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quarta-feira, 18 de março de 2026

EXIBIÇÃO DO FILME "GIRASSOL VERMELHO", OFICINA CRIATIVA E VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO DE EDER SANTOS

  Exibição do filme "Girassol Vermelho", oficina criativa e visita guiada             fazem parte de programação paralela à exposição de Eder Santos

Nos dias 24 e 25 de março, programação em torno da exposição "A Imagem Não Serve" reúne oficina criativa, visitas guiadas, exibição inédita do longa-metragem "Girassol Vermelho" e lançamento do catálogo da exposição, ampliando o diálogo sobre as obras de um dos pioneiros da videoarte no Brasil

  
 Cartaz do filme “Girassol Vermelho”, de Eder Santos - Cred Divulgação / Dir Videoinstalação Janaúba (Foto - Isabel Moreira & Leandro Aragão

Nos dias 24 e 25 de março, a CAIXA Cultural Curitiba promove uma programação especial em torno da exposição “A Imagem Não Serve”, do artista multimídia Eder Santos e com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho.

Reunindo experiência prática, reflexão crítica, cinema e encontro com o artista, a agenda propõe um mergulho na trajetória de Santos — cuja produção, iniciada nos anos 1980, tensiona a imagem como representação estável e a transforma em presença instável, marcada por ruídos, distorções e deslocamentos que desafiam o olhar contemporâneo.

Ao longo dos dois dias, o público poderá participar de uma oficina criativa, visitas guiadas, a exibição inédita do filme “Girassol Vermelho” e o lançamento do catálogo oficial da exposição.

No dia 24 de março, às 15h, ocorre a oficina “Que Imagens Nos Servem?”, conduzida pela fotojornalista Isa Lanave. A atividade propõe uma vivência  prática a partir de fotografias pessoais dos participantes, assim como imagens da obra de Eder Santos, explorando processos de colagem, sobreposição e transparência. A ideia é desmontar e recompor imagens afetivas, criando novas narrativas visuais em diálogo com memória, autoperccepção e experiências subjetivas - um exercício que ecoa as investigações sobre os limites e as possibilidades da imagem. As inscrições podem ser feitas pelo link.   

Na sequência, às 17h, o público poderá participar de uma visita guiada pela exposição, conduzida por Santos e pelo curador Luiz Gustavo Carvalho, que comentam processos de criação, referências e histórias por trás das videoinstalações e das videoesculturas apresentadas.

Encerrando o dia 24, às 18h30, ocorre a exibição do longa-metragem “Girassol Vermelho”, dirigido por Eder Santos. O filme, que estreou na abertura da Mostra de Cinema Tiradentes em 2025, será exibido pela primeira vez na capital paranaense e gira em torno de Romeo (Chico Díaz), um homem que, ao tentar fugir do passado em busca da liberdade, acaba sendo preso e torturado em uma estranha cidade onde fazer perguntas é proibido. A sessão contará com a presença do diretor, assim como a do curador da exposição “A Imagem Não Serve”. Os ingressos serão distribuídos 30 minutos antes da exibição.

Após a exibição, haverá o lançamento do catálogo da mostra, seguido de sessão de autógrafos.

No dia 25 de março, a programação continua com uma nova visita guiada pela exposição, às 11h, conduzida pelo artista e pelo curador, oferecendo ao público outra oportunidade de aprofundar o contato com a obra e seus processos.

Exposição “A Imagem Não Serve”
Em cartaz na CAIXA Cultural Curitiba até o dia 10 de maio, a exposição“A Imagem Não Serve”, de Eder Santos, reúne 14 trabalhos do artista mineiro, sendo parte produzida nos últimos 20 anos, e traça um panorama de sua múltipla produção, combinando diferentes linguagens e técnicas, barrando as fronteiras entre artes visuais, cinema, teatro, vídeo e novas mídias. Por meio de videoinstalações e vídeo-esculturas, sua obra, além de reverenciar o cinema brasileiro,  evoca paisagens rosianas, dialoga com a obra de René Magritte, reinterpreta aspectos da mineiridade e questiona uma sociedade cujo lema principal é “trabalhar, consumir e morrer”. 

A exposição “A Imagem Não Serve” tem entrada gratuita. O horário de visitação é de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19hMais informações nos perfis de Eder Santos (@edersan) e da produtora Ars et Vita (@arsetvita) .

