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terça-feira, 14 de abril de 2026

DOCUMENTÁRIO INÉDITO RESGATA A MEMÒRIA DE MESTRE LEONILDO, GUARDIÃO DO FANDANGO E DA ALMA CAIÇARA

No mês que marca o segundo ano de falecimento de uma das figuras mais emblemáticas do litoral paranaense, a Cinemateca de Curitiba abre suas portas para a estreia de "Mestre Leonildo, sapateando e valseando a vida". O lançamento, que ocorre no dia 18 de abril, às 19h, celebra a trajetória de Leonildo Pereira: luthier, músico, poeta e um dos grandes baluartes do Fandango de Guaraqueçaba.

 

Com direção e roteiro de Geraldo Pioli, o documentário de longa-metragem é o resultado de um trabalho minucioso de captação e pesquisa que atravessou duas décadas. O filme não apenas documenta a musicalidade do litoral, mas mergulha na intimidade de um homem que transformava o que a Mata Atlântica lhe oferecia em arte. Leonildo não era apenas um executor; ele era o criador de seu próprio som, construindo rabecas e violas a partir de madeiras como cacheta, cajarana e canela.

 

"Ele era um computador de modas e versos", como definiu o músico Oswaldo Rios. O documentário revela como o Mestre, que aprendeu a tocar aos nove anos observando o pai e o avô, tornou-se um guardião de saberes ancestrais. Através de seus olhos, o espectador é conduzido pelo Rio dos Patos e pelas comunidades caiçaras, onde o fandango não era um "show", mas uma extensão do trabalho na roça e do pagamento de promessas a São Gonçalo.

 

A obra conta com a expertise de nomes renomados da música paranaense. A direção musical é assinada por Oswaldo Rios, com trilha original de Rogério Gulin (ambos do grupo Viola Quebrada), músicos que conviveram e registraram o legado de Leonildo em estúdio ainda nos anos 90. A montagem de Yanko del Pino e Frank de Castro sintetiza as mais de 200 horas de material digital em uma narrativa sensível e antropológica de 72 minutos.


O lançamento póstumo reforça a urgência de preservar as vozes das comunidades tradicionais. Além da exibição na capital paranaense, houve um pré-lançamento na UFPR-Litoral em Matinhos (novembro de 2025) e um lançamento especial em Guaraqueçaba no dia 11 de abril, em respeito e deferência ao território onde as mãos de Mestre Leonildo moldaram a madeira e o ritmo que define a identidade do litoral sul do Brasil.

 

SERVIÇO

Lançamento do documentário "Mestre Leonildo, sapateando e valseando a vida".

Quando: 18 de abril de 2026, às 19h.

Onde: Cinemateca de Curitiba – Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco.

 

SINOPSE

"Mestre Leonildo, sapateando e valseando a vida" é um documentário de longa metragem socioantropológico cultural, captado e finalizado em digital, ao longo de mais de 20 anos, que narra, através do fandango, num dos biomas de mata atlântica mais preservadas do Brasil, a relação de um autêntico caiçara que preserva toda sua ancestralidade, com seu modo de vida, sua relação com o meio ambiente e a arte. O filme busca mostrar a realidade de Leonildo Pereira, carismático tocador de rabeca, viola, conhecedor profundo das modas fandangueiras, batidas e valsadas, morador de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná, que alimenta o corpo com as coisas da terra e do mar, e a alma com a arte de construir instrumentos, com a dança e com a música.

 

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=k5cGuvUXBDs 

 

FICHA TÉCNICA RESUMIDA

Direção e Roteiro: Geraldo Pioli

Produção: Carla Pioli

Diretor Musical: Oswaldo Rios

Trilha Original: Rogério Gulin

Edição/Montagem: Yanko del Pino e Frank de Castro

Duração: 72 minutos

Apresentação: Pioli Produções e Cooperativa Cinema & Mídias Digitais

 

Nota ao Editor:

O projeto é uma realização da Pioli Produções em parceria com a Cooperativa Cinema & Mídias Digitais. A produção foi viabilizada por meio da Lei Paulo Gustavo, com recursos do Ministério da Cultura – Governo Federal, e apoio da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, via Cultura Paraná e PrFilm Commission.

