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segunda-feira, 29 de março de 2010

MOSTRAVÍDEO ITAÚ CULTURAL II

MOSTRAVÍDEO ITAÚ CULTURAL (Continuação)

Sessão 2: Jem Cohen
Curitiba: 8 de abril, quinta-feira, 19h30
Belo Horizonte: 14 de abril, quarta-feira, 19h30

Chain
Jem Cohen, EUA, 2004, 100’
À medida que o caráter da experiência regional desaparece e a cultura corporativa homogeiniza o seu entorno, torna-se cada vez mais difícil definir a nossa identidade. Em “Chain”, supermercados, hotéis e centros corporativos ao redor do mundo se aglutinam numa espécie de paisagem contemporânea total, que conforma as vidas de duas mulheres. A primeira viaja a serviço de uma corporação pesquisando parques temáticos internacionais. A segunda é uma jovem que vaga a esmo pelas ruas, trabalhando ilegalmente nos arredores de um centro comercial.
(fotografia de cena)
O diretor nas palavras
do curador:
Conhecido por seus registros poéticos das ruas de Nova York, Jem Cohen alia com freqüência em seus trabalhos uma dimensão documental, latente na natureza espontânea e direta de suas imagens, a uma dimensão ensaística e ficcional, em que linhas narrativas mais ou menos presentes são criadas a partir da rearticulação dos registros filmados. Em Chain, esse teor ficcional é bastante acentuado, mas como sempre em Cohen, flagrantes documentais e registros fotográficos sutis acabam por constituir uma narrativa à parte. Menos imediatamente poéticas que em filmes anteriores (o que não é necessariamente ruim), suas imagens se mostram sempre capazes de revelar instantes de lirismo e beleza por trás das rotinas e roteiros tediosos do consumo contemporâneo.

Sessão 3: Peter Fischli e David Weiss
Curitiba: 15 de abril, quinta-feira, 19h30
Belo Horizonte: 28 de abril, quarta-feira, 19h30

The Right Way
Peter Fischli e David Weiss, Alemanha, 1983, 51’
Um urso e um rato exploram florestas negras, ravinas traiçoeiras e paisagens congeladas. Sem qualquer objetivo em mente, eles vagam pelo mundo à medida que constroem sua própria fábula, perguntando-se o que fazer ou aonde ir, vivenciando juntos a natureza, procurando alimentos, divertindo-se e discutindo.

The Point of Least Resistance
Peter Fischli e David Weiss, Alemanha, 1981, 30’
Um urso e um rato à procura de enriquecimento fácil decidem adentrar o mundo da arte. Durante uma investigação numa galeria eles deparam com um corpo, chave de um mistério que pode conduzi-los a um universo repleto de ação, dinheiro e glamour.

Os diretores nas palavras do curador:
Os suecos Peter Fischli e David Weiss, que trabalham em conjunto desde o fim da década de 70, são mais conhecidos no universo das artes plásticas do que no cinema, embora o seu trabalho mais célebre, "Der Lauf der Dinge” (algo como “O Curso das Coisas”), seja um filme – nele, uma longa e engenhosa cadeia de objetos cotidianos se aciona automaticamente, numa espécie de experimento científico caseiro. A ironia subjacente aos deslocamentos dos objetos de seu universo de origem é uma das principais marcas no trabalho dos artistas. Em The Right Way e The Point of Least Resistance, no entanto, é menos o deslocamento dos objetos do que o de contextos que está em questão. Fischli e Weiss se apropriam aqui de algumas linhas mestras do cinema de gênero (aventura e policial, notadamente) para comporem comédias lacônicas, permeadas por tempos mortos e insinuações irônicas.

Sessão 4: Gustavo Jahn e Melissa Dullius
Curitiba: 22 de abril, quinta-feira, 19h30
Belo Horizonte: não haverá sessão

Don't Look Back
Melissa Dullius e Gustavo Jahn , Ale, 2010, 7’
Don´t Look Back é um exercício de repetição e um estudo sobre as mudanças que são percebidas pelo retorno sistemático ao mesmo ambiente.
2003
Melissa Dullius, Bra/Alem, 2009, 5’
Amantes aquáticos navegando uma tempestade de verão.
Triangulum
Melissa Dullius e Gustavo Jahn, Bra/Alem/Egito, 2008, 22’
Um trio à beira do abismo encontra o destino personificado numa jovem mulher. Eles são transportados para uma metrópole oriental, sem saber o que fazer ou para onde ir. Sinais aleatórios são as únicas pistas a serem seguidas, e guiarão cada um para uma jornada pessoal.

Postcards
Melissa Dullius e Gustavo Jahn, Vários, 2008, 8’
Mini-ficções cromáticas acontecem em diversas cidades ao redor do globo.

