Mostrando postagens com marcador Caixa Cultural Curitiba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caixa Cultural Curitiba. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de julho de 2026

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA MOSTRA RETROSPECTIVA RUY GUERRA COM GRANDE PARTE DA OBRA

Entre os dias 12 e 23 de agosto, o público poderá assistir a quase sete décadas da trajetória do diretor que completa 95 anos em 2026. Programação reúne 17 longas-metragens, dois documentários sobre ele, filme inédito em Curitiba, obra restaurada em 4K e master class com o cineasta                                                                                    Velho Ruy (1).jpg.jpeg

Ruy Guerra, um dos maiores cineastas brasileiros e um dos fundadores do Cinema Novo, estará em Curitiba para participar da Mostra Retrospectiva Ruy Guerra, na CAIXA Cultural. Além de acompanhar a programação, o diretor participa de uma coletiva de imprensa e ministra uma master class no dia 14 de agosto.                                                                                                Foto: Kaio Caiazzo /Amuleto Filmes. 

Poucos realizadores marcaram tão profundamente a história do cinema brasileiro quanto Ruy Guerra. Um dos fundadores do Cinema Novo, parceiro de nomes como Gabriel García Márquez, Chico Buarque, Edu Lobo e Milton Nascimento, o cineasta chega aos 95 anos mantendo o mesmo entusiasmo criativo que o tornou uma das figuras mais importantes da cultura brasileira.

Para celebrar essa trajetória, a CAIXA Cultural Curitiba apresenta, entre 12 e 23 de agosto, a Mostra Retrospectiva Ruy Guerra, que reúne quase toda a filmografia do diretor. Ao longo de doze dias serão exibidos 17 longas-metragens, além de dois documentários dedicados à sua vida e obra, oferecendo ao público uma rara oportunidade de acompanhar quase sete décadas de produção cinematográfica em uma única programação.

A retrospectiva contempla desde o longa de estreia, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), produção mais recente do diretor que encerra a chamada "Trilogia dos Fuzis", iniciada com Os Fuzis (1964) e continuada por A Queda (1978). Também integra a programação o raríssimo Ternos Caçadores (1969), recentemente restaurado em resolução 4K e exibido novamente após muitos anos fora de circulação.

Além das sessões, o público poderá participar, no dia 14 de agosto, às 19h30, de uma masterclass conduzida pelo próprio Ruy Guerra, que abordará a construção artística e política da trilogia formada por Os Fuzis, A Queda e A Fúria, obras que atravessam seis décadas de história brasileira por meio de um mesmo personagem.  

A programação inclui ainda o lançamento de um catálogo digital com uma extensa entrevista inédita concedida pelo cineasta ao curador e organizador da mostra, Aristeu Araújo, oferecendo ao público um panorama de sua trajetória artística, suas influências literárias e seu pensamento sobre cinema.

"Sempre tive uma paixão muito grande pela palavra. Queria ser escritor antes de ser cineasta. O cinema acabou sendo o caminho possível para contar histórias, mas continuo lendo o dicionário todos os dias como quem lê um romance. A palavra continua sendo o centro de tudo o que faço", afirma Ruy Guerra.

Nascido em Moçambique, durante o período colonial português, Guerra estudou cinema em Paris no momento em que surgia a Nouvelle Vague francesa. Chegou ao Brasil em 1958 trazendo uma sólida formação cinematográfica e participou da fundação do Cinema Novo ao lado de Glauber Rocha, Cacá Diegues e outros realizadores que transformaram definitivamente a linguagem do cinema nacional.

Ao longo de quase 70 anos de carreira, construiu uma filmografia marcada pelo compromisso político, pela experimentação estética e pela constante aproximação com a literatura. Adaptou obras de Gabriel García Márquez, Chico Buarque e Antonio Callado, escreveu peças, poemas e letras de músicas interpretadas por grandes nomes da MPB, consolidando uma produção artística que ultrapassa as fronteiras do cinema.