 

Imagens:

Cartaz oficial - lançamento Curitiba (PR)

Foto: Leonildo Pereira - Cenas do filme - reprodução

Crédito Fotos: da produção - Reprodução

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

CURTA! VAI EXIBIR O DOCUMENTÁRIO INÁDITO "ISRAEL, UMA TERRA DUPLAMENTE PROMETIDA"


'Israel, Uma Terra Duplamente Prometida' que estreia nesta sexta, 13, no Curta! A primeira parte já está no CurtaOn

Cena do documentário 'Israel, Uma Terra Duplamente Prometida' (Divulgação: Curta!)

Para entender a disputa: inédito exclusivo, documentário 'Israel, Uma Terra Duplamente Prometida' estreia nesta sexta, 13, no Curta!

PRIMEIRO EPISÓDIO DA PRODUÇÃO ESTÁ DISPONÍVEL GRATUITAMENTE NO CURTAON - CLUBE DE DOCUMENTÁRIOS

As disputas entre israelenses e palestinos pelo território onde hoje está o Estado de Israel e a Palestina se arrastam por mais de um século. A guerra que acaba de ser deflagrada é resultado disso. O documentário inédito e exclusivo “Israel, Uma Terra Duplamente Prometida”, que estreia no Curta! nesta sexta-feira,13, às 23h, é dividido em duas partes e aborda as origens desse confronto — desde quando ainda era apenas uma animosidade —, as consequências das duas guerras mundiais e chega a meados do século XX, quando as relações se tornam insustentáveis entre ambas as partes. Produzido pela Arte France e pela Roche Productions e dirigida por William Karel e Blanche Finger, o filme já pode ser assistido no CurtaOn - Clube de Documentários, a primeira parte está disponível gratuitamente na Pasta Degustação da ClaroTv+, o antigo NOW.

Para falar sobre esse conturbado recorte histórico, a produção traz historiadores e demais especialistas israelenses e palestinos. As primeiras cenas mostram a Assembleia da ONU que decidiu pela divisão da Palestina em dois estados, a serem controlados por árabes e judeus. Em seguida, o documentário volta no tempo para contar o começo dessa história, quando o jornalista austro-húngaro Theodor Herzl, diante do avanço do antissemitismo na Europa, publica, em 1896, o livro “O Estado Judaico” (“Der Judenstaat”). Para ele, se o povo judeu possuísse um território próprio, seria visto de forma mais igualitária e o antissemitismo entraria em declínio. Theodor Herzl é considerado o fundador do movimento sionista, que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e a criação de um Estado próprio.

Décadas após a chegada dos primeiros judeus à Palestina, em assentamentos do século XIX, ocorre a Primeira Guerra Mundial e a derrota do Império Otomano. Territórios no Oriente Médio foram divididos entre as potências vencedoras, e a Inglaterra passa a dominar a Palestina e a declara como “lar” dos judeus, aumentando as tensões locais.

Outro argumento importante abordado nesta primeira parte do documentário é a consideração do Holocausto como a confirmação de que os sionistas teriam razão. “Um povo sem um país é um povo que é conduzido como ‘animais ao matadouro’”, diz o historiador israelense Elie Barnavi. Após esse acontecimento nefasto para os judeus, os países que compunham a ONU no pós-guerra formaram maioria para a criação do Estado de Israel. Os judeus comemoraram sem saber que, naquele momento, começaria um período violento e de grande turbulência política na região. O tema ganha abordagem na segunda parte do documentário.

“Israel, Uma Terra Duplamente Prometida” estreia no Curta! na Sexta da Sociedade, 13 de outubro, às 23h. O segundo episódio vai ao ar dia 20, no mesmo horário. No CurtaOn – Clube de Documentários - está disponível na Claro TV+ e em CurtaOn.com.br. Novos assinantes do site têm sete dias de degustação gratuita.

