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domingo, 21 de setembro de 2025

5º SEMINÁRIO DE CINEMA E EDUCAÇÃO DISCUTE A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 13.006/14

 

5º SEMINÁRIO DE CINEMA E EDUCAÇÃO DISCUTE A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 13.006/14 E O FUTURO DO AUDIOVISUAL NA ESCOLA


Evento é um espaço de reflexão sobre o direito ao cinema como prática cultural e pedagógica

* Seminário é gratuito e acontece entre os dias 6 a 10 de outubro de forma online 


* Com o tema “O direito ao cinema na escola: estética, ética e política em diálogo”, o seminário promove masterclass e quatro mesas de debate 

  • Na programação está ainda uma formação presencial para educadores, “Ver e Fazer Cinema na Escola - percursos criativo-pedagógicos entre escola e comunidade” 
  • Proposta da iniciativa é aprofundar o debate sobre a regulamentação da lei que estabelece a obrigatoriedade da exibição de cinema brasileiro nas escolas, e contribuir com a construção do Programa Nacional de Cinema na Escola 

* Inscrições ficam abertas a partir de 25/09 

  • Evento é uma realização da Ecofalante, em parceria com SESC SP, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, SPCine e Prefeitura Municipal de São Paulo 


De 6 a 10 de outubro de 2025, a Ecofalante realiza a quinta edição do Seminário de Cinema e Educação, evento gratuito que se consolidou como uma das principais referências nacionais no debate sobre cinema e educação. Reunindo educadores, gestores, cineastas, pesquisadores e representantes da sociedade civil, o encontro propõe reflexões urgentes sobre o papel do cinema na escola, sua potência estética, ética e política, e os caminhos para a construção de uma política pública sólida para a área.


As inscrições podem ser feitas a partir de 25/09 através do endereço https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/. O público-alvo é composto por educadores, pesquisadores, produtores culturais e profissionais da educação formal e não formal.


O tema desta edição é “O direito ao cinema na escola: estética, ética e política em diálogo”. O título sintetiza um posicionamento que vai além do cumprimento da Lei 13.006/14, que obriga a exibição de, no mínimo, duas horas de cinema brasileiro por mês nas escolas de educação básica. O Seminário busca colocar em evidência o cinema como linguagem viva, transversal e transformadora, capaz de fomentar a sensibilidade artística, o pensamento crítico e a cidadania socioambiental.


Cinema como direito e política pública

A Lei 13.006/14, apesar de vigente há mais de uma década, ainda encontra desafios para ser efetivamente implementada. O 5º Seminário de Cinema e Educação se propõe a discutir não apenas sua regulamentação, mas também sua inserção em um contexto mais amplo, tal como exposto na Proposta de um Programa Nacional de Cinema na Escola, elaborado em 2024 pela Rede Kino - Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e Audiovisua por meio de consultas públicas e Grupos de Trabalho durante a 19ª CineOP.


Para tanto, o evento se apoia em quatro eixos estruturantes: Formação Docente, Condições de Exibição e Produção, Acervos e Curadorias e Pedagogias do Audiovisual. Esses pilares orientam as mesas de debate, refletindo sobre como garantir que a presença do cinema na escola não se limite a uma obrigação formal, mas se torne parte orgânica da experiência educativa.


Programação: debates, formação e prática

A programação do 5º Seminário de Cinema e Educação, permitindo maior alcance nacional sem perder o vínculo direto com a comunidade escolar.


Masterclass de abertura – “Educação, Cinema e o Reencantamento do Mundo”

(06/10, 19h)

Com a professora e pesquisadora Rosália Duarte (UFMT), a atividade inaugura o evento trazendo uma reflexão sobre o papel do audiovisual na transformação dos olhares, narrativas e relações da escola com o território, o meio ambiente e a comunidade. 

  • Mesa 1 – O que diz a lei? O cinema na escola como política pública (07/10, 19h) Debate sobre a implementação da Lei 13.006/14, seus diálogos com outros marcos legais (como as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena) e sua relação com a Proposta de Programa Nacional de Cinema na Escola. Entre as convidadas: Adriana Fresquet (UFRJ), Raquel Franzim (MEC) e Helena Singer (Instituto Paul Singer). 

Mesa 2 – Cinema na Escola: práticas transformadoras em educação (08/10, 19h)

Experiências concretas de redes públicas, coletivos e escolas que já vêm incorporando o cinema ao cotidiano escolar, demonstrando caminhos criativos, mesmo diante de limitações materiais. Participam: Renata Lanza (Campinas/SP), Juliana Costa (Porto Alegre/RS) e José Matheus Pereira Rodrigues (Ecofalante). 

  • Mesa 3 – Ver, criar e aprender: o cinema como prática pedagógica (09/10, 19h) Discussão sobre metodologias e percursos formativos para professores e professoras, entendendo o cinema não apenas como recurso didático, mas como experiência estética e política. Convidados: Wenceslao Oliveira Jr (Unicamp), Maria Angélica Santos (RS) e Cláudia Mogadouro (SP). 

Mesa 4 – Acervos e curadorias: quais imagens queremos nas escolas? (10/10, 19h)

Reflexão sobre processos e políticas de curadoria, e sobre o papel de educadores e estudantes como criadores e curadores. Entre os nomes confirmados: Clarisse Alvarenga (UFMG), Isaac Pipano (UFF) e Saulo França Rosa (Ecofalante). 

Nos dias 11, 18 e 25/10 acontecem atividades presenciais de formação prática para educadores da rede municipal de São Paulo. Sob o tema “Ver e Fazer Cinema na Escola - percursos criativo-pedagógicos entre escola e comunidade”, nelas são abordados fundamentos da linguagem audiovisual, cineclubismo escolar, curadoria pedagógica e dinâmicas de criação com estudantes. Realizadas nos CEUs Carrão, Pera Marmelo e Campo Limpo, as atividades são ministradas pela pesquisadora, curadora e produtora cultural Liciane Mamede e pelo cineasta, educador audiovisual e pesquisador Felipe Leal Barquete.


5º Seminário de Cinema e Educação pretende ser um marco no processo de consolidação do cinema como direito cultural e pedagógico nas escolas, em particular na cidade de São Paulo. Ao reunir especialistas de diferentes estados e formações, o evento reforça a importância de uma abordagem plural, democrática e enraizada no chão da escola.


Para Liciane Mamede, produtora da Ecofalante, o Seminário de Cinema e Educação chega a sua quinta edição com um repertório de discussões amadurecidas ao longo dos últimos anos. “Desde 2018, tem se afirmado como um espaço essencial para refletir sobre maneiras de inserir o cinema na escola. Nesse percurso, o debate também evoluiu em termos de políticas públicas, e seguimos atentos a esse movimento para fortalecer o audiovisual como parte estruturante da educação básica. Chegar a este momento é um marco, pois reafirma a continuidade de um debate que precisa estar no centro das políticas culturais e educacionais”, declara.


Segundo o coordenador do seminário, Felipe Barquete, a iniciativa acontece “num momento importante: a regulamentação da Lei 13.006/14 está na pauta, e a sociedade civil se organiza para que isso se converta em uma implementação profunda, consistente e permanente do cinema e do audiovisual nas escolas brasileiras. É a oportunidade de transformar um direito em práticas: de ampliar o repertório cultural, de inventar, ensinar e aprender de modos mais inclusivos, significativos e transformadores para os estudantes, seus territórios e suas comunidades.”


