Nascido em São Paulo, e radicado no Rio, o português Sérgio Tréfaut (“Raiva”) apresenta seu novo longa, A NOIVA,
na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece entre
20 de Outubro e 2 de Novembro. Essa será a première brasileira do filme,
que teve sua primeira sessão no Festival de Veneza na seção Horizontes,
deste ano. O
filme é protagonizado pela estreante Joana Bernardo, como uma
adolescente europeia que foge de casa para se casar com um guerrilheiro
do Daesh, e se torna uma noiva da Jihad. Anos mais tarde, vivendo num
campo de prisioneiros no Iraque, tem três filhos e está grávida
novamente, enquanto aguarda seu julgamento pelos tribunais iraquianos. “Estive
no Iraque pela primeira vez em 2012, pouco depois que as tropas
americanas deixaram o país, e uma guerra sangrenta acontecia. Bombas
explodindo, milhares de pessoas morrendo. Eu planejava fazer um
documentário, mostrando como era pura hipocrisia a teoria americana de
que eleições e mídia livre trariam paz ao país. O filme, no entanto, não
aconteceu quando o ISIS (Estado Islâmico) tomou o poder, e ocuparam
Mossul”, explica o cineasta. O impressionante número de europeus que se uniram ao Daesh chamou a atenção de Tréfaut, que começou a trabalhar no roteiro de A NOIVA.
No longa, o diretor, com sua vasta experiência como documentarista,
assume um olhar isento sobre sua protagonista, que muda seu nome para Um
ao fugir de Portugal para Mossul. “É
uma alegria muito grande lançar o filme na Mostra de São Paulo, que já
exibiu diversos trabalhos meus. E é importante levar esse longa para o
público brasileiro, discutindo um tema de relevância mundial”, diz o diretor. O
elenco ainda inclui a espanhola Lola Dueñas (“Volver”) e o português
Hugo Bentes (“Raiva), além de Hussein Hassan Ali e Saman Mustefa. A
equipe artística conta com o diretor de fotografia João Ribeiro (“O ano
da morte de Ricardo Reis”); Rowal Gelal, assina a trilha sonora, e Pedro
Filipe Marques (“As mil e uma noites – Volumes 1, 2 e 3”), assina a
montagem. A NOIVA
foi rodado no Iraque, em 2020, durante a pandemia de Covid 22. Com uma
equipe de locais e profissionais de vários países e nacionalidades. |
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