E, com o intuito de ampliar o debate sobre o assunto, o Curta! exibe nas duas sextas-feiras subsequentes, 27 de outubro e 3 de novembro. a série “Israel/Irã/EUA, A Longa Guerra”, com direção de Vincent De Cointet.

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 13/10 (Parte 1: 1897 - 1947); 20/10 (Parte 2: 1948 - 1967)

23h – “Israel, uma terra duplamente prometida” (Série em duas partes) - INÉDITO

14 de Maio de 1948. Israel declara independência. Para alguns, o sonho se tornou realidade. Para outros, permanece um antigo conflito. A série retorna à gênese do confronto no Médio Oriente e analisa este momento crucial da história contemporânea: dos projetos iniciais de Theodore Herzl ao turbulento nascimento do Estado; a guerra árabe-israelense de 1948 até a Guerra dos Seis Dias de 1967. Direção: William Karel e Blanche Finger. Duração: 52 min. Classificação: 10 anos. 

PROMO: https://youtu.be/IxQNmdh87f0

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/19zTBmZmcY8l5F032bHIjHgz3T8wKWCZu?usp=sharing 


Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 27/10 (Nas Origens do Confronto); 03/11 (Diálogo ou Guerra)

23h – “Israel/Irã/EUA, A Longa Guerra” (Série em duas partes) 

Assassinatos, bombardeios e ataques militares não identificados estão se acumulando em todo o Oriente Médio. A "guerra secreta" entre Irã e Israel pode se transformar em um grande confronto regional, se não global? Os dois países são hoje, potências dominantes do Oriente Médio. O conflito entre eles se agrava quando Trump decide deixar o acordo nuclear. Esse documentário em duas partes faz uma retrospectiva dos 40 anos que seguiram a revolução islâmica no Irã, a invasão israelense do Líbano, a guerra civil na Síria, no intuito de oferecer chaves pertinentes para compreender o Oriente Médio na atualidade. Os dois países são hoje, potências dominantes do Oriente Médio. O conflito entre eles se agrava quando Trump decide deixar o acordo nuclear. Esse documentário em duas partes faz uma retrospectiva dos 40 anos que seguiram a revolução islâmica no Irã, a invasão israelense do Líbano, a guerra civil na Síria, no intuito de oferecer chaves pertinentes para compreender o Oriente Médio na atualidade. Direção: Vincent De Cointet. Duração: 52 min. Classificação: 16 anos. 

PROMO: https://youtu.be/hpyKBdMv9DE

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1KeE3v7B_cNjcSySjjSeT9QOPVIR76LCN?usp=sharing 

Sobre o Grupo Curta! 

O Grupo Curta! tem como missão a difusão de conteúdos audiovisuais relevantes nas áreas de artes e de humanidades, sejam brasileiros ou estrangeiros, através da TV linear (canal Curta!), de plataformas de streaming, de operadoras de telecom e da internet. A curadoria de conteúdos é, portanto, o motor central do grupo e foi uma das que mais aprovaram projetos originais para financiamento da produção pelo Fundo Setorial do Audiovisual: mais de 125 longas documentais e 872 episódios de 77 séries, que chegam ao público em primeira mão através de suas janelas de exibição:

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

DOCUMENTÁRIO INÉDITO INVESTIGA IMPACTOS DO CONSUMO DE REDES SOCIAIS NO CÉREBRO

 

Cena do documentário ‘Dopamina - Os Efeitos das Redes Sociais no Cérebro’ (Divulgação: Curta!)


