Mostrando postagens com marcador Fernanda Montenegro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fernanda Montenegro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

"AINDA ESTOU AQUI", DE WALTER SALLLES, ABRE A 16ª EDIÇÃO DO HBRFF - Hollywood Brazilian Film Festival

 

"Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, abre a 16ª edição do HBRFF 

De 29 de Outubro a 2 Novembro, o festival apresenta filmes brasileiros de destaque internacional em Los Angeles. Filme de abertura será apresentado ao público votante da Academia do Oscar

16º Hollywood Brazilian Film Festival - Divulgação.. 

De 29 de Outubro a 2 de Novembro, a 16º edição do Hollywood Brazilian Film Festival ocupará a cidade norte-americana de Los Angeles com os filmes brasileiros que mais tiveram destaque nos principais festivais internacionais.


O evento acontece no prestigioso Museu da Academia do Oscar, na Cinemateca Americana e no cinema indie de Los Feliz e traz para Los Angeles os atores Fernanda Torres e Selton Mello e os diretores Aly Muritiba (Cidade de Deus: A Luta Não Para), Erico Rassi (Oeste Outra Vez), Marcelo Caetano (Baby), Pedro Freire (Malu), e Pedro Kos (No Nosso Sangue).


“O cinema brasileiro está passando por um momento extraordinário, com cineastas criando obras ousadas e originais que capturam o espírito de nossa cultura. Estamos muito empolgados em trazer a diversificada programação deste ano para Los Angeles”, comenta Talize Sayegh, fundadora e diretora executiva do festival. “Nosso objetivo é amplificar as vozes de cineastas que trazem perspectivas únicas e sub-representadas para a tela", completa.  

Filme '"Ainda Estou Aqui" abre a 16º edição do HBRFF - Cred Reprodução

“Ainda Estou Aqui” na abertura do Hollywood Brazilian Film Festival                                

Para a edição de 2024, o festival abre, mais uma vez, com o representante brasileiro na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar, o comentado “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles Logo depois da exibição, haverá um painel com a protagonista Fernanda Torres e o ator Selton Mello.


O longa, que é uma adaptação do livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva sobre sua mãe, Eunice Paiva, se passa no Brasil, na década de 1970. Na trama, uma mulher casada com um importante político precisa mudar sua vida completamente depois que ele é exilado durante a ditadura. A dona de casa se vê obrigada a virar ativista de direitos humanos após o desaparecimento de seu marido. 


“Por meio do nosso festival, procuramos apoiar e inspirar projetos brasileiros e expandir a riqueza e diversidade do nosso país, promovendo a consciência cultural com produções pouco vistas nos Estados Unidos. A obra de Walter Salles será apresentada aos votantes do Oscar, por exemplo, potencializando sua visibilidade para o maior prêmio do mercado cinematográfico do mundo ”, explica Talize. 


“Ainda Estou Aqui” reúne um elenco consagrado, com Fernanda Montenegro, indicada ao Oscar em 1998 por “Central do Brasil”, Fernanda Torres Selton Mello.

Cinema indie de Los Feliz é um dos locais que recebem o HBRFF - Cred Marcos Daniel Ferreira

A programação de filmes do festival apresenta uma variedade de exibições em parceria com a Cinemateca Americana, no Los Feliz Theater e no Aero Theatres, incluindo estreias e obras de diretores veteranos e talentos emergentes. Os destaques incluem Cidade; Campo”, dirigido por Juliana Rojas, que ganhou o prêmio de Melhor Direção no Encounters do Berlinale; o favorito do Sundance, “Malu”, dirigido por Pedro Freire; e “Baby”, dirigido por Marcelo Caetano, vencedor do prêmio da Semana da Crítica em Cannes.


O festival contará com uma exibição especial gratuita da série original completa da HBO “Cidade de Deus: A Luta Não Para” no dia 2 de novembro, seguida por um painel com o diretor Aly Muritiba. Esta série serve como uma continuação do aclamado filme de 2002, Cidade de Deus, originalmente adaptado por Bráulio Mantovani do romance de Paulo Lins e dirigido por Kátia Lund e Fernando Meirelles. A série é estrelada por Alexandre Rodrigues, Thiago Martins, Roberta Rodrigues, Sabrina Rosa, Edson Oliveira, Marcos Palmeira e Andréia Horta.