Éternau | Gustavo Jahn, RS, 2006, 20’
Viajando por terra, mar e através do espaço-tempo em busca de riquezas e belezas, os extravagantes Arqueólogos Mercenários invadiram os limites do jardim ancestral, causando o descompasso do céu e do mar.

Os diretores nas palavras do curador:
A viagem é um motivo recorrente nos filmes de Gustavo Jahn e Melissa Dullius, embora seus trabalhos pouco tenham a ver com as formas mais consagradas de tratamento do tema, como o roadmovie ou o diário de viagem. Se ambos estão ali é apenas como uma inspiração distante, uma afinidade. O diário de viagem, por exemplo, pressupõe uma espécie de distanciamento da parte do viajante, no intervalo do qual as idéias surgem e as coisas se passam. Os filmes de Gustavo e Melissa, ao contrário, são como ocupações provisórias no espaço e na história dos lugares. Mais como saqueadores do que simples visitantes, eles levam e trazem consigo o que quiserem, contrabandeiam invenções, pedaços de outras histórias, crimes, figuras míticas, lendas antigas. Seus filmes inventam com liberdade o espaço de trocas dessas mercadorias. Neles, em meio a cores e formas sempre exuberantes, é possível achar qualquer coisa: tapetes voadores, múmias, monstros marinhos, escravos.

Sessão 5: Joan Jonas
Curitiba: 29 de abril, quinta-feira, 19h30
Belo Horizonte: 28 de abril, quarta-feira (somente o filme Volcano Saga, que será exibido logo depois da sessão 3)

I want to live in the Country (and other romances) – a ser exibido somente em Curitiba
Joan Jonas, EUA, 1974, 25’
Jonas mistura cenas de campo da Nova Escócia, no Canadá, a imagens que remetem às pinturas de di Chirico, criando uma narrativa que transita entre a observação da realidade e a construção do fantástico. A trilha inclui excertos de um diário mantido por Jonas em suas viagens pela região.

Volcano Saga (somente em Belo Horizonte, a ser exibido logo depois da sessão 3)
Joan Jonas, EUA, 1989, 30’
Baseado numa lenda islandesa do século treze, essa narrativa reconstitui um mito medieval sobre uma jovem mulher (Tilda Swinton) cujos sonhos prevêem o futuro. Um homem (Ron Vawter) ouve esses sonhos e tenta desvendar os seus significados. Juntos, eles compõem uma jornada mítica e onírica por um mundo de imagens incomuns.

O diretor nas palavras do curador:
No final da década de 60, quando a presença do vídeo no universo das artes plásticas era ainda embrionária, Joan Jonas, ao lado de outros artistas da época, desenvolveu uma série trabalhos que ajudaram a conformar a emergência não só de uma nova mídia mas de uma nova forma de fazer e de pensar a arte. Suas performances filmadas questionavam tanto o estatuto do objeto artístico, tornado a cada dia mais efêmero, quanto do próprio artista, já que, agora, solitário diante da câmera, contava apenas com o seu próprio corpo como instrumento de trabalho. Ao longo dos anos, Jonas enveredou em direção a obras mais narrativas, desenvolvendo o interesse por outras culturas - seus mitos, lendas e rituais - e abrindo-se cada vez mais a outras esferas da criação artística. Ao manter a performance como centro vital do seu trabalho, contudo, Jonas manteve também a espontaneidade e a independência artística como princípios. Suas narrativas se equilibram entre uma economia de recursos técnicos e uma profusão incomum de recursos expressivos.

SERVIÇO: Mostravídeo Itaú Cultural: Narrativas à Deriva

Curitiba
Dias 1º, 8, 15, 22 e 29 de Abril(sempre quinta-feira)às 19h30
Paço da Liberdade Sesc Paraná
Praça Generoso Marques, 189 – Centro - Curitiba PR
Telefone:( 41)3234 4200
http://www.sescpr.com.br/eventos/pacodaliberdade
/

Censura 14 anos

Belo Horizonte
Dias 7, 14, e 28 de abril (sempre quarta-feira)às 19h30
Palácio das Artes
Sala Humberto Mauro
Avenida Afonso Pena, 1537 - Belo Horizonte - MG
Telefone:(31)3237-7399
www.palaciodasartes.com.br

MOSTRAVÍDEO ITAÚ CULTURAL 2010

Mostravídeo Itaú Cultural abre a programação de 2010 com novo formato curatorial

João Dumans e Andre Costa irão se intercalar mensalmente na curadoria estabelecendo um diálogo entre o eixo curatorial das programações da Mostravídeo deste ano; Dumans assina o programa de Abril, Narrativas à Deriva, com 10 obras de cineastas, vídeo-artistas e documentaristas brasileiros e do exterior.