O FILME REVELA QUE BRASILEIROS FICAM, EM MÉDIA, 5 HORAS E 30 MINUTOS POR DIA NAS TELAS DOS SMARTPHONES — MAIS DE UM TERÇO DO TEMPO EM QUE ESTAMOS ACORDADOS

Em um mundo cada vez mais acelerado, os smartphones se tornaram uma extensão de nós mesmos, proporcionando acesso instantâneo a uma infinidade de conteúdos. As redes sociais, em particular, têm um poder magnético graças aos reforços intermitentes habilmente incorporados em nossas experiências digitais. Para jogar luz sobre o tema, o documentário científico inédito “Dopamina - Os Efeitos das Redes Sociais no Cérebro”, a ser exibido com exclusividade no Curta!, parte de pesquisas e depoimentos com especialistas e questiona, com humor, nossos hábitos e comportamentos relacionados aos aplicativos. A direção é de Léo Favier, com produção da ARTE France e da Les Bons Clients.

Laurent Madelain, especialista em comportamento humano, nos explica como esses reforços moldam nossas interações com os aplicativos. “Quando somos recompensados de forma imprevisível, seja com likes, mensagens ou descobertas inesperadas, nosso cérebro entra em um estado de antecipação. A incerteza dessas recompensas cria um loop vicioso, onde nos sentimos compelidos a rolar o feed em busca de mais gratificação”, explica.

Outros especialistas narram que, com o tempo, esse padrão de comportamento se transforma em hábito. A motivação inicial de receber recompensas é substituída pela rotina diária. Ao entrar no metrô ou esperar em uma fila, nosso cérebro automaticamente recorre ao telefone, sem pensar na possível recompensa. É como se a própria situação se tornasse um gatilho para o uso do smartphone.

No entanto, esse hábito não é impulsionado apenas pelas recompensas imediatas. Mesmo que elas se tornem escassas ou inexistentes, ainda continuamos rolando o feed em busca de algo interessante. Essa busca incessante por estímulos novos e agradáveis é alimentada pela memória de experiências passadas e pela esperança de que algo valioso esteja à espreita nas próximas rolagens.

O resultado é um fenômeno crescente: passamos cada vez mais tempo em nossos smartphones, muitas vezes sem perceber a quantidade de horas que se acumulam ao longo do dia. O longa apresenta dados, revelando que na França e na Alemanha o tempo de tela já chega a 3h30 diárias, um aumento significativo em relação a alguns anos atrás. Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa as 4 horas, superando o tempo gasto assistindo televisão. E, no Brasil, atinge impressionantes 5h30, mais de um terço do tempo em que estamos acordados.

O documentário também levanta questionamentos no que se refere a essa conexão contínua com nossos dispositivos. “Estamos aproveitando ao máximo nosso tempo de forma produtiva? Ou estamos nos perdendo em um ciclo vicioso de hábitos digitais? É essencial refletirmos sobre nosso uso de smartphones e redes sociais, reconhecendo a importância de estabelecer um equilíbrio saudável entre a tecnologia e o mundo real”, questiona.

Embora as redes sociais proporcionem valiosas conexões e oportunidades, os profissionais entrevistados garantem que é crucial que sejamos mais conscientes sobre nossos comportamentos digitais. Ao estarmos cientes dos efeitos dos reforços intermitentes e dos hábitos que criamos, podemos fazer escolhas mais informadas e construtivas em nosso relacionamento com a tecnologia. Afinal, o poder de moldar nossas experiências digitais está em nossas mãos.

"Dopamina - Os Efeitos das Redes Sociais no Cérebro” pode ser assistido também no Curta!On – Clube de Documentários, disponível na Claro TV+ e em CurtaOn.com.br. Novos assinantes inscritos pelo site têm sete dias de degustação gratuita de todo o conteúdo. A estreia é na Sexta da Sociedade, 25 de agosto, às 23h.

A atriz Fernanda Montenegro no espetáculo 'A Moratória' em episódio da série 'Companhias do Teatro Brasileiro' (Frame/divulgação: Curta!)

Episódio inédito de ‘Companhias do Teatro Brasileiro’ enfoca a Cia. Maria Della Costa, por onde passaram Fernanda Montenegro, Rosamaria Murtinho e Nicette Bruno

Marco da cena teatral nacional, a Cia. Maria Della Costa contou, ao longo de sua existência, com expressivos nomes, entre autores, diretores e atores. O quinto episódio da série inédita "Companhias do Teatro Brasileiro", que vem sendo exibida com exclusividade no Curta!, se dedica a relembrar sua história encerrada em 1974, depois de 30 anos de existência. A produção é da Camisa Listrada e tem direção de Roberto Bomtempo. 