Segundo o curador da mostra, Aristeu Araújo, a retrospectiva representa uma oportunidade rara para compreender a dimensão da obra do diretor.

"É uma oportunidade única para o público acompanhar praticamente toda a trajetória de Ruy Guerra e perceber como sua obra dialoga com diferentes momentos da história do Brasil e do mundo. Ele recebeu com entusiasmo o projeto e está muito animado em reencontrar o público em Curitiba."

A realização da retrospectiva também exigiu um extenso trabalho de pesquisa e preservação do patrimônio audiovisual brasileiro. Muitas obras de Ruy Guerra sobreviveram apenas em materiais deteriorados ou com cópias de difícil acesso, tornando a organização da mostra um verdadeiro trabalho de arqueologia cinematográfica.

"Grande parte da história do cinema brasileiro enfrenta sérios desafios de preservação. Reunir esta retrospectiva significou localizar materiais espalhados em diferentes acervos, avaliar inúmeras versões e buscar sempre a melhor cópia disponível para cada filme. Tivemos um trabalho cuidadoso de garimpo para oferecer ao público exibições com a melhor qualidade possível", destaca Aristeu Araújo.

Entre os destaques da programação está justamente Ternos Caçadores, produção francesa realizada em 1969 que permaneceu durante décadas praticamente inacessível ao público brasileiro e que agora retorna às telas em versão restaurada em 4K. Outro momento especial será a exibição de A Fúria, lançado recentemente e ainda pouco visto pelo público, encerrando uma trilogia iniciada há mais de sessenta anos.

Além dos longas de ficção, a mostra exibe os documentários Tempo Ruy (2021), dirigido por Adilson Mendes, e O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, que ampliam o olhar sobre o pensamento e o processo criativo do cineasta.

Mesmo aos 95 anos, Ruy Guerra continua desenvolvendo novos projetos e mantém o humor característico ao falar sobre o futuro.

"Decidi que vou viver até os 117 anos. Até os 100 ainda quero fazer cinema. Depois disso pretendo voltar ao meu primeiro amor, que sempre foi a literatura."

A retrospectiva reafirma a importância de um artista cuja obra permanece atual ao discutir desigualdade, violência, poder, liberdade e justiça social, temas que atravessam diferentes períodos da história brasileira e continuam provocando reflexão nas novas gerações.

Curadoria                                                                                                                                                          Aristeu Araújo é cineasta, com passagens pelo teatro e pela literatura. Graduado em Cinema pela UFF e em Jornalismo pela UFRN, já fez curadoria de dezenas de mostras cinematográficas, dirigiu doze curtas e montou cerca de 40 filmes, entre longas e curtas. Atua no cinema principalmente como montador, assinando as edições dos longas "Mães do Derick”, de Cássio Kelm (Prêmio de Melhor Montagem no 14º For Rainbow), e “A Mesma Parte de Um Homem”, de Ana Johann (finalista no Prêmio Abcine de Melhor Montagem de Ficção). No momento trabalha na montagem de "1989", dirigido por Juliana Sanson, e está finalizando seu primeiro longa, o filme "A Ponte".                                                                                  GM_retrato_aristeu_-20-1.JPG.jpeg

Aristeu Araújo, cineasta, montador e curador da Mostra Retrospectiva Ruy Guerra, assina a seleção de filmes e a pesquisa que reuniu grande parte da obra do diretor em uma programação inédita na CAIXA Cultural Curitiba.     Foto: Gibran Mendes.

Serviço 
Mostra Retrospectiva Ruy Guerra
Quando: 12 a 23 de agosto de 2026
Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 -Centro)
Capacidade máxima: 123 lugares + 02 espaços para cadeirantes      
 Ingresso:  Gratuito
               Retirada de ingressos 60 minutos antes de cada sessão, na   
                  bilheteria do teatro.
                  Verifique a classificação indicativa de cada filme.