Em abril, o Itaú Cultural inaugura a programação deste ano da Mostravídeo em Curitiba e em Belo Horizonte. Ela será exibida, respectivamente, no Paço da Liberdade Sesc Paraná, todas as quintas-feiras a partir do dia 1º , e na Sala Humberto Mauro, do Palácio das Artes em Belo Horizonte, às quartas-feiras desde o dia 7. Desta vez a curadoria da programação será assinada durante todo o ano por dois curadores: o pesquisador de cinema João Dumans, e o cineasta-documentarista Andre Costa, que irão se revesar na seleção dos filmes a cada mês. Curador da primeira programação, Dumans a intitulou Narrativas à Deriva. Entre os filmes selecionados por ele aparece em comum a tentativa dos diretores se posicionarem por meio de um olhar estrangeiro, tanto na primeira pessoa quanto como personagens à deriva que não pertencem ao ambiente que os cerca.

No limite entre o cinema e as artes plásticas, entre a invenção e o registro documental, entre a realidade e as paisagens de sonhos, os filmes desta sessão da Mostravídeo Itaú Cultural buscam caminhos de inovação formal sem abrir mão de contar suas estórias. Esta busca passa por uma necessidade quase natural, já que os trabalhos se situam à margem dos meios e modelos de produção consagrados às grandes narrativas do cinema. Sejam eles documentaristas, artistas plásticos ou mesmo cineastas, são de certa forma os próprios realizadores e suas imagens que se colocam aqui na condição de estrangeiros

Os diferentes formatos – cinema experimental, vídeo-arte, documentário – permitem que os curadores ampliem a discussão quanto a classificação dos filmes, para se focar em um debate mais simples e mais produtivo sobre o fazer cinema. “Nessa primeira programação, as questões em jogo são bem mais simples do que as ligadas às difíceis definições conceituais. Ela pode ser resumida um pouco na questão: como esses artistas e diretores, que não são ligados aos grandes esquemas de produção cinematográfica, contam suas histórias?”, explica Dumans.

Os filmes
Cada dia da programação aborda um diretor ou uma dupla diferente de diretores. No primeiro filme da mostra, Uma História do Vento(1988), o cineasta holandês Joris Ivens, e sua esposa Marceline Loridan Ivens, tentam filmar o invisível, fazendo uma fábula sobre o cinema repleta de referências à cultura chinesa. No segundo dia, o nova iorquino Jem Cohen, representado pelo filme Chaim(2004), mostra bem a mistura entre o documental e a ficção que costumam ocupar os filmes do diretor.




A mostra traz, ainda, filmes de duas duplas de cineastas. Os suecos Peter Fischli e David Weiss, mais conhecidos no meio das artes plásticas, estarão representados na mostra com os filmes The Right Way(1983) e The Point of Resistance(1981). Já os brasileiros residentes em Berlim Gustav Jahn e Melissa Dullius aparecem na sessão 4, que será exibida unicamente em Curitiba, no dia 22 de abril, com cinco filmes – três deles assinados em dupla – todos eles sobre viagens, abordando a estética do roadmovie ou diário de bordo.

A mostra de abril termina em ambas as cidades com um nome de destaque da arte contemporânea e, particularmente, da performance. A norte-americana Joan Jonas se destacou no cenário artístico dos anos 60 e é apontada como uma das pioneiras na mistura de vídeo-arte e performance. O público terá acesso a duas dessas performances filmadas: I Want to Live in the Country (And Othes Romances) (1975), em que aparecem trechos de um diário de viagem pessoal da artista; e Volcano Saga (1989), em que ela encena uma lenda islâmica do século XIII.

Mostravídeo
Projeto do Itaú Cultural, a Mostravídeo sempre apresenta uma programação permanente de exibição de filmes e vídeos que representem conceitualmente as mais instigantes produções nacionais e internacionais em meios audiovisuais (cinema, vídeo e novas mídias). Desde 1997 este projeto mantém-se perene, fiel ao seu público e possibilita aos realizadores um espaço de exibição qualificado. Neste ano será realizado simultaneamente em Belo Horizonte e em Curitiba e com mudanças no formato curatorial. Será estabelecido um diálogo entre os dois curadores, João Dumans e Andre Costa, de modo a permitir que os assuntos levantados não se esgotem a cada nova programação. De fato, eles permitirão a realização de um ciclo de discussões mais constante e , ainda sim, livre e aberto às mudanças de percurso diante do contato com o público.