Juca de Oliveira, Nicette Bruno, Monah Delacy, Rosamaria Murtinho e Emiliano Queiroz são alguns dos entrevistados ao lado do pesquisador Daniel Marano, da historiadora e crítica teatral Tânia Brandão e do crítico teatral José Centro Filho. Ilustrado com fotos e imagens da época, entrevistas inéditas e de acervo, o episódio começa com Maria Della Costa relembrando a mudança para o Rio de Janeiro com a mãe, perseguindo o sonho de ser artista. 

Filha de imigrantes italianos, Maria Della Costa atuou pela primeira vez como showgirl no Cassino Copacabana e sua estreia no teatro se deu com a peça “A Moreninha”, ao lado de Bibi Ferreira, considerada uma das maiores atrizes brasileiras. A historiadora e crítica teatral Tânia Brandão destaca a beleza da jovem Maria Della Costa, que chegou a estampar a “Revista do Globo”, de Porto Alegre. Em entrevista de acervo, a atriz comentou essa característica: “A beleza me atrapalhou muito. Quando eu comecei, era realmente uma mulher muito bonita. E como se diz na gíria, fui cantada por muitos homens importantes do nosso Brasil; muitos presidentes e governadores. Mas sempre fui muito íntegra, eu subi degrau por degrau. E isso que é importante de dizer e que faço questão de dizer”. 

Ela se casou com o português Fernando de Barros e se mudou para Portugal para estudar no Conservatório de Lisboa. Tânia relembra que ela não chegou a concluir o curso: “quando volta ao Rio, impressiona uma outra figura muito destacada no teatro, que é Ziembinski, o diretor. Então ela é chamada para participar, no Rio, da tentativa de profissionalização do grupo Os Comediantes”. 

O grupo Os Comediantes provoca uma revolução teatral em 1943, ao encenar "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues. Maria Della Costa é convidada por eles a participar da peça “A Rainha Morta”, e conhece Sandro Polloni, com quem acabaria se casando. Com o fim d’Os Comediantes, eles criam o Teatro Popular de Arte, que viria a se tornar mais tarde a Cia. Maria Della Costa

Segundo o pesquisador e ator Daniel Marano, a companhia opta por um trabalho que une alto nível artístico e alcance popular, montando produções ousadas como "O Anjo Negro", "Teresa Raquin", "A Prostituta Respeitosa" e "Tobacco Road", todas encenadas no Teatro Fênix, no centro do Rio. 

A atriz Nicette Bruno, que participou da montagem de “O Anjo Negro”, em 48, lembra em entrevista inédita a chegada à companhia de outro nome importante: Itália Fausta. “Tinha uma voz que dominava qualquer espaço. Quando eu fui fazer “O Anjo Negro”, com a Maria Della Costa, na entrada dela (Itália), a primeira palavra era ‘maldição’, que ecoava no cenário, no teatro... Era uma coisa de uma força... que eu me tremia ao passar perto dela”. 

Na virada dos anos 50, ao perceberem que São Paulo se tornara uma potência no consumo e criação de cultura, Maria Della Costa e Sandro Polloni transferem a companhia para a cidade. A proposta era construir uma sede própria e manter um elenco permanente. Para a estreia da casa trazem da Itália o diretor Gianni Ratto que ficaria à frente de vários espetáculos de sucesso. Com o “O Canto da Cotovia”, Maria Della Costa recebeu o prêmio Saci, de melhor atriz. Em outro momento, ela renuncia a um papel na peça "A Moratória", em 1955, para dar espaço a um novo talento: Fernanda Montenegro.