Master class com Ruy Guerra
Quando: 14 de agosto
Horário: 19h30
Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro)
Tema: A Trilogia dos Fuzis (Os Fuzis, A Queda e A Fúria)
Ingresso: Gratuito
Classificação: 14 anos
*Este projeto foi viabilizado com patrocínio da CAIXA.
 

Mais informações:  

CAIXA Cultural Curitiba

www.caixacultural.gov.br

Telefone: 4501 8222

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

CAIXA CULTURAL CURITIBA RECEBE MOSTRA HISTÓRICA EM CELEBRAÇÃO AOS 35 ANOS CO FESTIVAL DO MINUTO

        Mostra histórica em celebração aos 35 anos do Festival do Minuto

Programação gratuita reúne mais de 170 vídeos-minutos de diferentes países e destaca a diversidade do audiovisual de curta duração

  
A Mostra Histórica traz um conjunto de obras produzidas entre os anos de 1991 e 2025, com um recorte técnico e formal sobre o vídeo em formato mais condensado
(Créd. Reprodução) 

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, de 16 a 21 de junho, a Mostra Histórica do Festival Permanente do Minuto, em uma programação comemorativa e alusiva aos 35 anos de um dos mais tradicionais festivais audiovisuais do país. A iniciativa, idealizada pelo cineasta e curador Marcelo Masagão, reúne mais de 170 vídeos-minuto produzidos por profissionais e entusiastas de vários países, e propõe a exibição de vídeos em formato condensado, que escapam à lógica tradicional da narrativa cinematográfica.

Com entrada totalmente gratuita a programação conta com cinco mostras: a Mostra Histórica, a Mostra Paraná, a Mostra No Meio do Caminho, a Mostra Linguagem e finalmente a Mostra Melhores Minutos de 2025, que terá estreia em Curitiba antes de seguir para difusão em demais equipamentos culturais e educacionais pelo Brasil. As obras revelam um panorama da evolução da linguagem do vídeo curto e suas possibilidades expressivas. 

Confira os detalhes das mostras
A Mostra Histórica traz um conjunto de obras produzidas entre os anos de 1991 e 2025, com um recorte técnico e formal sobre o vídeo em formato mais condensado, como motivo de experimentação, síntese e inventividade. São ao todo 35 trabalhos originados de sete países. A classificação é 16 anos.

Já a Mostra Paraná conta com 31 vídeos, produzidos entre 2006 e 2025, de produção paranaense e presente no acervo do Festival do Minuto. São obras originárias de cidades como Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Curitiba. A classificação é 14 anos.

A Mostra Melhores Minutos 2025 é composta por 52 vídeos-minutos produzidos no último ano de diversas regiões do Brasil e do mundo. A classificação é 16 anos.

Para que tem interesse em temas como natureza, sustentabilidade e a relação humano-habitat, a Mostra No Meio do Caminho se faz uma opção de participação, com 25 vídeos produzidos entre 1991 e 2025 com a reflexão “Para onde caminhamos?”. A classificação é 12 anos.

Os interessados na temática linguagem poderão acessar a Mostra Linguagem, que compõe 37 vídeos-minutos, produzidos entre 1993 e 2024, os quais abordam a construção e metodologia de linguagem. A classificação é livre.

 
Festival Permanente do Minuto:
Criado em 1991, o Festival do Minuto é pioneiro no formato de vídeos com até 60 segundos, reunindo produções de amadores e profissionais e acompanhando a evolução das tecnologias, da linguagem audiovisual e diferentes formas de consumo de conteúdo, ao longo de mais de três décadas.

A programação reforça o compromisso da CAIXA com o acesso à cultura e o incentivo à produção audiovisual, promovendo a difusão de conteúdos culturais e a valorização dos processos criativos. 

