais coloridos trespassados pela luz filtrada. São unidades individuais, mas que, ao mesmo tempo, apontam para a utopia do coletivo”.

A instalação "Amarelo I" foi exposta na Rua da Cidadania do Pinheirinho, em 2009, e a instalação “Amarelo II”, foi exposta na Rua da Cidadania do Boa Vista, em 2010, já após seu falecimento.


O livro Carla Vendrami – TRAJETÓRIA contou com a participação e comentários do crítico italiano Roberto Pinto, do crítico carioca Paulo Venâncio Filho, da amiga e galerista italiana Simona Bordone. A introdução da obra é feita por Rubens Portella e a cronologia feita por Simone Landal e Andre Rigati.

Sobre a artista 
Carla Vendrami nasceu em Ponta Grossa, em 1962. Mudou-se para Curitiba em 1979 para estudar Pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, entre 1980 a 1983. Em 1981 tem sua primeira obra exposta no 25º Salão de Artes Plásticas para Novos, em Curitiba. A partir daí, Carla participa de inúmeros salões de arte importantes até mudar-se para Milão, Itália, onde estuda História da Arte e Pintura na renomada Accademia di Belle Arti di Brera. Nessa época, conhece Luciano Fabro, expoente da arte povera com quem troca várias experiências e conhecimentos artísticos. Ainda na Itália, teve obras incluídas em eventos que mapearam os artistas mais atuantes da década passada, como a exposição Anni 90 e o livro Nuova Scena, Artisti Italiani degli Anni 90. Também foi lembrada em artigos de revistas especializadas como a Flash Art e a Art Vision.



Retorna ao Brasil em 1999 onde ingressa como professora e pesquisadora na Universidade Tuiuti do Paraná, atuando no curso de Artes Visuais. Em 2003 conclui Mestrado em Comunicação e Linguagens. Entre 2003 e 2007 dedica-se à produção de trabalhos em seu atelier em Curitiba e à docência.

Em 2008 inicia o projeto para um catálogo – que viria a tornar-se esse livro – aprovado pela Lei Municipal de Incentivo a Cultura. Em 2009 dedica-se à realização da obra, deixando grande parte do material finalizado. Em julho de 2009, no auge da maturidade artística, morre em razão de uma doença rara de intestino.

Em 2010, familiares e amigos dedicam-se a finalização do catálogo, que evoluiu para um livro mais completo, uma verdadeira homenagem à contribuição de Carla às artes plásticas paranaense.

O lançamento livro Carla Vendrami – TRAJETÓRIA , dia 16 de Março, a partir das 19 horas, no Museu da Gravura, Centro Cultural Solar do Barão, Rua Presidentente Carlos Cavalcanti, 533 - Centro - Curitiba. Mais informações pelo telefone (41)3321-3240.

Eu mesma na década de 80, fotografei na casa da mãe da artista em Curitiba, algumas obras/objetos da artista, a pedido dela e de Eliane Prolik.