A saída de membros notáveis da companhia como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Sérgio Britto e o diretor Giacomo Ratto, obriga a uma reformulação, e Maria Della Costa convida o diretor Flamino Bollini Cerri, integrante do Teatro Brasileiro de Comédia. Com ele, realizam espetáculos como “A Casa de Bernarda Alba”, “Rosa Tatuada”, “Moral em Concordata” e “A Alma Boa de Setsuan”, primeira montagem brasileira profissional do consagrado dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Rosamaria Murtinho se integra à companhia nesta época, chegando a excursionar no exterior.

Outros grandes nomes que passaram pela Cia. Maria Della Costa foram os diretores Plínio Marcos, Gianfrancesco Guarnieri e Antunes Filho. Em “Bodas de Sangue”, de Antunes Filho, Maria Della Costa faz par romântico com Ney Latorraca. É de Antunes também, em 1974, a última montagem: “Tome conta de Amèlie”. A falta de recursos para manter a companhia torna inviável sua continuidade.

A série "Companhias do Teatro Brasileiro" foi viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). São 15 episódios e, após "Cia. Maria Della Costa”, serão exibidos "Teatro Brasileiro de Comédia", "Teatro de Arena", "Teatro Oficina", "Grupo Opinião", "Teatro Ipanema", "Asdrúbal Trouxe o Trombone", "Teatro dos Quatro", "Companhia Estável de Repertório", "Grupo Macunaíma" e "Grupo Galpão". 

"Cia. Maria Della Costa” também pode ser assistido no Curta!On – Clube de Documentários, disponível na Claro TV+ e em CurtaOn.com.br, a partir da quarta-feira, dia 23. Novos assinantes inscritos pelo site têm sete dias de degustação gratuita de todo o conteúdo. A estreia do episódio é na Terça das Artes, 22 de agosto, às 23h30.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 21/08

22h20 – “Alceu - Na Embolada do Tempo” (Documentário)

“Nunca tive um ídolo! Pronto, acabou! Nem Luiz Gonzaga foi meu ídolo, ele foi uma referência”. A afirmação vem da boca do próprio artista que dá nome a este documentário. Produzido pela TVZero com exclusividade para o Curta!, o filme, dirigido por Paola Vieira (de “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana”), viaja pelos 45 anos de carreira do cantor e compositor: da infância na cidade de São Bento do Una, no agreste pernambucano, passando pelo início da carreira como músico profissional pela incorporação de influências da cultura popular, até culminar em seu estrelato, com o sucesso de suas canções, shows em diversas partes do mundo e aparições na televisão. A produção e as reflexões de Alceu são apresentadas através de canções, depoimentos, vasto material de arquivo e imagens recentes — a equipe do documentário o acompanhou em uma maratona de shows ao longo de 2018. Direção: Paola Vieira. Duração: 86 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 22 de agosto, terça-feira, às 02h20 e às 16h20; 23 de agosto, quarta-feira, às 10h20; 26 de agosto, sábado, às 22h20; 27 de agosto, domingo, às 16h10.

PROMO: https://youtu.be/BxlQwvT56Hs

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1h4lrs82Ef2uDlC9oRq5LK-7JXrPCbeGw?usp=sharing 

Terça das Artes (Visuais, Cênicas, Arquitetura e Design) – 22/08

23h30 – “Companhias do Teatro Brasileiro” (Série) - Episódio: “Cia. Maria Della Costa” - INÉDITO

A Cia. Maria Della Costa foi um grande projeto do teatro brasileiro moderno. Rompendo com o teatro tradicional, mais conservador, a atriz Maria Della Costa levou grandes autores e diretores para sua Cia., criando um dos melhores repertórios do teatro brasileiro. Direção: Roberto Bomtempo. Duração: 26 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 23 de agosto, quarta-feira, às 03h30 e às 17h30; 24 de agosto, quinta-feira, às 11h30; 26 de agosto, sábado, às 18h30; 27 de agosto, domingo, às 08h30.