A expectativa é que o encontro contribua para ampliar a compreensão da sociedade sobre a Lei 13.006/14 e acelerar sua efetiva implementação; apoiar educadores com metodologias e práticas que valorizem o audiovisual como ferramenta crítica e criativa; fortalecer redes entre escolas, universidades, coletivos culturais e órgãos públicos; e valorizar a diversidade cultural e territorial do Brasil na construção de políticas públicas para o cinema na educação.


Sobre a Ecofalante

A Ecofalante, Organização da Sociedade Civil, fundada em 2003, tem o objetivo de criar e desenvolver projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável, por meio da educação e da cultura.


Dentro dessa proposta, seu principal projeto é a Mostra Ecofalante de Cinema, um dos maiores festivais de cinema do Brasil e o evento cinematográfico mais importante da América do Sul dedicado a temas socioambientais. Realizada anualmente desde 2012, a Mostra exibe gratuitamente dezenas de filmes e contribui para a difusão de importantes e premiadas obras cinematográficas raras à audiência brasileira, tendo atingido um público de mais de 1 milhão de pessoas desde sua primeira edição.


O festival serve como ponto de partida para itinerâncias por todo o país e para as atividades educacionais que acontecem ao longo do ano. Essas atividades incluem o Programa Ecofalante Universidades, a plataforma de streaming educacional Ecofalante Play, além de exibições, debates, workshops e outras iniciativas voltadas para a formação em espaços educacionais e culturais. Os projetos são desenvolvidos por meio de uma rede de parcerias com instituições que atuam nas áreas de cultura, educação, meio ambiente e mídia.


Estas ações com parceiros educacionais ao longo de todo ano acontecem através do Programa Ecofalante Universidades (PEU), extensão educacional da Mostra Ecofalante de Cinema. O PEU atende instituições públicas e privadas do ensino fundamental ao superior em todo o país. O programa tem como missão contribuir por meio do cinema no processo de enriquecimento educacional, potencializando a formação dos estudantes e despertando a consciência cidadã nos mais diversos níveis de ensino.


Serviço: 

5º Seminário de Cinema e Educação - Ecofalante

📅 De 6 a 10 de outubro de 2025

📍 Evento online (para o público em geral) e híbrido (para professores da rede pública do município de São Paulo-SP)

💻 Participação gratuita

👥 Público-alvo: educadores, gestores, cineastas, produtores culturais, pesquisadores e interessados no diálogo entre cinema e educação.


🔗 Mais informações: ecofalante.org.br play.ecofalante.org.br


quinta-feira, 10 de julho de 2025

A SÉRIE "OCUPAÇÕES" ESTREIA NO SESC TV

 


 A série “OCUPAÇÕES” estreia no SescTV dia 08/07

Direção: Eugenio Puppo

Acesse o trailer oficial aqui


Produzida pela Heco Produções e dirigida por Eugenio Puppo, a série OCUPAÇÕES tem como tema central os movimentos presentes em grandes cidades brasileiras que utilizam a estratégia da ocupação dos espaços para dar voz a suas reivindicações. Com consultoria do arquiteto e urbanista Guilherme Wisnik, a série traz à tona o debate entre os diversos grupos interessados em promover a efetivação de políticas públicas e uma sociedade menos desigual, passando pela questão da moradia, do acesso aos bens e serviços públicos, do planejamento urbano, da cultura e dos movimentos sociais. Entre os entrevistados da série estão Padre Júlio LancelottiNabil BondukiRaquel Rolnik e Guilherme Boulos.


Com 13 episódios de 30 minutos cada, OCUPAÇÕES será exibida no SescTV a partir de 08/07, às 18h.

As ocupações são um fenômeno típico de nosso tempo. Há mais de uma década, eclodiram os protestos da Primavera Árabe e do movimento Occupy Wall Street, e essa forma de mobilização foi ganhando muito espaço midiático e no imaginário popular. De fato, eles marcaram um momento importante de reflexão crítica acerca do processo de ação coletiva, propondo uma forma de organização mais horizontal e espontânea e servindo como aglutinadores de pautas muito heterogêneas. As cidades brasileiras também tiveram suas versões desses movimentos, com ecos e desdobramentos até os dias atuais. Entretanto, no caso nacional, as ocupações incorporam processos ainda mais diversos e complexos, que remontam à nossa própria formação socioespacial e política em tempos históricos mais recuados. Esses processos representam esforços condizentes à providência de condições básicas para a sobrevivência humana, como o direito ao trabalho e à moradia. A ocupação, aqui, descortina situações, denuncia necessidades e cria expectativas de transformação para populações desfavorecidas no campo e na cidade.


A série OCUPAÇÕES busca recuperar as especificidades desses movimentos em nosso país, fornecendo uma interligação entre o apanhado histórico, que relaciona a ocupação territorial com as injustiças da concentração de renda; a palavra de estudiosos que se dedicam a imprimir um olhar distanciado a esse tema de enorme vulto na contemporaneidade; e o depoimento de indivíduos que buscam cotidianamente essa via alternativa de organização social, compartilhando experiências, êxitos e fracassos de suas ações. 


Os 13 episódios de OCUPAÇÕES estão divididos tematicamente e contêm histórias colhidas em quatro cidades brasileiras: São Paulo, Belo Horizonte, Rio Bonito do Iguaçu e Recife. O primeiro episódio apresenta as ocupações no campo, abarcando questões da luta indígena e do Movimento Sem-Terra. A partir daí, realiza-se uma trajetória gradual em direção aos problemas urbanos, detalhando algumas informações-chave sobre a carência de moradia, os fluxos migratórios e as ações governamentais de enfrentamento a essa dificuldade. Em seguida, a série se debruça a explorar movimentos mais recentes, como a reivindicação de espaços de convivência e maior participação popular nas decisões da cidade — todos sob a pauta do chamado “direito à cidade”. Volta-se o olhar também para iniciativas conduzidas nas periferias das cidades que buscam tornar essas regiões locais mais inclusivos e democráticos. OCUPAÇÕES finaliza seus episódios abordando as ocupações das escolas públicas pelo movimento secundarista, uma reação espontânea e organizada contrária a determinadas ações governamentais, proporcionando algum vislumbre do futuro dessa forma de resistência.


OCUPAÇÕES se utiliza de uma linguagem pouco vista em programas televisivos. As imagens têm durações mais longas, por vezes se mantendo em planos-sequência, convidando o espectador à reflexão diante dos depoimentos em voz overOCUPAÇÕES preza pelo cuidado na composição e com o ritmo interno das imagens, flertando com características da linguagem cinematográfica contemporânea. Houve a preocupação em manter a concisão dos depoimentos, extraindo deles apenas as informações essenciais e de maior interesse dentro do discurso da série. Esse discurso é sustentado por uma riqueza de materiais de arquivo, constituídos por uma miríade de fontes e suportes, como longas-metragens de ficção, documentários antigos e recentes, cinejornais, filmes institucionais do governo, vídeos feitos com celular e registros pessoais de ocupações. Além disso, destaca-se a marcante trilha musical do compositor Walter Smetak, repleta de dissonâncias e sons inusitados extraídos de seus instrumentos musicais de invenção própria. Smetak promovia uma verdadeira investigação musical, até com traços de misticismo, o que chamou muito a atenção de participantes do movimento tropicalista. A incorporação de suas gravações em OCUPAÇÕES configura também uma homenagem a esse grande artista brasileiro.