Video-minuto YOYO, de Laura Farias e Giovanna França Video-minuto Missão beta, de Thiago Siqueira e Lucas Mello Video-minuto Sonhos de Papel, de Theo Steban
Serviço:
[Audiovisual] Mostra Histórica – Festival Permanente do Minuto (35 anos)
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro
Datas:16 a 21 de junho
Programação completa com horários das sessões: CAIXA Cultural Curitiba Festival do Minuto
Ingressos: gratuitos, com retirada na bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba 1 hora antes das sessões
Classificação indicativa: vide descrição das mostras
Acessível para pessoas com deficiência
Site: CAIXA Cultural Curitiba Festival do Minuto
Instagram: @caixaculturalcuritiba @festivaldominuto
Informações: CAIXA Notícias | Instagram CAIXA | imprensa.sul@caixa.gov.br

quarta-feira, 18 de março de 2026

EXIBIÇÃO DO FILME "GIRASSOL VERMELHO", OFICINA CRIATIVA E VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO DE EDER SANTOS

  Exibição do filme "Girassol Vermelho", oficina criativa e visita guiada             fazem parte de programação paralela à exposição de Eder Santos

Nos dias 24 e 25 de março, programação em torno da exposição "A Imagem Não Serve" reúne oficina criativa, visitas guiadas, exibição inédita do longa-metragem "Girassol Vermelho" e lançamento do catálogo da exposição, ampliando o diálogo sobre as obras de um dos pioneiros da videoarte no Brasil

  
 Cartaz do filme “Girassol Vermelho”, de Eder Santos - Cred Divulgação / Dir Videoinstalação Janaúba (Foto - Isabel Moreira & Leandro Aragão

Nos dias 24 e 25 de março, a CAIXA Cultural Curitiba promove uma programação especial em torno da exposição “A Imagem Não Serve”, do artista multimídia Eder Santos e com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho.

Reunindo experiência prática, reflexão crítica, cinema e encontro com o artista, a agenda propõe um mergulho na trajetória de Santos — cuja produção, iniciada nos anos 1980, tensiona a imagem como representação estável e a transforma em presença instável, marcada por ruídos, distorções e deslocamentos que desafiam o olhar contemporâneo.

Ao longo dos dois dias, o público poderá participar de uma oficina criativa, visitas guiadas, a exibição inédita do filme “Girassol Vermelho” e o lançamento do catálogo oficial da exposição.

No dia 24 de março, às 15h, ocorre a oficina “Que Imagens Nos Servem?”, conduzida pela fotojornalista Isa Lanave. A atividade propõe uma vivência  prática a partir de fotografias pessoais dos participantes, assim como imagens da obra de Eder Santos, explorando processos de colagem, sobreposição e transparência. A ideia é desmontar e recompor imagens afetivas, criando novas narrativas visuais em diálogo com memória, autoperccepção e experiências subjetivas - um exercício que ecoa as investigações sobre os limites e as possibilidades da imagem. As inscrições podem ser feitas pelo link.   

Na sequência, às 17h, o público poderá participar de uma visita guiada pela exposição, conduzida por Santos e pelo curador Luiz Gustavo Carvalho, que comentam processos de criação, referências e histórias por trás das videoinstalações e das videoesculturas apresentadas.

Encerrando o dia 24, às 18h30, ocorre a exibição do longa-metragem “Girassol Vermelho”, dirigido por Eder Santos. O filme, que estreou na abertura da Mostra de Cinema Tiradentes em 2025, será exibido pela primeira vez na capital paranaense e gira em torno de Romeo (Chico Díaz), um homem que, ao tentar fugir do passado em busca da liberdade, acaba sendo preso e torturado em uma estranha cidade onde fazer perguntas é proibido. A sessão contará com a presença do diretor, assim como a do curador da exposição “A Imagem Não Serve”. Os ingressos serão distribuídos 30 minutos antes da exibição.

Após a exibição, haverá o lançamento do catálogo da mostra, seguido de sessão de autógrafos.

No dia 25 de março, a programação continua com uma nova visita guiada pela exposição, às 11h, conduzida pelo artista e pelo curador, oferecendo ao público outra oportunidade de aprofundar o contato com a obra e seus processos.