“Esperamos que a mobilização e o diálogo entre repertórios e trajetórias de pesquisa distintos dos curadores possam promover um espaço de reflexão sobre o lugar das imagens em movimento com o advento e proliferação do uso das novas mídias”, observa Andre Costa que assinará a programação de maio. “A Mostravídeo, que antes parecia atender a uma demarcação da especificidade do vídeo frente ao cinema, pode ser uma oportunidade interessante de sondar os limites desta convergência entre suportes técnicos, linguagem e circuitos de fruição, verificando afinal o que temos de novo no que poderíamos chamar de experiência do cinema, seja por qual mídia esta se apresente“, conclui.

Ele e Dumans debateram entre si e levantaram questões interessantes a respeito do perfil da mostra e do que querem em relação a ela. “Decidimos uma espécie de tópico em comum para o ano, que é pensar um pouco o cinema como essa grande caixa de ressonância e transformação das imagens do mundo, venham elas do documentário, das artes plásticas ou da chamada vídeoarte”, conta Dumans. De acordo com ele, a dupla pretende investigar as transformações sofridas pelo cinema (tanto os filmes quanto a própria instituição cinematográfica) nos últimos anos. “Vamos investigar, por exemplo, o cinema experimental não mais sob a ótica do vídeo ou da vídeoarte, mas sob a ótica do cinema, simplesmente. Não é de forma nenhuma uma discussão nova, mas a Mostravídeo pode ser um bom lugar para capturar alguns de seus efeitos práticos, ou seja, bons filmes”, comenta.

Como aconteceu no ano passado, o público poderá conferir no blog (www.mostravideoitaucultural.wordpress.com) textos inéditos sobre a programação. Graças à interatividade do site o debate proposto pelos curadores cada novo programa será enriquecido pela participação dos internautas.

Biografia dos curadores
Andre Costa
Cineasta-documentarista e pesquisador de arquitetura e urbanismo, audiovisual e educação. Professor universitário de Cinema e Televisão na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e da Faculdade de Comunicação Social e da pós-graduação na área de Criação Visual e Multimídia na USJT. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela USP, atua como assessor pedagógico, consultor e formador audiovisual em diversos projetos sócio-educativos que utilizam esta linguagem como ferramenta educativa e de transformação social. É sócio da Olhar Periférico Filmes. Atua também como curador e júri de festivais de cinema e vídeo. Foi membro do Comitê de Programação e Seleção do 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil. Escreveu diversos artigos e foi co-autor de livros sobre vídeo, cinema e educação audiovisual. Foi membro da Comissão Julgadora de Projetos Cinematográficos da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura em 2009.

João Dumans
Pesquisador de cinema, foi programador do Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes e curador do Cineclube Curta Circuito, da Associação Curta Minas. Participou de comissões de seleção e programação de festivais como o Forum.doc.bh e o Festival Internacional de Curtas Metragens de Belo Horizonte. Foi assistente de direção do filme Os Residentes, de Tiago Mata Machado, do qual também é produtor. Trabalha atualmente no desenvolvimento de roteiro de longa-metragem do diretor Marcelo Gomes.

PROGRAMAÇÃO DE ABRIL - NARRATIVAS À DERIVA
Sessão 1: Joris Ivens
Curitiba: 1 de abril, quinta-feira, 19h30
Belo Horizonte: 7 de abril, quarta-feira, 19h30

Uma História do Vento
Joris Ivens e Marceline Loridan Ivens Fra/Ing/Ale/Hol, 1988, 75’
Depois de “Pour le Mistral”, o cineasta holandês parte novamente em sua jornada para filmar o invisível, desta vez na companhia de sua mulher, Marceline Loridan. No filme, Ivens atravessa a China ao lado de sua equipe na tentativa de capturar a imagem do vento. A viagem, permeada por referências à cultura chinesa e ao cinema, converte-se numa fábula mágica que evoca tanto a fragilidade da vida quanto as transformações sociais e políticas do mundo contemporâneo.

O diretor nas palavras do curador:
Ele dedicou boa parte de sua extensa carreira a registrar o trabalho humano, tendo sempre em vista suas implicações sociais e políticas, e dedicou-se em seu último filme a dar um testemunho de seu próprio ofício. Não surpreende, assim, que tenha escolhido para representá-lo uma tarefa tão curiosa quanto filmar o vento. Primeiro porque sua dedicação militante ao universo do trabalho o conduziu espontaneamente a uma paixão pelos elementos e fenômenos naturais: a terra, sobretudo, mas também o mar, os rios, o vento, o fogo, a chuva. Depois porque, para ele, filmar sempre significou menos captar com fidelidade cega os acontecimentos do que transmitir, por meio das imagens, a sensação daqueles que os presenciam. Em seu último documentário, com a parceria bastante presente e influente de sua mulher, Marceline Loridan, Ivens constrói uma fábula sobre o cinema.


Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Telefones(11)2168-1776/1777
www.itaucultural.org.br
atendimento@itaucultural.org.br

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