Quando assistir.

- Estreia: 08/07, terça-feira, às 18h

- Reapresentações: ▪ Quartas, 8h30 ▪ Quintas, 16h30 ▪ Sábados, 9h ▪ Segundas, 0h

Como assistir.

O SescTV está disponível:

- Online no site sesctv.org.br/ao-vivo

- No aplicativo Sesc Digital

- Nos principais operadores de TV por assinatura (consulte sua grade)

EPISÓDIOS

Episódio 01 – Terra 

O primeiro episódio da série traz à tona o conflito pela terra no Brasil e questiona: qual direito tem maior valor, o direito à moradia e trabalho dignos ou o direito à propriedade privada? Mostrando o histórico da luta pela terra do MST e das comunidades indígenas Xukuru do Ororubá, de Pernambuco, e Guarani M’bia, de São Paulo, coloca-se o conflito entre as diversas relações desses grupos com a terra e os interesses individuais de alguns proprietários.  


Episódio 2 - Propriedade 

O processo histórico brasileiro nos mostra que uma série de privilégios e ações legislativas provocaram a concentração da terra nas mãos de poucos, principalmente a partir da Lei de Terras de 1850. Esse fato teve grande responsabilidade na instituição da falta de moradia e de um terreno produtivo como grandes problemas sociais no país, refletindo na formação de nossas cidades. O episódio apresenta alguns exemplos de populações que foram relegadas a situações precárias de moradia e a todo tempo precisam lutar para evitar uma reviravolta ainda maior em suas vidas, como despejos e reintegrações de posse. 


Episódio 03 – Gestão Pública 

O que a gestão pública pode fazer em relação ao acesso à moradia? Na cidade do Recife, já na década de 1930, mais da metade das construções eram irregulares e feitas de maneira improvisada, o que levou à criação de um dos primeiros órgãos públicos dedicados ao problema da moradia. Durante o governo militar, vemos a criação do Banco Nacional de Habitação (BNH) e depois disso, muitos foram os projetos de habitação, como a COHAB, a CDHU e, atualmente, o programa mais importante, Minha Casa, Minha Vida. Esses programas resolveram a questão de habitação das grandes cidades ou ao contrário, criaram novas bordas periféricas nas cidades, com moradias de baixa qualidade, e enfraqueceram os movimentos sociais? 


Episódio 4 - Mutirões 

Em paralelo ao crescimento das cidades, nascem também os movimentos sociais da luta pela moradia. Experiências de construção de moradias populares nas cidades através de mutirões participativos inauguram um novo modo de pensar a habitação social, priorizando a qualidade urbanística e arquitetônica, com a participação popular e menor custo para o Estado. Entretanto, mais recentemente, essas experiências se viram ameaçadas pela instauração do programa Minha Casa, Minha Vida, que colocou nas mãos de empreiteiras a responsabilidade de planejar a habitação social, resultando no enfraquecimento desses movimentos. Acompanhamos um dos poucos mutirões remanescentes, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra Leste, além de obras já concluídas, como o Conjunto Habitacional Paulo Freire, em Cidade Tiradentes. 


Episódio 05 – Moradia 

A ocupação de terrenos e edifícios ociosos representa uma importante maneira de pressionar as autoridades em relação ao direito à moradia no meio urbano. O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) é um exemplo emblemático de organização que tem essa estratégia como principal ferramenta de luta e resistência contra a mercantilização das cidades. Outros movimentos que utilizam a são as ocupações da Isidora, em Belo Horizonte, a ocupação Mauá, em São Paulo, e a resistência do bairro de Brasília Teimosa, em Recife. O episódio investiga como esses movimentos sociais e populares se organizam e o teor de suas reivindicações. 


Episódio 6 - Casa Invisível 

Atualmente no Brasil há milhares de pessoas vivendo nas ruas. Políticas sociais falhas, soluções higienistas, preconceito e invisibilidade ainda são a tônica no enfrentamento da miséria urbana das grandes cidades. Além disso, a política habitacional é falha na inserção dos moradores de rua em seus planejamentos. Sob o viaduto Alcântara Machado na zona central de São Paulo, moradores organizados em barracos improvisados mostram as dificuldades do seu cotidiano. Nas ruas da cidade, o Padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua, conta sobre sua experiência em defesa de pessoas excluídas. 


Episódio 07 - Zoneamento 

O trabalho dos urbanistas nas grandes cidades brasileiras ajuda a esclarecer o intenso conflito entre forças antagônicas disputando a ocupação dos espaços urbanos, como as construtoras, o poder legislativo e os movimentos sociais. Mecanismos mais recentes como o Plano Diretor Estratégico vêm tentar promover um equilíbrio desses interesses, ainda que estejam permeados de contradições e brechas institucionais. O episódio investiga a participação de alguns desses atores no processo de planejamento urbano, tão importante para que se promova uma verdadeira transformação na dinâmica de nossas cidades. 


Episódio 8 – Direito à Cidade 

Recentemente observa-se o surgimento de uma série de movimentos que demandam a participação popular na construção e no desenvolvimento das cidades e que rejeitam a forma como as decisões são tomadas pelos poderes municipais. Organizadas sob o conceito de “direito à cidade”, essas reivindicações dão voz a grupos sociais muito diversos. O maior exemplo disso foi o Movimento Ocupe Estelita, do Recife, que tomou o terreno do histórico Cais José Estelita, vendido pelo governo por valores abaixo do mercado para a construção de empreendimentos imobiliários. 


Episódio 09 – Espaço Público 

No Brasil há casos emblemáticos de ocupações de espaços públicos como forma de resistência contra a construção de empreendimentos imobiliários e o cerceamento desses espaços. Em São Paulo, o movimento Parque Augusta reivindica que a última área verde da região central da cidade seja transformada em um parque público e gerido pela própria população. Já em Belo Horizonte, o movimento Praia da Estação iniciou uma ocupação de uma praça pública da cidade em resposta a um decreto da Prefeitura que proibia manifestações populares e culturais em espaços públicos. Ao longo dos anos, o movimento alcançou maior escala e agrega uma série de reivindicações relacionadas ao direito à cidade. 


Episódio 10 - Mobilidade 

Nas grandes cidades, a expansão da periferia somada à concentração das ofertas de trabalho e lazer nas regiões centrais cria um enorme fluxo diário que se movimenta pelos corredores metropolitanos. Em São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, a priorização do transporte individual gerou mudanças físicas na geografia da cidade, com rios sendo canalizados e várzeas aterradas para a criação de pistas para automóveis. Em sentido contrário, movimentos como o MPL (Movimento Passe Livre) e os ciclo-ativistas, lutam por alternativas que visam à democratização do transporte e o acesso à cidade. 


Episódio 11 - Guerrilha 

Com a força cada vez maior dos movimentos de ocupação dos espaços públicos, tornam-se latentes as especificidades de cada um deles. Defender essa luta a partir de um recorte racial revela a necessidade de organizar espaços na cidade que desconstruam práticas racistas e que afirmem o protagonismo negro. Áurea Carolina, vereadora mais votada de Belo Horizonte em 2016, defende a ocupação da política para promover a pluralidade de vozes nas instituições. Em Olinda, Mãe Beth de Oxum organiza festas na rua como forma de resistência da tradição cultural do Coco de Umbigada e de enfrentamento à intolerância religiosa. 


Episódio 12 - Periferias 

A periferia das grandes cidades é uma ilustração direta da lógica da exclusão. Porém, é necessário pensar nessas regiões para além do discurso da carência, ressaltando a resistência e o protagonismo de seus moradores. Para quem vive nas periferias, as lutas de ocupação não se dão apenas do espaço público físico, mas no espaço público enquanto lugar de voz, de atuação. O coletivo OPNI, na Zona Leste de São Paulo, mostra como o graffiti se tornou uma forma de expressão da identidade e dos problemas do bairro. Na Zona Sul, a Cia. Humbalada conta como é fazer teatro na periferia e como a discussão de gênero e sexualidade encontra na arte um lugar de afirmação em suas regiões. 


Episódio 13 – Secundaristas 

A precariedade de serviços públicos essenciais como a educação e a saúde no Brasil é um consenso nacional. O movimento de ocupação de escolas pelos estudantes nas cidades brasileiras ganhou força no final de 2015, demandando educação de qualidade e maior diálogo com a comunidade escolar por parte dos gestores públicos. Pouco a pouco, o movimento foi ganhando uma força inédita e conseguiu revogar o plano de reorganização da educação que seria implantado pelo governo estadual de São Paulo. Ocupações ganharam adeptos em escolas de todo o Brasil, onde os jovens puderam experimentar novas formas de aprendizado, de relação e de construção coletiva.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

CURTA PARANAGUÁ ESTREIA COM LONGAS PARANAENSES CONVIDADOS E PREMIAÇÃO DE CURTAS tas

                Curta Paranaguá - Festival de curtas-metragens estreia com                                longas paranaenses convidados e premiação para curtas

O Curta Paranaguá - Festival de curtas-metragens acontecerá no período de 18 a 22 de Setembro deste ano com entrada gratuita. O local escolhido para a realização de todas as sessões não poderia ser mais icônico: O Teatro Municipal Raquel Costa - no Centro Histórico de Paranaguá. O evento ocorrerá de forma presencial e online com exibição das mostras competitivas no site do festival, onde os internautas poderão votar no melhor filme e acompanhar toda a programação. Acesse: https://curtaparanagua.com.br/ para obter mais informações.

Nesta primeira edição foram inscritos 185 curtas de 20 estados brasileiros, além de produções internacionais. Após rigoroso processo de seleção, 56 curtas foram escolhidos para integrar as mostras competitivas, distribuídas entre as categorias de Ficção, Documentário, Animação, Experimental e Infantil. O filme convidado para a abertura do festival (18/09) é o “Lista de Desejos para Superagüi”, do diretor Pedro Giongo que estará presente durante a sessão. Esse longa ganhou como Melhor Filme da Mostra Aurora do 27º Festival de Cinema de Tiradentes em 2024.

E a programação do festival está repleta de novidades. No dia 19/09 será exibido o filme “Entrelinhas”, de Guto Pasko, com a presença da produtora Andréia Kaláboa.  


Em 20/09 é a vez da exibição de mais um longa-metragem premiado internacionalmente - “Casa Izabel”, de Gil Baroni e com a presença da atriz e produtora Laura Haddad. No dia 21/09 será exibido o filme “A Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti”, de Paulo Biscaia, que também estará presente no evento. Todas as sessões dos longas ocorrem sempre às 20h. Além dos filmes convidados, a programação do festival é extensa e bem variada com exibição de todos os curtas selecionados em diversos horários voltados tanto para adultos quanto crianças.

Para Marcio Branco, idealizador e diretor artístico do Curta Paranaguá, a resposta à criação do festival foi notável por ultrapassar fronteiras territoriais em sua estreia. “O Curta Paranaguá surge como uma plataforma fundamental para a divulgação da diversidade cultural através do cinema, uma forma de arte que transcende barreiras e dialoga com diferentes públicos. Nosso objetivo também é promover a formação de novos espectadores e o festival se destaca como uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cultural da cidade”, explica Branco.

A curadoria do festival é do jornalista, professor e doutor em Comunicação e Linguagens, Paulo Camargo. Camargo é editor, cronista e crítico de cinema do portal Escotilha de jornalismo cultural.  Segundo ele, a qualidade técnica foi fundamental para a escolha dos curtas metragens concorrentes, que foram avaliados em diversos aspectos como excelência em imagem, direção, roteiro e montagem”. Camargo comenta que, além disso, a originalidade e a inovação foram valorizadas, buscando filmes que trouxessem novas perspectivas e abordagens temáticas criativas. “A coerência narrativa também foi um fator crucial, assegurando que as narrativas, ficcionais ou não, fossem bem construídas”, destaca. 

A relevância e o impacto social dos filmes foram importantes na curadoria, buscando curtas que abordassem questões como direitos humanos, diversidade cultural, igualdade de gênero e questões ambientais. A diversidade de gêneros e estilos na seleção final é evidente, garantindo uma programação variada para o público”, completa o jornalista.

Inscrições abertas para Oficina
Faz parte da programação do Curta Paranaguá a Oficina de Cinema "Meu Primeiro Curta", que será ministrada por Tiago Nascimento, da TCN Filmes. A Oficina será realizada de 18 a 21 de setembro das 9h às 13h na Casa Elfrida Lobo, em Paranaguá. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 06/09, estão sendo destinadas 20 vagas gratuitas para esta Oficina.  O resultado da oficina será exibido na noite de encerramento e premiação do festival. Tiago é um cineasta paranaense atuante na cultura afro-indígena na região sul do Brasil, é representante da Cultcine.tv, canal 2134 do FAST Streaming do Samsung TV Plus. 

Homenagem a um desbravador
O homenageado da 1ª edição do Curta Paranaguá - Festival de curtas-metragens é o cineasta amador do litoral paranaense Cyro Matoso, considerado um tesouro cultural de Paranaguá. Cyro Jocelim Matoso faleceu aos 85 anos, em 2019, e deixou uma marca significativa na cena cinematográfica local. Autodidata, descobriu sua paixão pelo cinema na década de 70, produzindo com recursos próprios ou provenientes de vendas de suas obras de arte. Seu primeiro filme, "Aparição da Virgem do Rocio", em 1975, recebeu prêmio incentivo no Festival Nacional de Super-8, onde concorreu como único paranaense. “Além de cineasta, Matoso era um talentoso pintor e desenhista, retratando a antiga Paranaguá em suas obras”, destaca o diretor artístico do Festival, Marcio Branco. O produtor cultural explica que o legado do cineasta inclui filmes que mesmo com limitações técnicas. capturam a essência da cidade. “Apesar de nunca ter lucrado financeiramente com suas obras, sua paixão e dedicação pelo cinema são inspiradoras. Seu trabalho continuará a brilhar nas telas e nas memórias daqueles que o admiram”, revela Marcio.

SERVIÇO: Curta Paranaguá - Festival de curtas-metragens
Período: 18 a 22 de Setembro 
Local: Teatro Raquel Costa, Rua XV de Novembro, 87 - Centro Histórico – Paranaguá - PR
Site: https://curtaparanagua.com.br/
Acesse programação completa:  
https://drive.google.com/file/d/1dxSNFfBzJPxKTzt_jpb3sLlWF0No3jGD/view?usp=drive_link 


O CURTA PARANAGUÁ É UM PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA - GOVERNO ESTADUAL, COM RECURSOS DA LEI PAULO GUSTAVO, MINISTÉRIO DA CULTURA - GOVERNO FEDERAL.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

7ª MOSTRA DE CINEMA CHINÊS DE SÃO PAULO, REALIZADA PELO INSTITUTO CONFÚCIO NA UNESP, É ONLINE E GRATUITA

7ª MOSTRA DE CINEMA CHINÊS DE SÃO PAULO, REALIZADA PELO INSTITUTO CONFÚCIO NA UNESP, ACONTECE DE FORMA ONLINE E GRATUITA, DE 15 A 30 DE NOVEMBRO  

* Filmes exibidos e premiados em festivais consagrados como "As Galochas de Wangdrak", de Lhapal Gyal, indicado ao Urso de Cristal no Festival de Berlim

 

*Disponível gratuitamente na plataforma do Centro Cultural São Paulo:

www.ccsplay.com.br

 

*Webinar com os diretores da animação "Reino de Terracota" indicado para o Golden Goblet de Melhor Filme de Animação no Festival Internacional de Cinema de Xangai

 

*Programação: https://mostracinema.institutoconfucio.com.br  


 "China — luzes e sombras, sons e sonhos" é o tema da 7ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo, promovida pelo Instituto Confúcio na Unesp – que acontece de 15 a 30 de Novembro, de forma online e GRATUITA para todo o Brasil. A programação conta com uma seleção de oito títulos contemporâneos e premiados que ficarão disponíveis na plataforma do Centro Cultural São Paulo (www.ccsplay.com.br) por todo o período do Festival e que não estão disponíveis em nenhum outro streaming no Brasil.

 

Com curadoria de Shi Wenxue, mestre em Ciências do Cinema pela Academia de Cinema de Pequim, e Lilith Li, foi coordenadora do Festival Internacional de Cinema de Macau, o evento que aconteceu presencialmente na capital paulista em outubro, traz longas com narrativas multidimensionais que quebram barreiras e estereótipos culturais. "São obras que retratam o nosso tempo e a nova geração em histórias cheias de verdade e sentimento numa perspectiva genuinamente chinesa", observam os curadores.

 

Na programação estão "As galochas de Wangdrak" de Lhapal Gyal, indicado ao Urso de Cristal do Festival de Cinema de Berlim (Mostra Nova Geração) , a premiada animação "Reino de Terracota" de Ding Liang, Lin Yongchang, os diretores participarão de uma webinar dentro da Mostra, "Chaogtu e Sarula" de Wang Rui, vencedor dos prêmios de melhor direção no 33º Golden Rooster Film Festival e Melhor Contribuição Artística no 32º Festival Internacional de Cinema de Tóquio Baseado no romance  "A Pastora" de Mo Yue, e "Quando a primavera chegar" de Li Gen, indicado ao Prêmio "White Mulberry" de Melhor Diretor Estreante, baseado numa experiência real do cineasta. 


O evento realizado pelo Instituto Confúncio ainda traz "Acima das nuvens" de Liu Zhihai, Prêmio Tiantan de Melhor Filme no Festival de Cinema de Pequim, "Adoração" de Yang Zi, selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Busan (Coreia do Sul), e os documentários "O grande aprendizado" de Sun Hong, Wang Jing, Ke Yongquan, indicado ao Prêmio China Golden Rooster de Melhor Documentário, e  "Tive a lua nas mãos" de Cheng Tsun-shing, considerado um dos dez filmes mais influentes de 2020 na China e que conta a história de vida de Yeh Chia-ying , grande mestra da poesia clássica.

 

A Mostra de Cinema Chinês de São Paulo é uma realização do Instituto Confúcio na Unesp, em parceria com o Centro Cultural São Paulo e a Spcine. Ela se tornou uma atividade cultural de grande influência e referência para a promoção e divulgação do cinema chinês no Brasil.

 

Programação completa e sinopses dos filmes: https://mostracinema.institutoconfucio.com.br

 

Serviço: 7ª MOSTRA DE CINEMA CHINÊS

15 a 30 de Novembro

ONLINE E GRATUITA

Classificação Indicativa: Livre

Onde assistir: www.ccsplay.com.br

Programação: https://mostracinema.institutoconfucio.com.br

 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

MOSTRA TIRADENTES CELEBRA 25 ANOS, EXIBE 169 FILMES E MUITO MAIS

 Mostra Tiradentes homenageia o cineasta Adirley Queirós e discute o cinema em transição, em formato híbrido

Evento, totalmente gratuito, terá longas, médias e curtas-metragens em pré-estreias, debates, rodas de conversa, Encontro com os Filmes e diversas outras atrações, seguindo os protocolos sanitários

Em 2022, a Mostra de Cinema de Tiradentes comemora 25 anos de existência –uma trajetória rica em propósitos, realizações, descobertas, invenções, reflexões, formação, promoção, exibição e difusão do cinema brasileiro. E esta celebração vai ser realizada de 21 a 29 de Janeiro  de 2022, no formato híbrido, com ações online pela plataforma mostratiradentes.com.br e com atividades presenciais no Largo das Forras, Largo da Rodoviária e no Centro Cultural Yves Alves, seguindo todos os protocolos sanitários relativos à pandemia de Covid-19.

A cidade histórica mineira será a capital do cinema brasileiro contemporâneo, abrindo o calendário audiovisual do ano. A programação abrangente e gratuita vai exibir 169 filmes de 21 estados brasileiros (64 longas, 3 médias e 102 curtas-metragens) em pré-estreias e mostras temáticas; participação de mais de 150 convidados  no 25o Seminário do Cinema Brasileiro (com debatesEncontros com os Filmes e rodas de conversa); 10 oficinas; além de performance audiovisual, exposições, lançamento de livros, teatro de rua e intervenções artísticas.  

"Esta edição representa um momento histórico em nossas realizações, porque além de adaptar a programação e adequar as estruturas para este cenário pandêmico, planejamos uma série de ações comemorativas aos 25 anos da Mostra de Cinema de Tiradentes, que revisita esta trajetória que é testemunha do surgimento da nova geração de realizadores e, a cada edição, apresenta um rico panorama da produção cinematográfica que se multiplicou, diversificou, se manifestou em atitudes, debates e em memoráveis obras de gênios talentosos da nossa cinematografia. A renovação é uma das marcas mais significativas que estampou o Brasil nas telas da Mostra Tiradentes e celebrar todas as conquistas revigora nossa alma", ressalta a Raquel Hallak, coordenadora geral do evento.

abertura da Mostra acontece na noite de 21 de Janeiroa partir das 21 horas, com homenagem ao cineasta Adirley Queirós, apresentação da temática “Cinema em Transição” e exibição, em pré-estreia, de "Fragmentos de 2016 em dois episódios", mais novo projeto de Adirley, codirigido por Cássio Oliveira. O realizador do Distrito Federal será pauta central do debate a ser realizado no sábado e que vai tratar de sua trajetória junto a amigos e parceiros do homenageado: a cineasta Dácia Ibiapina, a montadora Cristina Amaral e o Técnico de Som Direto Francisco Craesmeyer.

TEMÁTICA | CINEMA EM TRANSIÇÃO

Proposta para a 25a edição da Mostra, a temática “Cinema em Transição” parte da percepção de que o cinema brasileiro atravessa um período complexo e delicado em diversos setores: do desenvolvimento de projetos à produção, das filmagens à finalização, da distribuição à exibição, toda a cadeia de realização tem sido reestruturada, reconfigurada e, muitas vezes, revolucionada. “Estamos num período histórico de aceleração dos processos, que passa pela economia e pela criatividade no audiovisual, desde as formas de financiamento até a efervescência das plataformas de streaming e a crise das salas físicas”, destaca o coordenador curatorial Francis Vogner dos Reis.

Analisando mudanças técnicas, estéticas e econômicas, o cinema brasileiro contemporâneo será investigado, durante a Mostra, a partir de seus novos arranjos profissionais e artísticos em andamento, diante de uma realidade econômica e criativa que segue institucionalmente negando a cultura (em âmbito de Governo Federal) e uma movimentação cultural que não pode mais se restringir aos antigos modelos de produção e circulação de obras, sob risco de sua própria sobrevivência e a dos profissionais envolvidos. “Ninguém quer e nem pode parar. Se existe muita constrição, precarização e recuos nesse processo, no aspecto criativo lidamos num cenário em que os intentos, as ideias e as práticas a partir do audiovisual são fortes em outros territórios de experimentação”, afirma Francis.

A forte presença de filmes dirigidos por pessoas negras, trans e indígenas, a proliferação de coletivos criativos vindos de outras áreas artísticas para além do cinema e a experimentação de formatos, linguagens e espaços de exibição serão fundamentais para se compreender a amplitude dos conceitos tratados na Mostra em 2022.

Sob esse recorte, cinco sessões vão apresentar e refletir os processos de transição (entre formas, plataformas, temas e artistas) pelos quais passa a produção audiovisual nos últimos anos. “Diário Dentro da Noite” (RJ), de Chico Diaz (ator homenageado pela 16a CineOP em 2021), lida com as angústias da pandemia durante confinamentos realizados em meio à montagem de uma peça a partir do livro “A Lua Vem da Ásia”, de Campos de Carvalho. Outro título desse recorte é  “Hit Parade” (MG), série de TV dirigida por Marcelo Caetano que terá dois episódios exibidos na Mostra. No enredo, após levar um golpe do produtor Missiê Jack, o compositor Simão abre uma gravadora para enfrentar seu rival. Em pouco tempo, uma guerra entre eles domina a música pop dos anos 80.

Uma reunião de curtas-metragens também vai tratar desse cenário de transições, com os filmes “Rua Ataleia”, de André Novais Oliveira; “Voz na Escuridão”, de José Hélio Neto; “Qual é a Grandeza?”, de Marcus Curvelo; “521 Anos”, de adanilo; e “YÃY TU NŨNÃHÃ PAYEXOP: Encontro de Pajés” , de Sueli Maxakali; assim como o média-metragem “Ficções Sônicas #2 – Feitiço”, de Grace Passô e Aline Vila Real.

HOMENAGEM | ADIRLEY QUEIRÓS (cineasta)

Desde a histórica e apoteótica sessão de “A Cidade é uma Só?” em 2012 – quando inclusive saiu com o Troféu Barroco de melhor filme da Mostra Aurora –, Adirley Queirós, cineasta de Ceilândia, no Distrito Federal, vem apresentando seus novos e instigantes trabalhos no evento. Junto ao Ceicine (Coletivo de Cinema da Ceilândia), ele toma parte historicamente em um panorama contemporâneo que, nos últimos 16 anos, se fez entre a independência radical dos coletivos e o estímulo das políticas públicas para o audiovisual em nível federal, estadual e municipal, com o fomento a pequenas produções.

O cinema de Adirley permite traçar uma trajetória que reflete um processo político de um passado de violência traumática que determina o presente e influencia os rumos do futuro, em filmes como “Rap, o Canto da Ceilândia” (2005), “Dias de Greve” (2009), “Fora de Campo” (2010), o citado “A Cidade é Uma Só?”  (2012) e os posteriores “Branco Sai, Preto Fica” (2014) e “Era Uma Vez Brasília” (2017). Todos os títulos serão exibidos na Mostra Homenagem, sendo obras fundamentais nesse rosto de transição que o cinema brasileiro foi adquirindo nos últimos anos.

FILMES

A seleção de 169 filmes (entre longas e curtas-metragens), de 21 estados brasileiros (AC, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MG, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RJ, RS, SC, SE, SP) , vai apresentar a força da cinematografia brasileira contemporânea, mesmo num momento de crise provocado pelos efeitos devastadores da pandemia e da inexistência ou paralisia de políticas públicas culturais. A coordenação curatorial do evento é assinada pelo crítico Francis Vogner dos Reis, que divide com a pesquisadora Lila Foster a seleção de longas-metragens. A curadoria de curtas-metragens foi feita por Camila VieiraTatiana Carvalho Costa e Felipe André Silva. Os filmes estarão distribuídos nas seguintes mostras: Aurora, Olhos Livres, Temática, Homenagem, Autorias, Foco, Panorama, Foco Minas, Praça, Formação, À Meia-noite Levarei sua Alma , Sessão Debate, Jovem, Valores, 25 anos, Regional e Mostrinha. Para ampliar a experiência, vários dos filmes contarão com debates nos Encontros com os Filmes, tendo a presença de diretores, equipes de produção e críticos convidados.

Mostra Aurora, dedicada a filmes de realizadores com até três longas-metragens, tem produções inéditas em circuitos de festival, com expressões e abordagens arrojadas no atual cenário de realização. Os sete selecionados desse ano são: “Seguindo Todos os Protocolos” (PE), de Fábio Leal; “A Colônia” (CE), de Virgínia Pinho e Mozart Freire; “Sessão Bruta” (MG), de As Talavistas e ela.ltda; “Panorama” (SP), de Alexandre Wahrhaftig; “Maputo Nakurandza” (RJ-SP), de Ariadine Zampaulo; “Bem-vindos de Novo” (SP), de Marcos Yoshi; e “Grade” (MG), de Lucas Andrade. Todos eles vão ser avaliados pelo Júri da Crítica e concorrem ao Troféu Barroco e a prêmios de parceiros da Mostra. Leia mais aqui.

Nomeada em tributo ao cineasta Carlos Reichenbach (1945-2012), a Mostra Olhos Livres é um recorte da programação que se caracteriza pela diversidade de formas e conceitos, sem critérios uniformizantes ou regulamento prévio. Ao longo dos anos, consolidou-se como panorama amplo de algumas das proposições mais instigantes do cinema contemporâneo brasileiro, muitas vezes vindas de realizadores já com trajetória significativa nos circuitos de exibição nacional e estrangeiro. Em 2022, os títulos, selecionado são: “O Dia da Posse” (RJ), de Allan Ribeiro; “Você nos Queima” (SP), de Caetano Gotardo; “Os Primeiros Soldados” (ES), de Rodrigo de Oliveira; “Germino Pétalas no Asfalto” (SP), de Coraci Ruiz e Julio Matos; “Manguebit” (PE-SP-RJ), de Jura Capela; e “Ava – Até que os Ventos Aterrem” (SP), de Camila Mota. Leia mais aqui.

Em filmes de diálogo imediato com o público – mas nem por isso mais simples ou menos complexos, os títulos da Mostra Praça em 2022 apresentam desafios estéticos estimulantes em várias possibilidades de impacto. Além de três sessões de curtas-metragens (leia mais aqui), a praça será espaço de diversos longas-metragens em pré-estreia. O premiadíssimo “Carro Rei” (PE), de Renata Pinheiro, mostra o jovem Uno e seu fantástico poder de conversar com carros. Quando uma lei proíbe a circulação de automóveis antigos, Uno e seu tio transformam o velho táxi da família em “novo”, o que acarreta uma série de consequências entre a alegoria e o medo. Outro título com passagens bem-sucedidas em festivais é “A Felicidade das Coisas” (SP), estreia de Thais Fujinaga no longa-metragem. O filme acompanha Paula à espera de seu terceiro filho enquanto passa o tempo entre uma praia feia e uma recém-adquirida e modesta casa de veraneio, no litoral paulista. Quando seus planos se desfazem por conta de problemas financeiros, ela se torna cada vez mais sufocada pelo peso das responsabilidades.

A praça Tiradentes deverá ficar intensa e agitada na exibição de “Lutar, Lutar, Lutar” (MG), documentário de Helvécio Marins Jr e Sérgio Borges, que conta a história centenária do Clube Atlético Mineiro desde sua fundação, em 1908, até o título da Copa do Brasil de 2014, passando pela épica conquista da Libertadores em 2013. Mais animação poderá ser vista em “ As Faces do Mao” (SP), de Dellani Lima e Lucas Barbi, que acompanha a trajetória e o cotidiano de José Rodrigues Mao Jr., professor de história, sindicalista, vocalista e fundador da banda Garotos Podres, icônico grupo de punk brasileiro dos anos de 1980.

O urgente tema das barragens rompidas em Minas Gerais está em “Lavra” (MG), de Lucas Bambozzi, que segue a personagem Camila, geógrafa de volta à terra natal depois que o rio de sua cidade ser contaminado por uma mineradora. Ela decide fazer um mapeamento dos impactos da mineração em Minas e se envolve com ativistas e movimentos de resistência, em busca de tentar recuperar seu próprio mundo e se embrenhar na guerra entre capitalismo e natureza.

Seguindo a tradição dos chamados midnight movies, com filmes de gênero que encerram as exibições dos fins de semana da Mostra, em 2022 surge “À Meia-noite Levarei sua Alma”, com uma seleção de filmes perturbadores “amaldiçoada” pelo grande José Mojica Marins (1936-2020), cujo mais famoso filme de terror batiza a sessão. E é justamente de Mojica o primeiro título desse ano, “A Praga”, pré-estreia nacional de um projeto póstumo do criador do Zé do Caixão que ficou décadas desaparecido e foi recentemente recuperado e finalizado pelo produtor Eugênio Puppo. Também na madrugada será exibido “Extremo Ocidente”, de João Pedro Faro.

Na Mostra Autorias, o mais novo filme do cineasta Julio Bressane, “Capitu e o Capítulo” (RJ) retoma o clássico “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, numa dança ensaística ritmada por uma singularidade de estilo: a brevidade de capítulos que expandem a figura do narrador e apresentam, na personalidade incisiva de Capitu e nas respostas titubeantes de Bentinho, uma redefinição dos duos habituais da filmografia do cineasta. Por sua vez,  “Cafi – Salve o Prazer”, de Lírio Ferreira, resgata a vida e obra do fotógrafo e artista plástico pernambucano Carlos da Silva Assunção Filho (1950-2019) e mergulha no trabalho encantador de um artista que participou de criações e momentos-chave da música brasileira no século 20.

Outro grande artista retratado em Tiradentes, na Sessão Debate, é o cineasta Ruy Guerra, hoje aos 90 anos de idade. “Tempo Ruy” (RJ), documentário de Adilson Mendes, mostra o trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo moçambicano radicado no Brasil. Um filme-ensaio com materiais diversos para destacar o discurso do cineasta sobre sua obra ao longo do tempo, desde sua primeira experiência cinematográfica até momentos recentes de seu trabalho, apresentando o artista como crítico da sociedade, o cinema em favor da transformação política, a emancipação da mulher e o retorno do reprimido.

Nos curtas-metragens, serão exibidos 102 títulos de 18 estados. Em 2021, foram exibidos 79 curtas, portanto 2022 contará com acréscimo significativo de títulos. Leia mais sobre os curtas-metragens aqui.

SEMINÁRIO | DEBATES

Seminário do Cinema Brasileiro, novamente em formato presencial, volta a ser um dos ambientes mais intensos de debates e discussões sobre o cinema no país. Em 2022 serão mais de 150 profissionais, entre críticos, realizadores, produtores, atores, acadêmicos, pesquisadores e jornalistas, atuando em 52 encontros e debates, entre eles a série Encontros com os Filmes, as rodas de conversa e os bate-papos após sessões do Cine-Praça.

PROGRAMA DE FORMAÇÃO | OFICINAS

A Mostra de Tiradentes tem também o compromisso de investir em novos talentos e promove o Programa de Formação com a oferta de oficinas audiovisuais para o público jovem e adulto, visando à capacitação técnica para o mercado de cinema em diversas frentes possíveis de trabalho. Desde sua primeira edição, em 1998, já foram certificados quase 7.000 alunos, em aproximadamente 260 oficinas ministradas.

Em 2021, devido à pandemia, todas as atividades serão realizadas em ambiente digital, mantendo o mesmo propósito e conceito das edições presenciais. Este ano, de volta ao formato presencial, serão ofertadas no período da mostra 10 oficinas e 260 vagas para públicos e interesses diversos. As vagas já estão preenchidas e as opções desse ano são: “Pitchings Memoráveis para o Audiovisual”, “Dublagem: A Arte da Voz”, “Assistência de Direção”, “Planejamento, Produção e Divulgação de Conteúdo para Redes Sociais”, “Da Personagem ao Argumento”, “A Entrevista no Documentário”, “O Som em Cena”, “Dramaturgias do CorpoEspaço”  e “Cinema e Artes Plásticas em Tempos de Transformação” e “Fotografia Expandida”.

MOSTRINHA E MOSTRA JOVEM

Sempre pensando na formação de novos olhares para o cinema brasileiro, as sessões Mostrinha e Jovem se dedicam ao público infantil e juvenil em Tiradentes, considerando também a diversidade de formatos e linguagens dessa produção demográfica. Para as crianças, haverá uma sessão de cinco curtas-metragens e de três longas: “Poropopó” , de Luis Igreja, mostra uma família de palhaços que deixa o circo para morar na cidade e enfrentando dificuldades, preconceitos e autoritarismo com muito humor e magia; e “Tromba Trem”, de Zé Brandão, que o divertido elefante Gajah depois que ele se torna uma celebridade da noite para o dia e se envolve num misterioso desaparecimento; e “Pequenos Guerreiros”, de Barbara Cariry, no qual uma família de pescadores do litoral do Ceará decide viajar para o sertão, indo até a cidade de Barbalha, na região do Cariri, com o objetivo de pagar uma promessa durante a Festa do Pau da Bandeira.

A Mostra Jovem conta com o longa “Os Dragões”, de Gustavo Spolidoro, em que um grupo de cinco amigos da bucólica cidade de Cotiporã está aterrorizado com a ideia de ficarem mais velhos e com as responsabilidades que vêm no processo; e um conjunto de cinco curtas-metragens.

ARTE | PERFORMANCE, EXPOSIÇÕES, LANÇAMENTO DE LIVROS

Arte por toda a parte. As ruas tricentenárias de Tiradentes serão embaladas por cores, música, artes cênicas, sons e imagens durante a 25a Mostra de Cinema de Tiradentes que, nesta edição, adaptou sua programação para não gerar aglomeração de pessoas. O público vai poder conferir 3 performances audiovisuais3 exposições temáticas, 7 lançamentos de livros, 3  apresentações de teatro de rua, 5 intervenções artísticas fazendo a conexão do cinema com as outra artes, expressões artísticas da cultura brasileira.

O QUE VOCÊ VAI VER NA PROGRAMAÇÃO ONLINE?

A programação online do evento acontece na plataforma oficial - mostratiradentes.com.br e pode ser acessada gratuitamente de onde você estiver. O sinal estará aberto para o mundo. Você vai poder acompanhar os bastidores do evento e acompanhar tudo que está acontecendo no maior evento do cinema brasileiro.

Você poderá assistir aos filmes da Mostra Homenagem ao cineasta Adirley Queiros, Mostra "Cinema em Transição", Mostra Panorama, Mostra 25 anos e acompanhar as transmissões ao vivo diretamente de Tiradentes - Abertura oficial, Debates Conceituais e temáticos, Rodas de Conversa, Encerramento/Premiação.

O QUE VOCÊ VAI VER NA PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL?

A programação presencial segue a estrutura e formatação das edições anuais do evento, com exceção dos shows e cortejo da arte, que foram substituídos por rodas de conversa e intervenções artísticas para evitar aglomeração de pessoas. O público desfrutará das atividades que acontecem em três espaços da cidade: Largo das F ôrras - instalação do Cine-Praça, Rádio CBMM, Exposição, Praça de Convivência Turma do Pipoca; Largo da Rodoviária - instalação do Cine-Tenda, Cine-Lounge, Exposição, Cine-Café e Cine-Loja; Centro Cultural Yves Alves - sede do evento, instalação do Cine-Teatro, Exposição, Secretaria do evento, Sala de Coordenação e Logística, Sala de Imprensa e Cine-Loja.

Para evitar a disseminação do novo coronavírus, a ocupação das plateias dos cinemas serão reduzidas em 50%. Será obrigatório o uso de máscaras de todo o público em todas as dependências e programação do evento.

Os espectadores poderão desfrutar e participar da extensa programação de filmes, debates, rodas de conversa, performance, lançamento de livro, do evento acontece na plataforma oficial - mostratiradentes.com.br e pode ser acessada gratuitamente.

PROTOCOLOS SANITÁRIOS | SELO EVENTO SEGURO

O evento obteve o Selo Evento Seguro junto à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e seguirá o protocolo sanitário do Programa Minas Consciente, o qual orienta a adoção de medidas de higiene e de distanciamento como as principais armas para o enfrentamento ao contágio por Covid-19, enquanto a imunização não estiver difundida na sociedade.

Informamos que a programação do evento, bem como a sua estrutura e instalações foram adequadas para evitar aglomeração de pessoas e foram submetidas e aprovadas pelos órgãos competentes do município de Tiradentes e do Governo de Minas Gerais.

Serão distribuídas senhas com 45 (quarenta e cinco) minutos de antecedência para ter acesso às sessões de cinema do Cine-Tenda e do Cine-Teatro e 30 (trinta) minutos de antecedência para ter acesso aos debates do Cine-Teatro.

A organização do evento disponibilizará álcool gel nas dependências e entradas do evento e exigirá o uso obrigatório de máscaras. No Cine-Tenda, Cine-Lounge e Cine-Teatro haverá controle de entrada e saída do público. Não será permitida a entrada de bebidas e comidas nas salas de cinema - Cine-Tenda e Cine-Teatro. Ao final de cada sessão de cinema (Cine-Tenda e Cine-Teatro) e dos debates (Cine-Teatro), o público deverá se retirar para higienização do espaço.

Siga os canais do evento para obter informações oficiais sobre a 25a Mostra de Cinema de Tiradentes e acompanhe a divulgação, bastidores e acesse a programação do evento . Cada um fazendo sua parte, todos poderão desfrutar do evento de maneira segura e consciente.

USE MÁSCARA, FAÇA A HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS, MANTENHA O DISTANCIAMENTO.

EM CASO DE SINTOMAS GRIPAIS, NÃO VIAJE E FIQUE EM CASA.

 

25MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES 

  • ABERTURA OFICIAL
  • PERFORMANCE AUDIOVISUAL
  • HOMENAGEM A ADIRLEY QUEIRÓS
  • CAMPANHA #EUNAMOSTRATIRADENTES
  • EXIBIÇÃO DE 169 FILMES - 64 LONGAS,3 MÉDIAS E 102 CURTAS
  • PRÉ-ESTREIAS E MOSTRAS TEMÁTICAS
  • MOSTRINHA
  • MOSTRA VALORES
  • 25OSEMINÁRIO DO CINEMA BRASILEIRO
  • 51 DEBATES, DIÁLOGOS E RODAS DE CONVERSA
  • 10 OFICINAS
  • 3 EXPOSIÇÕESTEMÁTICAS
  • CONEXÃO BRASIL CINEMUNDI
  • LANÇAMENTO DE LIVROS
  • TEATRO DE RUA
  • ENCERRAMENTO/PREMIAÇÃO

SOBRE A MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

PLATAFORMA DE LANÇAMENTO DO CINEMA BRASILEIRO

Maior evento do cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país, chega a sua 25a edição de 21 a 29 de Janeiro de 2022, em formato online e presencial. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais – uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

O evento exibe mais de 100 filmes brasileiros em pré-estreias nacionais e mostras temáticas, presta homenagem a personalidades do audiovisual, promove seminário, debates, a série Encontro com os filmes, oficinas, Mostrinha de Cinema e atrações artísticas. Toda a programação é gratuita. Maiores informações www.mostratiradentes.com.br. 

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

link para fotos: https://www.flickr.com/photos/universoproducao/ 

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