Exposição “A Imagem Não Serve”
Em cartaz na CAIXA Cultural Curitiba até o dia 10 de maio, a exposição“A Imagem Não Serve”, de Eder Santos, reúne 14 trabalhos do artista mineiro, sendo parte produzida nos últimos 20 anos, e traça um panorama de sua múltipla produção, combinando diferentes linguagens e técnicas, barrando as fronteiras entre artes visuais, cinema, teatro, vídeo e novas mídias. Por meio de videoinstalações e vídeo-esculturas, sua obra, além de reverenciar o cinema brasileiro,  evoca paisagens rosianas, dialoga com a obra de René Magritte, reinterpreta aspectos da mineiridade e questiona uma sociedade cujo lema principal é “trabalhar, consumir e morrer”. 

A exposição “A Imagem Não Serve” tem entrada gratuita. O horário de visitação é de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h. Mais informações nos perfis de Eder Santos (@edersan) e da produtora Ars et Vita (@arsetvita) .

Sobre o artista - Nascido em Belo Horizonte (MG), Eder Santos é referência na videoarte brasileira e integra coleções institucionais como o MoMA (Nova York), o Centre Pompidou (Paris), o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de ter participado de bienais e festivais no Brasil e no exterior. Sua trajetória também inclui uma premiada produção no cinema, com curtas, longas e séries para televisão.

Serviço: 
Oficina “Que imagens nos servem?”
Data: 24 de março
Horário: 15h
Classificação: 16 anos
Local: Sala de Oficinas – CAIXA Cultural Curitiba
Inscrições pelo link.   

Exibição do filme “Girassol Vermelho” e lançamento do catálogo
Data: 25 de março
Horário: 18h30
Classificação: 18 anos
Entrada gratuita
Local: CAIXA Cultural Curitiba (Teatro) Na Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro
Informações: (41) 3041-2155|  Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Visita guiada pela exposição “A Imagem Não Serve”
Datas: 24 de março | 17h e 25 de março | 11h
Local: Galeria Mezanino – CAIXA Cultural Curitiba
Inscrição: https://forms.gle/hShqW85W58A7bEfh7

Exposição “A Imagem Não Serve”
Data: Até 10 de maio
Horário de visitação: de terça a sábado, das 10h às 20h | domingos e feriados, das 10h às 19h.
Entrada gratuita
Classificação: 12 anos
Patrocínio: CAIXA Cultural
Produção: Ars et Vita
Redes sociais: Eder Santos (@edersan), Ars et Vita (@arsetvita) / CAIXA Cultural Curitiba

 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

CAIXA CULTURAL CURITIBA E CINEMATECA RECEBEM O CICLO DE OFICINAS - MULHERES DO AUDIVISUAL

Grupo Reakta e Chordata Produções Culturais promovem a criação, encontro e a qualificação de novas vozes no cinema e no audiovisual paranaense com oficinas práticas na CAIXA Cultural Curitiba e na Cinemateca. Inscrições são gratuitas

 

Cred Florbela Letícia 

De fevereiro a abril, a CAIXA Cultural Curitiba e a Cinemateca de Curitiba recebem o “Ciclo de Oficinas - Mulheres do Audiovisual”, uma iniciativa do Grupo Reakta em parceria com a Chordata Produções Culturais. 

O projeto formativo propõe a criação, encontro e a qualificação de novas vozes no cinema e no audiovisual paranaense e é voltado prioritariamente a mulheres e pessoas de identidades historicamente sub-representadas no setor. A programação conta com oficinas práticas de Roteiro, Direção, Direção de Arte, Direção de Fotografia, Edição, Som Direto e Produção, que ocorrem na CAIXA Cultural Curitiba (R. Conselheiro Laurindo, 280 - Centro) e na Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco). Todas conduzidas por mulheres profissionais atuantes na área. 