Sobre o artista - Nascido em Belo Horizonte (MG), Eder Santos é referência na videoarte brasileira e integra coleções institucionais como o MoMA (Nova York), o Centre Pompidou (Paris), o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de ter participado de bienais e festivais no Brasil e no exterior. Sua trajetória também inclui uma premiada produção no cinema, com curtas, longas e séries para televisão.

Serviço: 
Oficina “Que imagens nos servem?”
Data: 24 de março
Horário: 15h
Classificação: 16 anos
Local: Sala de Oficinas – CAIXA Cultural Curitiba
Inscrições pelo link.   

Exibição do filme “Girassol Vermelho” e lançamento do catálogo
Data: 25 de março
Horário: 18h30
Classificação: 18 anos
Entrada gratuita
Local: CAIXA Cultural Curitiba (Teatro) Na Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro
Informações: (41) 3041-2155|  Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Visita guiada pela exposição “A Imagem Não Serve”
Datas: 24 de março | 17h e 25 de março | 11h
Local: Galeria Mezanino – CAIXA Cultural Curitiba
Inscrição: https://forms.gle/hShqW85W58A7bEfh7

Exposição “A Imagem Não Serve”
Data: Até 10 de maio
Horário de visitação: de terça a sábado, das 10h às 20h | domingos e feriados, das 10h às 19h.
Entrada gratuita
Classificação: 12 anos
Patrocínio: CAIXA Cultural
Produção: Ars et Vita
Redes sociais: Eder Santos (@edersan), Ars et Vita (@arsetvita) / CAIXA Cultural Curitiba

 

terça-feira, 17 de março de 2026

2º FESTIVAL BOITATÁ - FESTIVAL PARANAENSE DE CINEMA DE HORROR NO INTERIOR E LITORAL

 2º Festival Boitatá leva cinema de horror para cidades do interior e litoral do Paraná

Evento itinerante passa por quatro municípios em abril e maio com exibições gratuitas, oficinas e debates sobre o gênero


Entre abril e maio, o 2º Festival Boitatá - Festival Paranaense Itinerante de Cinema de Horror irá levar uma programação gratuita a quatro cidades paranaenses: Cornélio Procópio, Cianorte, Campina Grande do Sul e Matinhos. Além das sessões de filmes, o evento oferece oficinas, palestras e bate-papos com cineastas e pesquisadores, com a proposta de ampliar o acesso ao cinema do gênero no estado.

Em cada município, serão realizados três dias de atividades, com mostras não competitivas de curtas e longas-metragens nacionais e internacionais. A programação também inclui sessões dedicadas a produções universitárias, mostra de curtas infantis e a exibição especial de um clássico do horror brasileiro - o filme “Mangue Negro” (2008), com direção de Rodrigo Aragão. Entre os longa-metragens presentes no festival estão ainda “Aloha Malandro”, dirigido pelo curitibano Evandro Scorsin, “Dragkiller”, de Johnny Victor, “Tropical Sov”, de Petter Baiestorf e “Recanto dos Ribeiros”,  com direção de Murilo Bonini e Leonardo Kawaguchi. 

Para compor essa programação, a segunda edição do Festival Boitatá reúne uma curadoria formada por nomes relevantes do cinema do gênero. A seleção de longas-metragens será assinada pelos cineastas Paulo Biscaia (“Virgens Acorrentadas”, “Nervo Craniano Zero”, “Morgue Story”), Petter Baiestorf (“Fábulas Negras”, “Zombio”, “Zombio 2: Chimarrão Zombies”) e pela pesquisadora do gênero Yamine Evaristo, do site Longas Histórias.

Já as mostras de curtas serão selecionadas por Nelson Rocha Neto, escritor e pesquisador do horror, Rodolfo Stancki, professor universitário, jornalista e crítico de cinema, e Gabriela Larocca, historiadora e podcaster do site República do Medo. A equipe integra ainda o diretor artístico Carlos Macagi, responsável por selecionar obras e promover discussões sobre o gênero.


A programação formativa também é um dos destaques do festival. Entre os convidados confirmados para ministrar oficinas estão Magnum Borini, com um curso sobre produção de filmes de baixo orçamento; Ales de Lara, que abordará maquiagem de efeitos especiais; Beatriz Saldanha, que irá discutir sobre diretoras mulheres no cinema de horror; e Tati Regis, com a oficina “Monstros, Raça e Memória: panoramas do horror negro no cinema”.


A proposta do evento é fortalecer o circuito cultural fora dos grandes centros, promovendo a difusão do cinema nacional e incentivando o surgimento de novos realizadores. Para o diretor artístico do festival, Carlos Macagi, iniciativas como essa ajudam a ampliar o olhar do público sobre o cinema de horror e a fortalecer a produção independente. 


