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sábado, 7 de maio de 2016

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA PERCORRE CINCO GERAÇÕES DA FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL NA CAIXA CULTURAL

Com presença de Dom João de Orléans e Bragança, mostra exibe fotos dos séculos 19 e 20, e comprova protagonismo de Dom Pedro II na fotografia brasileira

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta a exposição A brasilidade na fotografia de Pedro a João. Com abertura no dia 13 de Maio (sexta-feira), a mostra tem foco nos membros da família imperial do Brasil de Dom Pedro II e de Dom João de Orléans e Bragança – bisneto de Princesa Isabel. Dom João estará presente na abertura e terá expostos retratos feitos por ele em um ensaio fotográfico no município de Trajano de Moraes (RJ).

A data de abertura coincide com o dia em que Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 13 de Maio de 1888, abolindo a escravatura. O momento histórico faz parte da mostra, com um registro fotográfico da missa realizada no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, quatro dias depois da assinatura da lei, reunindo 30 mil pessoas, inclusive o escritor Machado de Assis, recentemente identificado na foto, entre outros personagens da História do Brasil.

Inspirada na sensibilidade dos registros fotográficos dos grandes laboratórios do século XIX no Rio de Janeiro e na Europa e com curadoria de José Carlos Simões, a exposição aborda a chegada da fotografia/daguerreótipo ao Brasil, pelas mãos de Louis Compte, em janeiro de 1840, bem como sua apresentação ao então Imperador Dom Pedro II. Este tornou-se um grande entusiasta da fotografia. Ainda aos 14 anos de idade, passou a ser um incentivador da técnica no país, proporcionando sua promoção promovido e difusão no Brasil. Os registros fazem parte da coleção histórica de Dom João de Orléans e Bragança sob a guarda do Instituto Moreira Salles, além de acervo pessoal e algumas peças do Arquivo Nacional. 



Uma das fotos mais emblemáticas da exposição é o curioso retrato de Dom Pedro II em que ele aparece duas vezes, frente a frente consigo mesmo. A obra foi realizada por meio de dupla exposição pelo estúdio carioca Carneiro & Gaspar. A imagem comprova a cumplicidade criativa que o ligava aos melhores profissionais de seu tempo. Nenhum outro dirigente da época teria cogitado uma brincadeira desta natureza, ignorando o protocolo e as questões de hierarquia, controle da imagem ou obediência às convenções sociais. Vale lembrar também que é Dom Pedro II o responsável pela primeira selfie do Brasil.

Entre outras imagens que fazem parte da mostra está a foto da Família Imperial na varanda da casa da Princesa Isabel, em Petrópolis, pouco tempo antes de deixar o Brasil rumo ao exílio. Esse teria sido o último retrato antes da instauração da República. Há ainda a Princesa em uma abordagem intimista, tocando piano em sua residência. Um registro feito por Marc Ferrez, por outro lado, mostra uma vista panorâmica do Rio de Janeiro a partir do Mirante Dona Marta, mostrando as enseadas de Flamengo e Botafogo em seus tempos remotos.
Dom João Henrique de Orléans e Bragança
Dom João Henrique de Orléans e Bragança herdou o entusiasmo do trisavô, Dom Pedro II, tendo escolhido a fotografia como uma de suas atividades. Na mostra, estarão expostas imagens de um ensaio realizado no início dos anos 1990, no munícipio de Trajano de Moraes, no Rio de Janeiro.

Lá, ele retratou os descendentes de escravos que vivem no local desde o início do século passado. Com a saída dos senhores escravocratas, a população permaneceu na terra, passando a praticar uma agricultura de subsistência, preservando as tradições e o modo de vida dos seus ancestrais.

Serviço: Exposição: A brasilidade na fotografia de Pedro a João
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Galerias Térreo e Mezanino, Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)
Abertura: 13 de Maio, 19h (sexta-feira)
Visitação: 14 de Maio a 3 de Julho
Horário das Galerias: terça a sábado, das 10h às 20h. Domingo, das 10h às 19h
Ingressos: entrada franca
Informações: (41) 2118-5114
Classificação etária: Livre para todos os públicos.


sábado, 1 de outubro de 2011

NA BIENAL DA BÉLGICA O BRASIL DOS "EXTREMOS"

O Brasil dos "extremos" em Bienal na Bélgica
A 23ª Bienal Europalia Arts Festival, um dos principais eventos europeus no campo das artes, terá em 2011 o Brasil como país homenageado. São 470 eventos, 300 atrações de música, dança, teatro, circo, artes e eventos de literatura e cinema em mais de 200 espaços culturais da Bélgica e países vizinhos. Estima-se que ultrapasse os 2 milhões de visitantes. Serão 1.700 obras de arte brasileira que vão integrar 13 exposições que irão ocorrer de 4 de Outubro de 2011 até 15 de Janeiro de 2012.

By Claudia Andujar.

By Cassio Vasconcellos. 
O núcleo de Fotografia Contemporânea Brasileira terá o título “Extremos”, curado pelo paraense Guy Veloso e pela paulista Rosely Nakagawa, mostrará em três galerias do Museu Bozar, em Bruxelas, “um país de dimensões continentais, onde opulência e pobreza convivem lado a lado, e os opostos são unidos por um só nome, bandeira e língua”. Retratando e interpretando este universo tão diverso que é o Brasil.
Os fotógrafos convidados a integrar a mostra são: Adenor Gondim, Anderson Schneider, André Cypriano, Andre Vieira, Carlos Moreira, Cássio Vasconcellos, Claudia Andujar, Cristiano Mascaro, Gustavo Lacerda, José Bassit, Mestre Julio Santos, Luiz Braga, Maureen Bisilliat, Paula Sampaio, Pedro Lobo, Ricardo Labastier, Thomaz Farkas (em memória), Tiago Santana e Walter Firmo.
Segundo o curador e também fotógrafo Guy Veloso (que expôs recentemente na XXIX Bienal de SP), "Extremos traz um país divisado pelos contrastes, mas sem fronteiras de criação; investiga a própria atualidade, exercendo leituras de si e do mundo”.
Twitter: @europalia / Sites: http://www.europalia.be/ e http://www.bozar.be/
Texto: Débbora Cabral