A iniciativa se insere em um contexto de promoção da diversidade e democratização do acesso à produção cultural, dialogando com desafios estruturais do setor audiovisual, ainda marcado por desigualdades de gênero e de representatividade. O “Ciclo de Oficinas” também oferece bolsas afirmativas e ações de contrapartida, ampliando o alcance social da iniciativa e contribuindo para a inclusão de novos públicos nos processos de criação artística. 

“Segundo dados do Anuário da ANCINE, a indústria audiovisual permanece majoritariamente masculina, com apenas 4,4% dos longas dirigidos por mulheres e mais de 96% dos cargos de direção de fotografia ocupados por homens”, comenta a coordenadora do projeto, Celine Liris. “A iniciativa aposta na formação integrada e colaborativa, estimulando uma experiência contínua, a construção de repertório técnico e o fortalecimento de redes entre criadoras, técnicas e artistas”, completa.

Ao longo das oficinas, as participantes desenvolvem curtas-metragens autorais, passando por diferentes etapas da criação audiovisual, do roteiro à finalização. Por fim, será realizada uma Mostra Final com bate-papo entre público, realizadores e profissionais do audiovisual convidadas.

Todas as atividades são gratuitas e com acessibilidade em Libras, audiodescrição e mediação. Não é necessário experiência prévia no audiovisual para participar. As inscrições podem ser feitas pelo formulário disponível nos perfis no Instagram do @gruporeakta e @chordataproducoes. A classificação é 18 anos. Mais informações pelo e-mail: mulheresdoaudiovisualcwb@gmail.com. 

Confira a programação: (sobre as oficinas)

Oficina de Roteiro
Ministrante: Juliana Nortok
Data: de 24 a 27/02/2026, das 18h às 21h
Local: Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco, Curitiba/PR, Biblioteca)

Oficina de Direção
Ministrante: Aurora Klimpel
Data: de 03/03 a 06/03, das 17h30 às 21h30
Local: Caixa Cultural Curitiba (R. Conselheiro Laurindo, 280 - Centro, Sala de Oficinas, 2º andar)

Oficina de Direção de Arte
Ministrante: Juliane Rosa | Assistente de oficina: Cida e Adriana Zarowny
Data: de 03/03 a 07/03, das 14h às 17h
Local: Caixa Cultural Curitiba (R. Conselheiro Laurindo, 280 - Centro, Sala de Oficinas, 2º andar)

Oficina de Direção de Fotografia
Ministrante:  Florebela Leticia
Data: de 17/03 a 21/03*, das 14h às 17h30
*Essencialmente no dia 21/03, a oficina acontecerá das 18h às 21h30. 
Local: Caixa Cultural Curitiba (R. Conselheiro Laurindo, 280 - Centro, Sala de Oficinas, 2º andar)

Oficina de Edição
Ministrante: Raina Costa
Data: de 24/03 a 27/03, das 17h30 às 21h30
Local: Caixa Cultural Curitiba (R. Conselheiro Laurindo, 280 - Centro, Sala de Oficinas, 2º andar)

Oficina de Som Direto
Ministrante: Kamilly Smith | Assistente de oficina: Matê Morcego
Data: de 14 a 17/04/2026, das 18h às 21h30
Local: Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco, Curitiba/PR, Biblioteca)

Oficina de Produção
Ministrante: Celine Liris
Data: de 22 a 26/04/2026, das 18h às 21h30
Local: Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco, Curitiba/PR, Biblioteca)

Mostra Final
Data: 28/04/2026 às 19h
Local: Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco, Curitiba/PR, Biblioteca)

O “Ciclo de Oficinas - Mulheres do Audiovisual” é um projeto aprovado pela Secretaria da Cultura - Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à cultura, Ministro da Cultura - Governo Federal. 

Ficha Técnica
Coordenação de projeto: Celine Liris
Direção de Produção: Juliane Rosa
Produção: Karina Rozek
Assistente de Produção: Letícia Bruel
Intérprete de libras: Jéssica Nascimento e Elaine Moreira
Mediação/sensibilização: Raquel Carissimi e Alexandre
Assessoria de imprensa: TIP - Performance de Mídia
Designer gráfico: Otávio Tersi
Social media /apresentadora: Beth Maria
Marketing digital: Alef
Idealização: Grupo Reakta
Parceria: Chordata Produções Artísticas
Apoios: Caseira Catering, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba e Caixa Federal.
Projeto aprovado pela Secretaria da Cultura - Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à cultura, Ministro da Cultura - Governo Federal. 