HBRFF tem o objetivo de amplificar as vozes de cineastas que trazem perspectivas únicas e sub-representadas para a tela, promovendo também encontros entre diferentes profissionais e visões cinematográficas - Cred Marcos Daniel Ferreira - Foto da edição de 2023

O festival também apresentará a segunda edição do Think Cinema Think Brazil Lab em colaboração com a SPCINE, que apoia seis cineastas indígenas, negros e LGBTQIA+ com mentoria de profissionais líderes da indústria de Los Angeles. Essa iniciativa reflete o compromisso do HBRFF em proporcionar oportunidades para talentos brasileiros e abordar a falta de representatividade na indústria do entretenimento brasileiro, em que apenas 2% dos profissionais são negros, apesar de 57% da população do Brasil se identificar dessa forma. No ano passado, a iniciativa gerou inúmeros sucessos. Participantes, como Tatiana Lohmann, conseguiram a oportunidade de apresentar sua série à NBC, Alicia Marcone ganhou uma bolsa na Stella Adler Academy, e Belize Moefeli teve a chance de apresentar sua comédia romântica à Film Land.


Este ano, o evento continuará a promover talentos emergentes através de seu laboratório de cinema. O vencedor do laboratório receberá representação exclusiva da renomada agência APA, um passo crucial para expandir sua carreira em Hollywood, além de assistência no processo de visto O-1, permitindo que eles tragam suas histórias únicas para um público global.

Seleção oficial de 2024 do HBRFF - Cred Reprodução

A seleção oficial de 2024 é composta por:


- “No Nosso Sangue” (Dir. Pedro Kos | Brasil | 2024 | 89’)

Sinopse: Uma jovem cineasta, Emilly, grava um documentário sobre seu reencontro com a mãe, depois de 10 anos afastada, mas a investigação acaba revelando perigosos segredos. Ela se junta ao cinegrafista Danny para registrar o momento, mas tudo muda quando a mãe desaparece misteriosamente, muito provavelmente por causa dos vícios e problemas que a fizeram abandonar o lar anos atrás. 


“Cidade; Campo” (Dir. Juliana Rojas | Brasil | 2024| 119’)

Sinopse: O filme acompanha a história de duas mulheres que transitam entre a vida urbana e rural em busca de um novo começo. Após um desastre natural devastar suas terras, Joana (Fernanda Vianna), foge para São Paulo para tentar recomeçar do zero em um ambiente desconhecido. Enquanto isso, Flávia (Mirella Façanha), se muda com sua esposa Mara (Bruna Linzmeyer) para a fazendo de seu falecido pai, onde enfrentarão os desafios para se adaptar à vida no campo. A narrativa explora as transformações e desafios enfrentados pelas protagonistas em meio a novas paisagens e realidades, destacando a luta pela sobrevivência e a busca por identidade em contextos de ruptura e mudança.


- “Greice(Dir. Leonardo Mouramateus | Brasil | 2024 | 110’)

Sinopse: Greice é uma jovem mulher brasileira estudando e trabalhando em Lisboa. Num dia de trabalho, ela conhece Alfonso, e essa relação vai ser o estopim para uma série de acontecimentos que a levam de volta a seu Ceará natal. Neste seu terceiro longa, Leonardo Mouramateus encontra uma forma extremamente precisa de conectar seus jogos de fabulações e espelhos, sempre passados nesta fronteira imaginária que une (e separa) Brasil e Portugal. Com seus diálogos mordazes, interpretados por um elenco cativante, o filme trata com notável leveza de temas complexos ao redor das identidades, e em especial das relações sociais e de gênero.


- “Baby” (Dir. Marcelo Caetano | Brasil | 2025 | 107’)

Sinopse: Baby é o apelido que Wellington (João Pedro Mariano) recebe. Ele é um jovem recém-libertado de um centro de detenção e se vê perdido nas ruas de São Paulo. Durante uma visita a um cinema com foco em produções pornográficas, ele conhece Ronaldo (Ricardo Teodoro), um garoto de programa que tem Baby como seu protegido e está determinado a ensinar as malícias da vida e novas formas de sobreviver.

A partir de então, os dois iniciam uma relação tumultuada, marcada por conflitos entre exploração e proteção, ciúme e cumplicidade. Ambientado em um cenário urbano vibrante, Baby explora as complexidades das conexões humanas e os desafios de se reintegrar na sociedade após o período de detenção.


“Oeste Outra Vez” (Dir. Erico Rassi | 2024 | Brasil | 97’)

Sinopse: A produção apresenta a narrativa de um faroeste brasileiro ambientado em um lugar isolado no sertão de Goiás, no Brasil, onde homens rudes, incapazes de lidar com suas próprias fragilidades, são constantemente abandonados pelas mulheres que amam. Tristes e amargurados, eles se voltam violentamente uns contra os outros. 


- “Malu” (Dir. Pedro Freire | 2023 | Brasil| 100’)

Sinopse: O longa conta a narrativa de Malu (Yara de Novaes), uma atriz desempregada no auge dos seus 50 anos que vive em uma casa precária na periferia no Rio de Janeiro. Ela é obrigada a conviver com sua mãe racista e tenta viver sob a relação tensa e desagradável que mantém com sua própria filha. Malu enfrenta essa luta constante de más relações e energias enquanto tenta sobreviver às memórias de um passado glamouroso que a persegue. 


“Cidade de Deus: A Luta não Para” (Dir. Aly Muritiba | 2024 | Brasil | 6x50’)

Sinopse: A série original da HBO é uma continuação adaptada da obra literária de Paulo Lins e acompanha os personagens do renomado filme de 2002 depois de 20 anos, pelas lentes de Buscapé (Alexandre Rodrigues). A produção retrata o impacto dos conflitos entre policiais, traficantes e milicianos na vida dos moradores da comunidade. A história volta às telas a partir da saída do jovem traficante Braddock (Tiago Martins) da prisão. Ele decide tentar recuperar o controle do morro das mãos do chefe Curió (Marcos Palmeira), colocando os moradores da Cidade de Deus no meio do fogo cruzado entre a milícia, o tráfico e as autoridades do Rio de Janeiro. 


16º Hollywood Brazilian Film Festival ocorre de 29 de outubro a 2 de novembro. Confira mais informações e a programação completa pelo site oficial: https://hbrff.org/ . A edição 2024 tem patrocínio do SPCine, Projeto Paradiso, Consulado Geral do Brasil - Los Angeles, Copa Airlines e Santos Lloyd Law Firm PC.


Serviço16º Hollywood Brazilian Film Festival

Data: 29 de Outubro a 2 de Novembro

Site oficialhttps://hbrff.org/

Redes Sociais Oficias: Facebook.com/HBRFILMFEST | Instagram | Youtube

Patrocínio: SPCine, Projeto Paradiso, Consulado Geral do Brasil - Los Angeles, Copa Airlines e Santos Lloyd Law Firm PC.

Apoio: TIP - Performance de Mídia



sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

"CASA DE AREIA" CHEGA AO CURTA COM FERNANDA MONTENEGRO E TORRES

  

 

 


A atriz Fernanda Torres em cena do filme ‘Casa de Areia’ (Foto: Divulgação/Canal Curta!)

Com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, longa-metragem ‘Casa de Areia’ chega ao Curta!

Dirigido por Andrucha Waddington, o premiado drama “Casa de Areia” (2005) conta a saga de mãe e filha que se veem em uma casa no meio de um grande areal. As atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres se revezam na pele de ambas as personagens, a depender da época em que se passam as cenas. No elenco, entre outros, estão ainda Ruy Guerra, Seu Jorge e Luis Melodia. O filme, que foi aclamado em festivais como os de Sundance, Guadalajara e Lima, ganha exibição no Curta!.

A história começa em 1910, quando o português Vasco leva sua esposa, Áurea, grávida, e a mãe dela, Dona Maria, para viver um sonho de fartura em terras que ele acabara de adquirir. Após uma longa viagem, os três chegam às tais terras, mas descobrem que são inóspitas e desérticas, rodeadas apenas por areia. Ainda assim, Vasco insiste em ficar e constrói uma casa no local.

No entanto, um acidente tira a vida de Vasco, e Áurea e Dona Maria ficam sozinhas e desprovidas. Encontram a ajuda de Massu, que garante a sobrevivência das duas na casa recém-construída. O longa-metragem mostra momentos de tensão, como o do nascimento do bebê de Áurea, a apreensão de se viver em um local que pode ser soterrado a qualquer momento, além da longa espera por uma nova possibilidade de vida em outro lugar.  A exibição é na Quarta do Cinema, 9 de dezembro, às 22h.