Festivais como o Boitatá são importantes porque mostram que o horror vai muito além do entretenimento. É um gênero que dialoga com questões sociais, culturais e políticas, além de ter uma tradição muito rica no cinema brasileiro. Levar essa programação para diferentes cidades também é uma forma de democratizar o acesso ao cinema e aproximar o público do interior de produções que muitas vezes não chegam às salas comerciais”, afirma.


Programa realizado com o apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice) - Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Estado do Paraná com apoio da Copel.


SERVIÇO

Cornélio Procópio

6 a 8 de abril

Auditório da Uenp 

Rodovia PR 160, KM 0 – Saída para Leópolis, s/n


Cianorte 

9 a 11 de abril

Auditório do Campus da UEM

Av. Brasil, 2385 - Zona 01


Campina Grande do Sul

23 a 25 de abril

Teatro Municipal José Carlos Zanlorenzi
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, 975, Jardim Paulista


Matinhos

14, 15 e 16 de maio

Auditório Juliano Fumaneri Weiss - Campus UFPR Litoral 

Rua Jaguariaíva, nº 512

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

CAIXA CULTURAL CURITIBA EXIBE EXPOSIÇÃO DE VIDEOARTE INÉDITA DE EDER SANTOS

"A Imagem Não Serve" teve sua abertura na terça-feira, dia 10 de fevereiro, com grande afluência de público. Na  programação oferecida ao público visitas guiadas, oficina, videoinstalações e videoesculturas

Foto da obra Call Waiting - Crédito Eder Santos. 


Está aberta na CAIXA Cultural Curitiba  a exposição “A imagem não serve”, primeira mostra individual do artista multimídia Eder Santos na capital paranaense. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, a exposição reúne 14 videoinstalações e videoesculturas produzidas entre 1993 e 2026, incluindo a obra inédita Ouragualamalma, criada especialmente para a temporada. Eder Santos traz ao público um panorama de mais de quatro décadas de experimentações com imagem, corpo e tecnologia.

 

O espaço oferece ao visitante uma experiência imersiva que desloca a imagem do campo da representação para o da presença. As obras incorporam ruídos, falhas, vibrações e distorções, revelando um uso da tecnologia que tensiona a linearidade e desafia a passividade do olhar. Estruturas como camas, gaiolas, ambientes imersivos e esculturas com dispositivos eletrônicos transformam o espaço expositivo em um campo sensorial, no qual o corpo do espectador é convocado a atravessar e habitar as imagens.

 

A obra de Eder Santos nos convida a retirar as lentes com as quais aprendemos a ver um mundo cada vez mais domesticado, para acessar aquilo que escapa, que não se deixa capturar ou estabilizar”, comenta o curador Luiz Gustavo Carvalho. 

                                            Videoinstalação Janaúba (Foto: Isabel Moreira & Leandro Aragão) 

 

No dia da abertura, às 18h, aconteceu a palestra com o artista e com o curador, seguida da abertura da exposição às 19h. Durante o período expositivo, o público poderá participar de visitas guiadas conduzidas pelos dois. Elas acontecem nos dias 11 de fevereiro, às 15h, 24 de março às 17h e 25 de março às 11h.

 

Já no dia 24 de março, às 15h, a CAIXA Cultural Curitiba intensifica a programação com uma oficina dedicada ao universo de Eder Santos. Na sequência, às 17h, ocorre mais uma visita guiada e, às 18h30, a exibição do longa-metragem “Girassol Vermelho”, dirigido pelo artista. O dia se encerra com o lançamento do catálogo da exposição e sessão de autógrafos com a presença de Eder Santos e do curador.


Sobre o artista  

Nascido em Belo Horizonte (MG), Eder Santos é referência na videoarte brasileira e integra coleções institucionais como o MoMA (Nova York), o Centre Pompidou (Paris), o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de ter participado de bienais e festivais no Brasil e no exterior. Sua trajetória também inclui uma premiada produção no cinema, com curtas, longas e séries para televisão. 

Serviço: [Exposição]

A imagem não serve – Eder Santos

Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba

Horário de visitação: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h 

Período expositivo: 11 de fevereiro a 10 de maio

Entrada: franca

Classificação: 12 anos

Acesso para pessoas com deficiência

Informações: (41) 3041-2155|  Site CAIXA Cultural@caixaculturalcuritiba​  

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

CURSO GRATUITO ENSINA TÉCNICAS DE FOTOGRAFIA COM APARELHO CELULAR

 

Atividade capacita participantes a utilizarem a câmera do celular para produzirem fotografias e expandir potencial criativo

 

A designer e professora de arte, Edeliz Klaumann, está ministrando a "Oficina de fotografia com celular". O intuito é capacitar os participantes a usar o próprio telefone celular para criar imagens de qualidade, fazer ajustes nas configurações da câmera do aparelho, edições básicas, explorar diversas finalidades como redes sociais e registros do cotidiano. 


O curso iniciou no dia 13/10 e segue nos dias 20, 27/10 e 03/11, das 14h às 17h, na Casa da Leitura Miguel de Cervantes (Praça da Espanha – Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1238, Bigorrilho, Curitiba). As inscrições estão abertas, são gratuitas, com vagas limitadas e devem ser feitas pelo link https://forms.gle/D7wmtLu4NhiPe1V18

 

Podem participar jovens e adultos interessados em fotografia, arte, expressão pessoal e não é exigido conhecimento técnico prévio. Basta apenas levar qualquer modelo de aparelho celular que tire foto. Haverá certificado de participação.

 

"Mais do que ensinar a tirar boas fotos, esta oficina busca expandir o olhar e despertar o potencial expressivo de cada participante, por meio da fotografia como linguagem criativa, sensível, poética e acessível. Os encontros vão combinar prática e reflexão, com imagens produzidas a partir do cotidiano", conta o escritor e mediador de leitura, Cristiano Nagel.

 

Programação

Durante a oficina, os participantes serão apresentados a referências de fotógrafos que registram o mundo, transformando cenas simples em imagens potentes. A partir disso, serão incentivados a desenvolver seu próprio olhar, descobrir formas de observar objetos, pessoas e lugares sob novas perspectivas.

 

A cada encontro, novos caminhos serão propostos. O primeiro dia será dedicado ao exercício da observação, treinando o olhar para perceber o que geralmente passa despercebido. No segundo dia, serão introduzidas noções básicas de composição como enquadramento, luz, formas e posicionamento da câmera para valorizar visualmente as fotos produzidas.

 

O terceiro encontro será voltado à criação de imagens com base em objetos simbólicos, permitindo que sentimentos e ideias ganhem forma por meio da fotografia. No quarto e último encontro será realizada uma vivência com Cianotipia; um processo artesanal de impressão fotográfica que produz imagens em tons de azul profundo.

 

Diferentes atrações culturais

A oficina "Expressão Criativa por Meio da Fotografia" é uma das atrações do projeto cultural Até que a literatura nos separe, idealizado pela doutoranda em Letras pela UFPR, Taíne Alves.

 

Ao todo, o projeto contempla 175 Rodas de Leitura em colégios públicos da capital paranaense, 2 oficinas de produção de crônicas com o escritor Luís Henrique Pellanda e 1 oficina de expressão criativa. Todas as ações são gratuitas.

 

O projeto cultural Até que a literatura nos separe é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com o apoio da Universidade Positivo e Colégio Positivo.

 

Serviço: 

O que: "Oficina de fotografia com celular" ministrada pela designer e professora de arte, Edeliz Klaumann

Quando: O curso iniciou no dia 13/10 e segue nos dias 20, 27/10 e 03/11, das 14h às 17h

Onde: Casa da Leitura Miguel de Cervantes (Praça da Espanha – Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1238, Bigorrilho, Curitiba)

Quanto custa: Gratuita

Inscrições: Já estão abertas e podem ser feitas pelo link https://forms.gle/D7wmtLu4NhiPe1V18

Informações: tel. 41-99822-0699 e e-mail crisnagel@yahoo.com.br  

 

Crédito das fotos: Freepik

segunda-feira, 1 de abril de 2024

CCBB SP APRESENTA A MOSTRA "MULHERES MÁGICAS: REINVENÇÕES DA BRUXA NO CINEMA"

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresenta a 2ª edição da mostra "Mulheres Mágicas: reinvenções da bruxa no cinema"  

A mostra acontece de 6 de Abril a 5 de maio e traz

28 títulos, debates com especialistas e uma oficina gratuita.

Com o intuito de investigar a maneira que a figura da bruxa foi construída ao longo da história do cinema, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresenta a 2ª edição da mostra "Mulheres Mágicas: reinvenções da bruxa no cinema". A nova edição do evento acontece entre os dias 6 de abril e 5 de maio e conta com 28 filmes, debates com especialistas e uma oficina gratuita. Os ingressos serão vendidos a preços populares. 

Com curadoria de Carla Italiano, Juliana Gusman e Tatiana Mitre, a programação passa por diferentes gêneros, entre ficção, documentário, experimental e performance de países, como Alemanha, França, México, Reino Unido, Rússia, Estados Unidos, Brasil e outros. Os filmes estão agrupados em dois eixos temáticos:  "A bruxa através dos tempos: imagens clássicas" e "Bruxas contemporâneas: corpos indomáveis, saberes ancestrais". O primeiro revisita o imaginário clássico das bruxas, enquanto o segundo apresenta reinvenções contemporâneas, com destaque para obras de cineastas mulheres e perspectivas feministas.

primeiro eixo da programação conta com títulos como A Paixão de Joana D'arc (1928), um dos principais filmes do cinema mudo, e Casei-me com uma Feiticeira (1942), do renomado diretor René Clair, e A Bruxa (2015), que se destacou em várias premiações independentes. A intenção desse segmento é mostrar os tropos que formaram o arquétipo da bruxa no cinema. Por sua vez, o segundo eixo busca reunir filmes que expandem a ideia de mulheres mágicas e apresentam perspectivas críticas. Entre eles estão os longas Retrato de uma jovem em chamas (2019), vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes e Orlando, Minha Biografia Política, adaptação de uma das obras mais conceituadas da escritora inglesa Virginia Woolf. Durante as quatro semanas, haverá ainda sessões de filmes infantis, como o clássico Branca de Neve e os Sete Anões (1937), O serviço de entregas da Kiki (1989), e Malévola (2014).

Para as curadoras, uma das inspirações para a mostra é o trabalho de Silvia Federici, autora que se debruçou sobre as origens da histórica perseguição às mulheres. “Em suas obras, a escritora analisa como a caça às bruxas resultou na marginalização de mulheres que não se encaixavam nos padrões de feminilidade”, observam.

Sessão de Abertura acontece no dia 06/04, às 16h, com a exibição de A Praga (2021), filme póstumo de José Mojica Marins, o lendário Zé do Caixão, um dos maiores nomes do horror brasileiro de todos os tempos. Este filme havia sido dado como perdido até que parte dos seus negativos foi localizada. A sessão do filme é acompanhada do curta-documentário A última praga de Mojica, de Cédric Fanti, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira, que esmiúça os processos de criação do último longa de Mojica, e de um debate após a sessão, com a crítica Júlia Noá e com mediação da curadora Carla Italiano.

Durante o evento também serão realizados mais dois debates e uma oficina gratuita, todos presenciais. No dia 18/04, haverá a mesa redonda "Reencantando o mundo", conduzida por Glênis Cardoso, Sophia Pinheiro e Mariana Queen Nwabasili, com mediação de Juliana Gusman, e no dia 25/04, a curadora Tatiana Mitre falará sobre os filmes A Fada do Repolho, de Alice Guy(1896/1900) e  Branca de Neve e os Sete Anões (1937).

Já a oficina, intitulada "Perambulando nas sombras encantadoras: segredos da bruxaria no cinema de horror contemporâneo", será ministrada pela estudiosa Laura Cánepa e acontecerá em 20/04 (sábado), às 14h. As inscrições devem ser realizadas previamente em bb.com.br/cultura.

ONLINE PARA TODO BRASIL

A 2ª edição da mostra "Mulheres Mágicas: reinvenções da bruxa no cinema" também contará com uma programação online, disponível para todo Brasil, de 26 de abril a 05 de maio, com os filmes Rami Rami Kirani, de Lira Mawapai HuniKuin e Luciana Tira HuniKuin (2024) e Para sempre condenadas, de Su Friedrich (1987), disponível gratuitamente no site www.mulheresmagicas.com.

A primeira edição da mostra foi realizada no ano de 2022, em formato híbrido, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa contou com debates temáticos gratuitos e quatro sessões comentadas, todas disponíveis no Youtube (Canal Mostra Mulheres Mágicas).

Ao realizar este projeto, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma o compromisso de ampliar a conexão do brasileiro com a cultura e com a promoção do acesso à produção cinematográfica nacional e internacional. 

 

SERVIÇO: Mostra "Mulheres Mágicas: reinvenções da bruxa no cinema"

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Período: 6 de Abril a 5 de Maio DE 2024

Ingressos: R$10 inteira / R$5 meia, disponíveis em bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB SP

Classificação indicativa: de Livre a 16 anos (consultar programação)

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP  

Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque

 nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista. 

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.