PROMO: https://youtu.be/riviBVPCKXs 

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1JDQ1B_P8XJJGfsMcnZBabT1I_KyDPbcV?usp=sharing

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 23/08

23h – “Viagem Através do Cinema Francês” (Série) - Episódio: “Os Esquecidos” - INÉDITO

O cineasta Bertrand Tavernier investiga os grandes diretores, atores, escritores, compositores e diretores de fotografia do cinema francês. Neste episódio, são analisados os estilos e a obra dos diretores Raymond Bernard, Maurice Tourneur, René Clair, Jean Boyer. Direção: Bertrand Tavernier. Duração: 52 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 24 de agosto, quinta-feira, às 03h e às 17h; 25 de agosto, sexta-feira, às 11h; 26 de agosto, sábado, às 13h; 27 de agosto, às 18h.

PROMO: https://youtu.be/9A7f3RQdoi0

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1qI8SS2N8nT7J5SBL2WXxss_xy-lx4uT-?usp=sharing 

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 24/08

19h30 – “Caminhos dos Orixás” (Série) - Episódio: “Ossain - o princípio ativo das folhas” - INÉDITO

A água, o vento, o sol, toda a natureza é sagrada para os Yorùbás. Dentro do candomblé, as folhas são elementos primordiais para o acontecimento do culto. Porque é através da magia terapêutica das folhas que o axé acontece. Ossain é o orixá que traz o princípio ativo das folhas e as usa para curar. Ko sí Ewé, Ko sí Orisa (Sem folha, não há Orixá)! Direção: Betse de Paula. Duração: 26 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 25 de agosto, sexta-feira, às 05h30 e às 13h30; 26 de agosto, sábado, às 07h30 e às 20h30; 27 de agosto, domingo, às 10h30.

PROMO: https://youtu.be/hGM3rmCc1bQ

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1m2x1_SsSO59dIffoLBUmwMrJi5-R_omi?usp=sharing 

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 25/08

23h – “Dopamina - Os Efeitos das Redes Sociais no Cérebro” (Documentário) - INÉDITO

Facebook, WhatsApp, Instagram, Tiktok... O que acontece em nosso cérebro para que consultemos compulsivamente esses aplicativos sociais? Bem-vindo ao mundo da dopamina, uma molécula que a indústria de tecnologia sequestrou para melhor capturar nossa atenção e nos tornar cada vez mais viciados. Direção: Léo Favier. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 26 de agosto, sábado, às 03h e às 16h30; 27 de agosto, domingo, às 22h.

PROMO: https://youtu.be/273aGxZlXLI

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1iejVpm0oqcTeOE_XfyqHjABVwyGhUakv?usp=sharing

Sábado, 26/08

20h – “Balanço Black” (Série) - Episódio: “Legado”

A chegada da disco music termina com o movimento soul brasileiro. Surge o disco funk, de Kool and The Gang, e, no Brasil, Lady Zu e o eterno Tim Maia. E aparece tardiamente uma verdadeira soul woman brasileira: Sandra de Sá. A chegada da cultura hip hop e as expressões musicais atuais que se originaram do soul, como o funk carioca e o rap. Direção: Flávio Frederico. Duração: 26 min. Classificação: 12 anos. Horário alternativo: 27 de agosto, domingo, às 10h.

PROMO: https://youtu.be/EsQizqT9SfQ

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1U0GCYqW0fsc-ZGsVrtb75FJlQKKwb0SE?usp=sharing 

Domingo, 27/08 

23h – “Guignard: Mundo sem chão” (Documentário)

Em 2022, quando se completaram 60 anos da morte do pintor Alberto da Veiga Guignard, o diretor Marcos Guttmann reuniu especialistas em arte, colecionadores e ex-alunos para descreverem a importância e a atualidade de sua arte, além dos tormentos e paradoxos da vida do artista. Direção: Marcos Guttman. Duração: 52 min. Classificação: Livre.

PROMO: https://youtu.be/aU_LOU47uqE

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1L1ILtbPdzM8JLAeGNKyUNOCsYqGA85rV?usp=sharing