Silvio Tendler relembra congresso de Ibiúna em documentário

Em outubro de 1968, a União Nacional dos Estudantes (UNE) realizou um congresso na cidade de Ibiúna, no interior de São Paulo, reunindo estudantes de universidades de todo o país. Por ter sido proibida pela ditadura de organizar reuniões entre seus membros, a UNE promoveu o encontro de forma clandestina. A história e seus impactos são abordados no documentário “Ibiúna”, do diretor Silvio Tendler.

Na ocasião, o aparato repressor do regime militar cercou a fazenda onde acontecia o evento e prendeu cerca de 800 alunos, incluindo as principais lideranças da UNE. O documentário, produzido pela Caliban Produções e viabilizado pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), reúne depoimentos de vários dos estudantes presos, entre eles José Dirceu e Vladimir Palmeira duas das lideranças do movimento , Franklin Martins, Lucia Murat e Cesar Maia.  A exibição é na Sexta da Sociedade, 11 de dezembro, às 22h30.

Segunda da Música – 07/12

22h– “Daquele Instante Em Diante” (Documentário)
O cantor e compositor Itamar Assumpção é tema deste documentário, que percorre sua trajetória musical desde os anos da vanguarda paulista, na década de 1980, até sua morte, aos 53 anos. Com depoimentos daqueles que conviveram com o artista, o filme reúne uma seleção de imagens raras garimpadas em acervos e arquivos particulares que mostram sua presença antológica nos palcos, além dos momentos de intimidade entre amigos e familiares. Diretor: Rogério Velloso Duração: 110 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 08 de dezembro, terça-feira, à 02h e 16h; 9 de dezembro, quarta-feira, às 10h; 12 de dezembro, sábado, às 22h e 13 de dezembro, domingo, às 14h15.

PROMO: https://youtu.be/vg182k_1d00
FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1GM3xVaPGHqWfrJWtSrCcJNvFcndbd8J3?usp=sharing

Terça das Artes - 08/12

22h40 – "Movimentos do Invisível” (Documentário)
Angel Vianna, pioneira da dança contemporânea brasileira, coreógrafa e educadora, revisita, aos 90 anos, a sua pesquisa corporal e a sua história. O filme acompanha a rotina de Angel no presente e se desenvolve a partir do registro de oficinas realizadas com gente de diversas idades, gêneros e profissões. Revela sua insaciável curiosidade pelo corpo – “instrumento de viver”- e sua urgência em transmitir o conhecimento neste significativo momento de sua carreira e vida. Diretoras: Flavia Guayer e Leticia Monte. Duração: 75 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 09 de dezembro, quarta-feira, às 02h40 e às 16h40; 10 de dezembro, quinta-feira, às 10h40; 12 de dezembro, sábado, às 2h30 e às 12h30; 13 de dezembro, domingo, 20h40h.

PROMO: https://youtu.be/iMP73cjzvL0
FOTOS EM ALTA: https://drive.google.com/drive/folders/1vFFbt9PuucFvjdjWuu6I3r3mRSXIgrVN?usp=sharing

Quarta de Cinema – 09/12

22h – “Casa de Areia” (Ficção)
Após a morte do marido em um acidente, uma mulher grávida e sua mãe lutam para sobreviver no rigoroso deserto do Nordeste brasileiro com a ajuda de um morador local. Diretor: Andrucha Waddington Duração: 115 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 10 de dezembro, quinta-feira, às 02h e 16h10; 11 de dezembro, sexta, às 10h; 12 de dezembro, sábado, às 14h e 13 de dezembro, domingo, às 22h.

PROMO: https://youtu.be/-9baZ2EXaWs
FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1dsFjTLyY0YlLqKov5gniyFhrdak755Mg?usp=sharing

Quinta do Pensamento – 10/12

22h30 – “Vocacional – Uma Aventura Humana” (Documentário)

O cineasta Toni Venturi revisita uma página emocionante e ignorada da história da educação pública no país: os seis ginásios Vocacionais do estado de São Paulo, que, na década de 1960, foram reprimidos pela ditadura militar. Concebidos por Maria Nilde Mascellani, uma das mais importantes educadoras brasileiras, os colégios tinham uma proposta à frente do seu tempo: fazer o aluno pensar criticamente, trabalhar em grupo e desenvolver a sensibilidade artística e as habilidades técnicas. Partindo do olhar pessoal do diretor, que participou dessa experiência escolar, o documentário traz depoimentos de vários ex-alunos e ex-professores e contribui para a compreensão sobre a precariedade do ensino público atual e seus desafios para o futuro. Direção: Toni Ventura. Duração: 78 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 11 de dezembro, sexta-feira, às 2h30 e às 16h30; 13 de dezembro, domingo, às 19h10; 14 de dezembro, segunda-feira, às 10h30.

PROMO: https://youtu.be/BP6frMXxIm8
FOTOS EM ALTA: https://drive.google.com/drive/folders/1VaCyV7nAWbobkkW1Kf_dMhqOzC16Okr-?usp=sharing 

Sexta da Sociedade – 11/12

22h30 - “Ibiúna” (Documentário)
“Ibiúna” relembra o congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes (UNE) realizado em outubro de 1968, onde cerca de 800 estudantes foram presos. Vindos de universidades de todo o país, os jovens estavam reunidos para eleger o novo presidente da entidade, mas, dois dias depois do início dos trabalhos, as forças públicas de segurança cercaram o local, prenderam todos os alunos e as principais lideranças do movimento. Desde o início do ano, os estudantes tomavam as ruas em protestos contra a ditadura militar que se instalara em 1964. Pouco depois da realização do congresso, foi instituído o AI-5, que endureceu ainda mais o regime. Diretor: Silvio Tendler. Duração: 80min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 13 de dezembro, domingo, às 00h; 14 de dezembro, segunda-feira, às 16h30; 15 de dezembro, terça-feira, às 10h30.

PROMO: https://youtu.be/5WSE0ZBBV4M
FOTOS EM ALTA: https://drive.google.com/drive/folders/1XxZd4y6yTCEsVcOrMJHi_Ca6-5dqbDZ6?usp=sharing

Sábado – 12/12

17h30 - “O Som e o Silêncio” (Série) - Episódio: “Violino”
A série, apresentada pelo percussionista Marcos Suzano, promove encontros entre músicos e construtores de instrumentos, os luthiers. Na oficina de Newton Rola, o luthier e Marcos Suzano estão rodeados por centenas de violinos que Rola herdou de seu pai e que pretende restaurar antes de morrer. No estúdio, Ricardo Amado revela a Marcos Suzano que o prazer em tocar músicas clássicas e populares é o mesmo: ele vai de Bach a Tom Jobim. Direção: José Joffily e Pedro Rossi. Duração: 27 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 13 de dezembro, domingo, às 8h30.

PROMO: https://youtu.be/yoEvva5N7IE
FOTOShttps://drive.google.com/drive/folders/136qSdJbfS6ZwXPjpZzDHIvUor6puErq-?usp=sharing

Domingo – 13/12

18h10 – “O Pessoal É Político” (Documentário)
O documentário “O pessoal é político” retrata a Segunda Onda Feminista no Brasil, com destaque para os anos de 1975 a 1985, período instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a Década Internacional da Mulher. No filme, são retratados fatos e acontecimentos como: a participação das mulheres nas organizações políticas de esquerda e na luta armada contra o regime militar; a participação brasileira na Primeira Conferência Mundial sobre as Mulheres, na Cidade do México; a fundação do Centro da Mulher Brasileira, nossa primeira ONG feminista; a publicação dos primeiros periódicos feministas; a militância de mães e esposas no Movimento Feminino pela Anistia; as contradições ideológicas entre o catolicismo e o feminismo; e, por fim, o legado que essas mulheres corajosas e precursoras deixaram para os dias atuais. Diretora: Vanessa de Araújo Souza. Duração: 53 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 14 de dezembro, segunda-feira, às 14h30; 15 de dezembro, às 8h30.

PROMO: https://youtu.be/I1UqVWiZMIE
FOTOShttps://drive.google.com/drive/folders/1Dp1Cr8g4k3JlY-v6EVsM2dLEXo9DLC2a?usp=sharing 


 

 

Sobre o Curta! - O canal Curta! é um canal brasileiro que aprovou e viabilizou, através do fundo setorial, mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries.

O Curta! pode ser visto nos canais 56 e 556 da NET e da Claro TV, no canal 75 da Oi TV e no canal 664 da Vivo, oferecido à la carte pela operadora. Grande parte do conteúdo esta disponível também no Curta!ON, no Now e na plataforma Tamanduá.tv.br. 

Siga o Curta! nas redes sociais: www.instagram.com/canalcurta, www.facebook.com/canalcurta, twitter.com/canalcurta e www.youtube.com/canalcurta. Saiba mais em http://www.canalcurta.tv.br.

   
   
        

sexta-feira, 5 de julho de 2019

‘A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO’, DE KARIM AÏNOUZ, GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL INÉDITO

Após feito histórico para o cinema brasileiro este ano em Cannes, com o prêmio de Melhor Filme da mostra Un Certain Regard, longa-metragem produzido por Rodrigo Teixeira segue forte em sua carreira no exterior com a conquista do CineCoPro Award, no Festival de Munique, destinado à melhor coprodução do cinema alemão com outros países
Com estreia marcada para o dia 31 de outubro, longa traz no elenco Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e participação especial de Fernanda Montenegro

No intervalo de pouco mais de um mês, o longa-metragem ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, de Karim Aïnouz, acaba de levar outro importante prêmio internacional. Após a conquista do Grand Prix de Melhor Filme na mostra Un Certain Regard de Cannes – a primeira vez que um filme brasileiro recebeu o prêmio máximo na categoria – no fim de maio deste ano, o projeto foi contemplado nesta sexta-feira com o também inédito CineCoPro Award no Filmfest München (o segundo festival de cinema mais prestigiado da Alemanha depois da Berlinale), que confere à melhor coprodução local com países estrangeiros uma bonificação no valor de 100 mil euros. 

Em cartaz no circuito comercial a partir do dia 31 de Outubro de 2019, ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures Brasil, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

No longa, Karim repete a parceria de sucesso com a produtora alemã – iniciada em  com ‘Praia do Futuro’ (2014) –, numa colaboração a longo prazo que inclui um novo projeto, ainda confidencial, já em desenvolvimento.
É o coroamento de uma colaboração de muitos anos com a Pola Pandora e The Match Factory, que participaram do projeto desde o desenvolvimento  do roteiro, em parceria com a RT Features. Ao mesmo tempo, é fruto da política de investimento do governo brasileiro no cinema nacional nos últimos anos. Este tipo de premiação estreita os nossos laços de colaboração com os alemães e gera uma renovação do cinema deles, além de garantir um filme com potência e vitalidade em sua carreira internacional, provando a sua universalidade”, comemora o diretor.
Nesses anos todos em que venho trabalhando com o mercado internacional sempre percebi o valor criativo que cooperaçoes entre talentos de diferentes pais trazem aos projetos. Os filmes nascem universais. E aos poucos na RT começamos a investir em projetos de coproducoes oficiais, primeiro do Brasil com Argentina, Uruguai e depois Chile. E agora com o filme do Karim fizemos a primeira coprodução com a Alemanha dividindo a nacionalidade. E receber esse prêmio do Festival de Munique me faz ainda mais acreditar que o caminho para a produção é global e isso também passa pelo cinema brasileiro”, completa Rodrigo Teixeira.

Além de Cannes e Munique, o filme esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, do Midnight Sun, na Finlândia, e de Karlovy Vary, na República Tcheca, e será exibido no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Cinema da Nova Zelândia. E nas próximas semanas novos anúncios virão.

Livre adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, o longa já recebeu elogios de algumas das mais prestigiosas publicações do segmento de cinema no mundo. Segundo David Rooney, do The Hollywood Reporter – que relacionou o filme entre os 10 melhores do Festival de Cannes –, “‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ é um drama assombroso que celebra a resiliência das mulheres, mesmo quando elas toleramexistências combalidas”. O crítico ainda chamou a atenção para as texturas brilhantes, as cores ousadas e os sons exuberantes que servem para “intensificar a intimidade do deslumbrante melodrama de Karim Aïnouz sobre mulheres cujas mentalidades independentes permanecem inalteradas, mesmo quando seus sonhos são destruídos por uma sociedade patriarcal sufocante”.

Já para Lee Marshall, do Screen Daily, que também elegeu ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ como um dos filmes imperdíveis do festival, Karim prova que o “eletrizante e emocionante” filme de época pode ser apresentado de forma verdadeira e ao mesmo tempo ser um deleite. “Com a forte reação crítica e o boca-a-boca que essa contundente e bem-acabada saga familiar parece suscitar, é quase certo que o filme viaje para além do Brasil e dos territórios de língua portuguesa”, prevê o crítico, que adverte: “É melhor você deixar um lenço separado para as cenas finais”.

O jornalista Guy Lodge, da Variety, por sua vez, afirma que o longa-metragem pode ser considerado “um forte concorrente do Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro”. 

Sobre o filme:
Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra apresenta nos papeis principais duas jovens estreantes no cinema. Tanto Carol Duarte, reconhecida por seu trabalho na TV aberta, como Julia Stockler, experiente atriz de teatro, foram escolhidas após participarem de um concorrido teste com mais de 300 candidatas. O elenco traz ainda Fernanda Montenegro, como atriz convidada, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavio Bauraqui e Maria Manoella.
Eu trabalhei com um maravilhoso grupo de atrizes e atores. Eles são todos muito diferentes, de diferentes gerações, diferentes registros de atuação - e o desafio foi alcançar o mesmo tom, a mesma vibração”, conta o diretor.
Eu fiquei profundamente tocado quando eu li o livro. Disparou memórias intensas da minha vida. Eu fui criado no nordeste dos anos 60, numa sociedade machista e conservadora, dentro de uma família matriarcal. Os homens ou haviam indo embora ou eram ausentes. Numa cultura patriarcal, eu tive a oportunidade de crescer numa família onde as mulheres comandavam o espetáculo - elas eram as protagonistas”, recorda Aïnouz. “O que me levou a adaptar ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ foi o desejo de dar visibilidade a tantas vidas invisíveis, como as da mulheres da geração da minha mãe, minha avó, das minhas tias e de tantas outras mulheres dessa época. As histórias dessas personagens não foram contadas o suficiente, seja em romances, livros de história ou no cinema”, completa.

Segundo o diretor, trata-se de um melodrama tropical porque a abordagem mistura preceitos clássicos do gênero, mas com um olhar que busca se adaptar a uma contemporaneidade brasileira.
Eu sempre quis fazer um melodrama que pudesse ser relevante para os nossos tempos. Como eu poderia me engajar com o gênero e ainda torná-lo contemporâneo e brasileiro? Como eu poderia criar um filme que fosse emocionante como uma grande ópera, em cores florescentes e saturadas, maior que a vida? Eu me lembrava de Janete Clair e das novelas lá do início. Eu queria fazer um melodrama tropical filmado no Rio de Janeiro, uma cidade entre a urbis e a floresta”, pondera.

A colaboração de Rodrigo Teixeira com Karim começou nas origens do projeto. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor pensou imediatamente no diretor, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista.

Quando eu li o livro eu pensei muito no Karim, tanto pela narrativa ter relação com a história pessoal de vida dele, especificamente com o momento que ele estava vivendo naquela época, e também porque o universo me remetia muito a dois filmes dele: ‘O Céu de Suely’ e ‘Seams’, o primeiro de sua carreira, ambos projetos que falam de mulheres fortes, que lutam para sobreviver na nossa sociedade”, explica Teixeira. “Além disso, há tempos Karim me dizia que gostaria de filmar um melodrama, que queria realizar um longa que se aproximasse de Fassbinder, de Sirk. E vi nessa história da Martha Batalha um potencial melodrama a ser adaptado. Eu e Karim colaboramos há mais de 15 anos e fazia tempo que estávamos buscando uma grande história para voltarmos a fazer outro filme juntos”, continua o produtor.

As irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda – irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar com um prínicpe encantado e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.
Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa – ambientado majoritariamente na década de 50 – foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão.

A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, que assina seu primeiro longa brasileiro e acumula trabalhos importantes na carreira, como os filmes ‘Pina’, de Wim Wenders; ‘The Smell of Us’, de Larry Clark; ‘As Praias de Agnes’, de Agnès Varda; e ‘Lázaro Feliz’, de Alice Rohwacher, entre outros. A alemã Heike Parplies, responsável pela edição do longa-metragem ‘Toni Erdmann’, da diretora Maren Ade, indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, assina a montagem.
A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, é uma coprodução entre Brasil (Sony Pictures e Canal Brasil) e Alemanha (Pola Pandora), na qual a empresa alemã The Match Factory é responsável pelas vendas internacionais.

SINOPSE
Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, 18, e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis que moram com os pais em um lar conservador. Ambas têm um sonho: Eurídice o de se tornar uma pianista profissional e Guida de viver uma grande história de amor. Mas elas acabam sendo separadas pelo pai e forçadas a viver distantes uma da outra. Sozinhas, elas irão lutar para tomar as rédeas dos seus destinos, enquanto nunca desistem de se reencontrar.

FICHA TÉCNICA
Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Murilo Hauser
Co-roteiro: Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Baseado na obra homônima de Martha Batalha
Elenco: Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro.
Produtor: Rodrigo Teixeira
Co-produtores: Michael Weber e Viola Fügen.
Empresas produtoras: RT Features, Pola Pandora, Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar.
Produtores Executivos: Camilo Cavalcanti, Mariana Coelho, Viviane Mendoça, Cécile Tollu-Polonowski, André Novis Produtor Associado: Michel Merkt
Diretora Assistente: Nina Kopko
Direção de Fotografia: Hélène Louvart (AFC)
Direção de Arte: Rodrigo Martirena
Figurino: Marina Franco
Maquiagem: Rosemary Paiva
Diretora de Produção: Silvia Sobral
Montagem: Heike Parplies (BFS)
Montagem de som: Waldir Xavier
Som direto: Laura Zimmerman
Música Original: Benedikt Schiefer
Mixagem: Björn Wiese
Idioma: Português
Gênero: Melodrama
Ano: 2019
País: Brasil

SOBRE O DIRETOR
Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília, Aïnouz fez mestrado em Teoria e História do Cinema pela Universidade de Nova York e participou do Whitney Independent Study Program. Cineasta premiado e celebrado mundialmente, roteirista e artista visual, realizou diversos curtas-metragens, documentários e instalações. Dirigiu os longas-metragens ‘Madame Satã’ (2002), ‘O Céu de Suely’ (2006), ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’ (2009, codirigido com Marcelo Gomes), ‘O Abismo Prateado’ (2011, produzido pela RT Features), ‘Praia do Futuro’ (2014), além do documentário ‘Aeroporto Central’ (2018). O próximo longa-metragem, ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, tem previsão de lançamento em novembro de 2019. Para a televisão, codirigiu com Sergio Machado a minissérie ‘Alice’, filmada no Brasil e transmitida pelo canal HBO em 2008. Aïnouz é um dos tutores do laboratório de roteiros do Porto Iracema das Artes em Fortaleza e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

SOBRE A RT FEATURES
Fundada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features é uma produtora nacional e internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão, com base em São Paulo, Brasil, e escritório em Nova York, nos EUA. Dentre outras produções, seu currículo conta com os longas-metragens ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘O Abismo Prateado’ (2010), ‘Tim Maia’ (2014), ‘Alemão’ (2014), ‘O Silêncio do Céu’ (2016) e a série ‘O Hipnotizador’ (para a HBO Latin America em 2015).
No mercado internacional, a RT Features produziu os longas ‘Frances Ha’ (2013), ‘Love is Strange’ (2014), ‘Love’ (2015), ‘Mistress America’ (2015), ‘The Witch’ (2016), ‘Patti Cake$’ (2017) e o indicado ao Oscar ‘Call Me By Your Name’ (2017). Em 2018 a RT Features produziu o novo filme de James Gray, ‘Ad Astra’, e no Brasil o longa-metragem ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, de Karim Ainouz, ambos com previsão de estreia em 2019.

Dedicada a trabalhar com jovens e talentosos diretores desde a sua criação, a RT Features formou uma joint venture com a Sikelia Productions, de Martin Scorsese, com o objetivo de produzir filmes de cineastas emergentes em todo o mundo. O primeiro longa-metragem desta parceria, ‘A Ciambra’, estreou na última edição da Quinzena dos Realizadores, e os próximos estão em fase de produção.