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domingo, 10 de março de 2024

E O OSCAR DE 2024 VAI PARA... INFIDELIDADE?

E o Oscar de 2024 vai para... Infidelidade?

Estudo do Ashley Madison indica que a representação da infidelidade na cultura pop tornou-se menos condenatória

Os filmes indicados ao Oscar deste ano têm mais em comum do que uma produção de alta qualidade,  tramas emocionantes  e  atuações excepcionais.   O caso amoroso intenso de Oppenheimer com a psiquiatra Jean Tatlock (Oppenheimer), a traição emocional de Nora com o crush de infância Hae Sung (Vidas Passadas) e a libertação sexual de Bella Baxter (Pobres Criaturas) indicam que a infidelidade em todas as suas formas foi um tema recorrente em muitos dos principais filmes deste ano. 

A infidelidade tem sido uma parte significativa da cultura pop ao longo da história. Para entender melhor como a posição do público em relação a esse tema antigo está mudando, o Ashley Madison, o principal site de relacionamentos extraconjugais do mundo¹, conduziu uma pesquisa na população geral americana via YouGov² e descobriu que 35% dos entrevistados afirmam que a representação da infidelidade na cultura pop é menos condenatória agora do que já foi historicamente.

Essa mudança pode estar relacionada ao fato de que 27% dos entrevistados afirmam que há uma variedade maior de perspectivas sobre a infidelidade mostrada na cultura pop atual. No entanto, apenas 15% dos entrevistados dizem que a representação de Hollywood da infidelidade em filmes e televisão afetou positivamente suas perspectivas sobre se ter um affair. 

Isso indica que, embora tenham sido feitos progressos para humanizar a infidelidade na mídia mainstream, ainda há mais oportunidades para retratar com precisão toda a complexidade que existe dentro dela. Quanto à vida real das celebridades de Hollywood, a traição continua chamando a atenção. 

Embora o público esteja se tornando mais avançado em sua avaliação de traições e casos, a mídia continua a sensacionalizar estereótipos antigos, o que explica fenômenos amplamente divulgados como o caso 'Scandoval', que ocorreu entre os co-protagonistas de Vanderpump Rules, Tom Sandoval, Rachel Leviss e Ariana Madix. 

De acordo com os americanos, 22% dos entrevistados dizem que os famosos que traem seus parceiros são condenados de maneira muito severa (28% dos homens em comparação com 17% das entrevistadas do sexo feminino). Quando questionados se celebridades masculinas e femininas são julgadas de maneira diferente, 34% dizem que as mulheres são julgadas com mais rigor, enquanto curiosamente, 12% disseram que as celebridades masculinas são tratadas com mais rigor. 

Já 47% concordam que só viram celebridades retratando a infidelidade como prejudicial aos seus relacionamentos. Não é comum ver celebridades aceitando a situação como uma oportunidade para superar e recomeçar. No entanto, de acordo com uma pesquisa anterior com membros do Ashley Madison³ sobre os benefícios da traição, 63% de seus membros disseram que a infidelidade teve um efeito geral positivo em suas vidas, especialmente em suas vidas sexuais. 

Para os membros do Ashley Madison de ambos os sexos, o principal benefício de ter um caso é a liberação de energia sexual e a redução da tensão. "Muitos casais descobrem que a infidelidade não precisa significar 'terminar', mas pode significar 'acordar'", diz a Dra. Tammy Nelson, autora de Open Monogamy. "Quando melhoramos nossas habilidades de autoconsciência, insight e comunicação, uma nova visão de relacionamento pode levar a ainda mais intimidade e confiança. Mas não vemos muitos exemplos saudáveis disso em filmes ou TV. Embora isso esteja mudando lentamente à medida que os papéis das mulheres em relação ao seu próprio prazer sexual são menos demonizados, precisamos de mais informação para mostrar que os casais podem se recuperar e florescer após uma grande dor ou lesão emocional", completa. 

Quando perguntados se a infidelidade afetaria negativamente sua impressão de uma celebridade, 46% dos americanos disseram não (33% indicaram que era porque a vida pessoal da celebridade não afeta sua opinião sobre ela como celebridade e 13% disseram apenas se a celebridade mostrasse remorso por suas ações). Além disso, 42% dos entrevistados disseram que não formariam uma opinião negativa sobre uma celebridade que escolhesse ficar com um parceiro que já os traiu no passado, porque novamente, a vida pessoal deles não afeta sua opinião sobre eles como celebridade.

Esses resultados indicam que o discurso público está lentamente se afastando da condenação pública e da fixação pela vergonha, abrindo espaço para que as pessoas façam suas próprias escolhas e erros sem interferência. Curiosamente, 14% das mulheres em comparação com 25% dos homens percebem ficar com um parceiro infiel como uma fraqueza, perdendo o respeito pela celebridade como resultado. Isso destaca a pressão que a sociedade ainda coloca sobre as mulheres para permanecerem em um relacionamento, e um estereótipo de que os homens são considerados fracos se ficarem com uma parceira que os trai. 

E embora alguns possam discordar, a cultura pop tem influência, já que 33% dos americanos dizem que estão mais inclinados a superar a infidelidade e reparar um relacionamento se sua celebridade favorita tiver feito o mesmo. As mulheres tendem a ser menos influenciadas (26%), enquanto os homens são mais propensos a imitar o comportamento (40%). 

A programação do Oscar deste ano sugere que a representação da infidelidade está evoluindo na cultura pop e o sentimento público pode estar mudando como resultado. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer quando se trata de entender as nuances da infidelidade e representá-las com precisão na tela grande.

¹Com base no número de inscrições no Ashley Madison desde 2002.

²Tamanho total da amostra foi de 1.090 adultos americanos. O trabalho de campo foi realizado entre 5 e 6 de dezembro de 2023. A pesquisa foi conduzida online. Os números foram ponderados e representam todos os adultos dos EUA (com idade igual ou superior a 18 anos).

³Com base em uma pesquisa com 1.230 membros do Ashley Madison entre 7 e 17 de julho de 2019.  

Sobre Ashley Madison
O Ashley Madison é líder global em namoro casado com mais de 80 milhões de membros em todo o mundo desde 2002. Disponível em 45 países e 16 idiomas, a missão da empresa de oferecer aos adultos uma plataforma para se conectar discretamente a tornou o principal destino para affairs.


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

JANE AUSTEN É PRINCIPAL INSPIRAÇÃO PARA O FILME "PERDIDA"

No longa brasileiro, existem referências à "Orgulho e Preconceito" e outras obras da autora; a edição da obra da Landmark já vendeu mais de 150 mil exemplares 

Considerada a primeira romancista moderna da literatura inglesa, Jane Austen começou seu segundo romance, Orgulho e Preconceito, antes dos 21 anos de idade. Em 2023, o lançamento do filme “Perdida”, protagonizado por Giovanna Grigio, acompanha a jornada de Sofia, uma jovem que teme o amor e, na trama, é levada ao século XIX, época na qual se passam os romances de Austen.

O longa-metragem traz questões como a vida cotidiana da mulher tanto no século dezenove quanto atualmente por meio da determinação da protagonista para diversos assuntos, exceto o amor, tema no qual os únicos romances verdadeiros para Sofia são aqueles do universo de Jane Austen. Além disso, tanto o filme quanto o livro homônimo de Carina Rissi trazem referências especialmente à obra “Orgulho e Preconceito”.

O mais aclamado livro de Austen ganhou diversas versões no audiovisual, sendo a mais recente a versão de 2005, com interpretações de Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais, que ilustra a capa da edição bilíngue do livro lançado pela Landmark, a qual já vendeu mais de 150 mil exemplares e teve mais de 12 reimpressões.

“Orgulho e Preconceito” é tido como especial por transcender o preconceito causado pelas falsas primeiras impressões e adentrar na avaliação psicológica dos personagens. Assim, mostrando como o autoconhecimento, ou a falta dele, interfere nos julgamentos feitos com relação às outras pessoas, algo que também pode ser observado no filme “Perdida”. 

Por meio de uma escrita satírica, Austen revela certas posturas de seus personagens em situações cotidianas, nas quais os sentimentos deles devem ser decifrados por quem decide mergulhar na obra, visto que estão nas entrelinhas do texto. A escritora inglesa opta por expressar a discriminação de maneira sutil e perspicaz, transmitindo mensagens complexas com seu estilo espirituoso. 

O assunto principal da obra de Austen é abordado quando a autora menciona que um homem solteiro e afortunado deve ser o desejo de uma esposa. Dessa forma, a escritora faz três referências importantes: declara que o foco da trama são os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum e prepara o leitor para a dinâmica de jovens em busca de pretendentes. 

A partir disso, o romance retrata a relação entre a jovem Elizabeth Bennet (Lizzy) e o nobre Fitzwilliam Darcy na Inglaterra. Dentro disso, Mr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado e Lizzy inclusive desgosta dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. Então, o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, desse modo, retratando a sociedade e o papel contemplado nela pela mulher na época.

A força de Jane Austen na cultura pop
Jane Austen (1775-1817) é considerada uma das maiores figuras da literatura inglesa, ao lado de William Shakespeare, Charles Dickens e Oscar Wilde. Ela representa o exemplo de escritora, cuja vida protegida e recatada em nada reduziu o dramatismo da sua ficção. Nasceu na casa paroquial de Steventon, Inglaterra, onde o pai era sacerdote, vivendo a maior parte do tempo nesta região. 

A fama de Jane Austen perdura através de sete livros principais: Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814), Emma (1815), Persuasão (1818), Sanditon (1817) e A Abadia de Northanger (1818). Vista como uma das mulheres mais importantes da literatura, Austen já foi referenciada diversas vezes na cultura pop.

Ao menos dez adaptações foram feitas da obra “Orgulho e Preconceito”, desde releituras como a comédia “O Diário de Bridget Jones” (2001) ou a paródia “Orgulho, Preconceito e Zumbis” (2016) até versões mais fiéis a obra original como o filme citado anteriormente lançado em 2005 e a minissérie de seis episódios da BBC intitulada “Orgulho e Preconceito” (1995).

Outra obra bastante adaptada da autora é “Emma”, tendo como mais recente a versão de 2020 estrelada por Anya Taylor-Joy no papel principal. Também existe um paralelo entre Sofia de “Perdida” e a Emma de Jane Austen: a primeira teme o amor e a segunda não desejava se casar no começo da trama. “Emma” possui uma edição bilíngue da Landmark lançada este ano. Obras como Persuasão, Razão e Sensibilidade e Sanditon também já ganharam adaptações sejam como filmes ou séries. 

Além de adaptações, as referências à Austen na cultura pop são inúmeras. “Orgulho e Preconceito” foi até mesmo citado no live-action da Barbie lançado em 27 de julho deste ano e protagonizado por Margot Robbie. 

Austen já foi lembrada também na série Bridgerton, em Sex Education – ambas da Netflix –  e na novela “Orgulho e Paixão” da Globo. Agora, a autora é inspiração para o filme brasileiro. A escritora é tão conhecida que possui seu próprio fandom, nomeado “janeite”, termo cunhado em 1894 no prefácio de uma edição de “Orgulho e Preconceito” por George Saintsbury. 

A edição, bilíngue e em capa dura da Landmark, de diversas obras de Jane Austen podem ser adquiridas aqui.

Sobre a Landmark - A Editora Landmark vem desde sua criação desenvolvendo sua linha editorial com o intuito de trazer ao público-leitor brasileiro o acesso à boa literatura, seja ela nacional ou estrangeira. Deste modo, desenvolvemos linhas editoriais com textos e imagens que se complementam através de projetos elaborados especialmente para oferecer ao leitor cultura, entretenimento e momentos de lazer.

Estas linhas desenvolvidas apresentam-se em ficção brasileira, ficção estrangeira, crítica literária, ensaios sobre História e Filosofia, análise e apresentação de textos originais sobre os principais formadores da Sociedade Brasileira. Apresenta também novas versões, sempre em edições bilíngues, para grandes textos e obras da Literatura Universal, ampliando com isso a oportunidade do público brasileiro no acesso aos textos originais de grandes autores, muitas vezes esquecidos ou deixados em segundo plano, mas essenciais na formação do espírito crítico. Saiba mais em: editoralandmark.com.br


terça-feira, 21 de maio de 2019

AMOR À PRIMEIRA VISTA? ELTON JOHN CONHECE JOHN REID

 
FILME DA PARAMOUNT PICTURES ESTREIA NOS CINEMAS DIA 30 DE MAIO

A Paramount Pictures acaba de divulgar a cena de ‘Rocketman’ em que Elton John (Taron Egerton) conhece John Reid (Richard Madden), após sua primeira apresentação nos Estados Unidos. Reid foi empresário e também o primeiro amor de Elton. Dirigido por Dexter Fletcher, o longa é uma fantasia musical épica sobre a incrível história da carreira de Elton John. O filme mostra a fantástica jornada de transformação do tímido garoto e pianista prodígio Reginald Dwight no superstar internacional Elton John, uma das figuras mais icônicas da cultura pop. 

Além de Taron Egerton no papel de Elton John, o elenco estrelar conta com Jamie Bell, interpretando o compositor parceiro de longa data de Elton John Bernie Taupin, Richard Madden, como o primeiro empresário de Elton, John Reid, e Bryce Dallas Howard, como a mãe de Elton, Sheila Farebrother.

#Rocketmanofilme



ASSISTA AO TRAILER OFICIAL: https://www.youtube.com/watch?v=z7jSOLxCjhc&feature=youtu.be

Sobre a Paramount Pictures Corporation
A Paramount Pictures Corporation (PPC), uma importante produtora e distribuidora global de entretenimento filmado, é uma unidade da Viacom (NASDAQ: VIAB, VIA), casa de marcas globais famosas que cria emocionantes programas de televisão, filmes de longa-metragem, conteúdo de curta-metragem, apps, jogos, produtos de consumo, experiências nas mídias sociais e outros conteúdos de entretenimento para audiências de mais de 180 países.