Serviço:
Ciclo de Oficinas - Mulheres do Audiovisual
De fevereiro a abril
CAIXA Cultural Curitiba (R. Conselheiro Laurindo, 280 - Centro) e na Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
Inscrições gratuitas pelo formulário disponível nos perfis no Instagram do @gruporeakta e @chordataproducoes
Mais informações: mulheresdoaudiovisualcwb@gmail.com


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

CAIXA CULTURAL CURITIBA EXIBE EXPOSIÇÃO DE VIDEOARTE INÉDITA DE EDER SANTOS

"A Imagem Não Serve" teve sua abertura na terça-feira, dia 10 de fevereiro, com grande afluência de público. Na  programação oferecida ao público visitas guiadas, oficina, videoinstalações e videoesculturas

Foto da obra Call Waiting - Crédito Eder Santos. 


Está aberta na CAIXA Cultural Curitiba  a exposição “A imagem não serve”, primeira mostra individual do artista multimídia Eder Santos na capital paranaense. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, a exposição reúne 14 videoinstalações e videoesculturas produzidas entre 1993 e 2026, incluindo a obra inédita Ouragualamalma, criada especialmente para a temporada. Eder Santos traz ao público um panorama de mais de quatro décadas de experimentações com imagem, corpo e tecnologia.

 

O espaço oferece ao visitante uma experiência imersiva que desloca a imagem do campo da representação para o da presença. As obras incorporam ruídos, falhas, vibrações e distorções, revelando um uso da tecnologia que tensiona a linearidade e desafia a passividade do olhar. Estruturas como camas, gaiolas, ambientes imersivos e esculturas com dispositivos eletrônicos transformam o espaço expositivo em um campo sensorial, no qual o corpo do espectador é convocado a atravessar e habitar as imagens.

 

“A obra de Eder Santos nos convida a retirar as lentes com as quais aprendemos a ver um mundo cada vez mais domesticado, para acessar aquilo que escapa, que não se deixa capturar ou estabilizar”, comenta o curador Luiz Gustavo Carvalho. 

                                            Videoinstalação Janaúba (Foto: Isabel Moreira & Leandro Aragão) 

 

No dia da abertura, às 18h, aconteceu a palestra com o artista e com o curador, seguida da abertura da exposição às 19h. Durante o período expositivo, o público poderá participar de visitas guiadas conduzidas pelos dois. Elas acontecem nos dias 11 de fevereiro, às 15h, 24 de março às 17h e 25 de março às 11h.

 

Já no dia 24 de março, às 15h, a CAIXA Cultural Curitiba intensifica a programação com uma oficina dedicada ao universo de Eder Santos. Na sequência, às 17h, ocorre mais uma visita guiada e, às 18h30, a exibição do longa-metragem “Girassol Vermelho”, dirigido pelo artista. O dia se encerra com o lançamento do catálogo da exposição e sessão de autógrafos com a presença de Eder Santos e do curador.


Sobre o artista  

Nascido em Belo Horizonte (MG), Eder Santos é referência na videoarte brasileira e integra coleções institucionais como o MoMA (Nova York), o Centre Pompidou (Paris), o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de ter participado de bienais e festivais no Brasil e no exterior. Sua trajetória também inclui uma premiada produção no cinema, com curtas, longas e séries para televisão. 

Serviço: [Exposição]

A imagem não serve – Eder Santos

Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba

Horário de visitação: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h 

Período expositivo: 11 de fevereiro a 10 de maio

Entrada: franca

Classificação: 12 anos

Acesso para pessoas com deficiência

Informações: (41) 3041-2155|  Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba​